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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

O que gastei em vestuário em 2016

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O meu orçamento para vestuário (vestuário propriamente dito + cabeleireira), em 2016, foi de €5/mês, ou seja, €60. Ainda tenho €19.

 

Como agora tenho cabelo curto, deixei de conseguir cortar o meu prório cabelo....buáaaa!!!

 

Pelas minhas contas, em 2016 gastei em vestuário:

€ 7.00 em sapateiro (*) 

€ 1.00 na compra de botões (para reinventar uma blusa básica)

€ 3.00 na compra de 2 camisolas de lã novas

€ 7.80 em meias diversas, novas

 

(*)

Na verdade, um dos itens é "€4.00 colar (remendo)". Eu deduzo que foi sapateiro, porque não me ocorre mais nada que possa ter colado em vestuário. Será que era fita de viés? 

O meu sistema de registo é, no mínimo, amador.

 

Conclusão: nada mau, Cristina!

Palmadinha nas costas! ;)

Dois presentes de natal e como estes dizem de como quero viver a minha vida

O meu passevite

 

Aqui está um presente que foi uma fuga para a frente. 

Há semanas que a minha mãe anda com a conversa "tu precisavas de uma actifry". Ou seja, uma conversa nada subtil sobre me oferecer uma para o natal. 

Fui implacável e disse não. Não resultou e disse que se me a comprar, que a leva para casa. E mesmo assim, depois disto tudo, pergunto-me se o diacho da mulher não me vai comprar a Actifry. 

Atenção, eu não tenho nada contra a Actifry. Acho uma maquineta fantástica e útil, mas EU NÃO QUERO UMA ACTIFRY. Ocupa imenso espaço de balcão e eu não estou disposta a ter mais uma tralha a ocupar espaço. Na casa dos outros é uma utilidade, na minha é um mono.

 

Daí lhe ter dito que, o que queria mesmo, era um passevite em inox. O problema é que ela achou que era demasiado barato (tentou dar-me um eléctrico).

Há quem viva com uma espada sobre a cabeça, eu cá corro o risco de levar com uma Actifry.

 

Uma passadeira mecânica

Há alguns anos que as prendas trocadas, entre mim e o meu irmão são cartões presentes. Já tentei mudar isso e não consegui. Se lhe digo que quero um livro, vem com um cartão presente lá dentro. 

Inicialmente tinha piada, depois, nem por isso. 

 

Este ano tentei duplicar uma ideia que tinha lido algures: combinávamos um valor e depois cada um comprava algo que realmente desejasse receber, depois dizíamos ao outro o que havíamos comprado. 

Soa um pouco estranho? Eu achei uma ideia fantástica. Porque na verdade, há coisas que não compramos por acharmos demasiado fúteis, mas que gostaríamos de receber. Esta é uma forma de termos esse "mimo" livre de culpas.

Se o argumento contra é o facto de não ser uma verdadeira troca de prendas, isso só acontece se não entrarem no espírito da coisa, nomeadamente partilhando com a/o outra/o a coisa, o porquê, o entusiasmo e o prazer.

 

Quando fiz a proposta ao meu irmão, nem me respondeu. Por isso, quando andava à procura de uma passadeira mecânica, no OLX e lhe pedi ajuda (aliás, bastante preciosa, mas tema para outro post) e ele disse que me oferecia uma para o natal, eu sabia que o tinha apanhado. ;) 

 

Naturalmente não o deixei comprar - inevitavelmente ia para as mais caras e xpto, mas "apresentei-lhe a conta". Agora, pedi-lhe que usasse o valor para comprar a prenda dele. 

 

Não se preocupem, do mesmo modo que lhe mandava fotos das minhas sapatilhas novas, compradas com um cartão presente, vou mandar-lhe os gráficos dos km caminhados, no aparelho que ele me ofereceu. 

 

E se conseguir que a minha mãe utilize a passadeira, até tem direito a fotos.

 

Diário das minhas finanças pessoais - Novembro

Já estava a adivinhar que este mês seria um desastre para as minhas finanças pessoais. O primeiro indicador foi o facto de duas páginas da minha agenda não terem sido suficientes para registar todas as despesas. Nunca tinha acontecido antes.  Estão recordadas/os do post sobre o número ideal de transacções por semana?

 

Em Novembro, anotei um total de 87 transacções, sem contar as despesas da semanada de restauração (€10) em que coloco só a despesa semanal.

 

Isto são €504 do meus gastos e nem estou a incluir o que saiu dos envelopes:

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Excessos, desperdícios e uma ajudinha do carro, fizeram com que tivesse de recorrer ao meu fundo de emergência que tem agora menos €197.04.

 

Sinto-me uma falhada porque, na realidade é desperdício de dinheiro. Dinheiro que sei que me fará falta no futuro. Sinto que recuei em 3 ou 4 anos, a gastar dinheiro que "não tenho" (no orçamento mensal). 

 

Porque no fundo, e apesar de ter feito as poupanças para os envelopes e tudo o mais, a verdade é que a partir de meados deste ano eu não consegui fazer quase poupanças extra.

 

No primeiro semestre consegui repor €370 no fundo de emergência e ainda reforçá-lo com mais €500. Depois disso, não acrescentei nada ao fundo de emergência, ultrapassei o orçamento de quase todos os envelopes... e o ano ainda não acabou.

 

Passei a ganhar menos €200/mês e parece que passei a desperdiçar mais. Esta cabecinha não está a funcionar muito bem. Sinto-me a sabotar-me a mim própria. Promessas e juras quebradas.

 

Desculpem-me, mas estou a sentir-me um bocadinho pessimista.

 

Espero que o vosso mês financeiro tenha sido melhor.