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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Uma outra forma de ver a compra de um carro

Tropecei neste vídeo e, embora os valores possam ser um pouco inflacionados para a generalidade dos portuguesas, considero que o princípio subjacente é importante: ao optar por dívida em vez de aguardar pelo momento em que podemos pagar em dinheiro, estamos a fazer o nosso dinheiro trabalhar para o banco, em vez de trabalhar para nós.
Mesmo com valores inflacionados (os valores são médios para compras nos EUA; pelo menos penso que são inflacionados em relação a Portugal), que se aplicarão a 1/3 dos compradores de novos carros:
72 meses - duração dos empréstimos para compra de carro
9,6% - taxa de juros pagos
26.000 - custo do carro
475 - mensalidade do empréstimo

25% - desvalorização assim se sai do stand
70% - desvalorização após 4 anos
Assim, após 6 anos, o comprador paga 33000 e o carro só deverá valer 6000. 
A sugestão é que coloquemos o dinheiro a trabalhar para nós:
poupar 475/mês durante 10 meses (total: 4750) e somar (por exemplo) a quantia da retoma do que possuímos, por exemplo, 1500
Em suma, em apenas 10 meses, sem qualquer dívida, passou de um carro de 1500 para um de 6250. E se não chegar, manter a poupança de 475/mês durante mais 10 meses e tem mais 4750. Como só passaram 10 meses da compra do carro, provavelmente não desvalorizou e já é possível (em 20 meses) comprar um terceiro carro de 11000 (poupança + retoma do carro de 6250).

E nem entro nas contas em que a conclusão é: aquele carro não vale 5 milhões! 

Pagar ao meu futuro eu (II)

Como havia referido anteriormente, o facto de viver sozinha nesta crise económica, tem disparado os meus níveis de ansiedade em relação ao futuro, em especial à velhice.

 

[Ontem lia sobre pessoas de 80 anos, a trabalhar à noite, para pagar os cuidados médicos do seu cônjuge. É um vislumbre para um futuro muito sombrio.]

 

Decidi que, aos (quase) 40 anos, devo considerar a urgência de um fundo de reforma com a mesma intensidade com que fiz o fundo de emergência. 

 

Neste momento, o meu salário líquido é de 650 euros. Fazendo as contas muito por alto são cerca de €50.00 para transporte, se dividir o prémio de seguro por 12 meses, são mais cerca de €25.00; mais €50.00/mês de electricidade (variável), mais internet, mais TV, mais telemóvel... rapidamente estamos próximo dos €450 só em despesas fixas. Ora, €450 depois de pagas as despesas fixas é (para mim) o suficiente para poupar. Eu não pago renda, sendo os custos com habitação o que gasto com a sua manutenção (como por exemplo a substituição do telhado).

 

Assim, decidi organizar as minhas finanças da seguinte forma:

 

1. Conta corrente - salário

A conta salário recebe o salário ficará apenas com o valor de €530.00 (€450 para despesas não fixas, €50 para gasolina, €10 para telemóvel, €20 para um débito directo nessa conta). É possível que gaste mais em gasolina e menos em telemóvel, mas o valor aproximado é suficiente. É esta conta que possui o cartão de débito pelo que faz sentido incluir aqui algumas das despesas fixas.

 

2. Conta virtual - despesas fixas

Na conta virtual estará a verba mensal de €120 para pagar despesas fixas: electricidade, acesso internet e poupança para o seguro do carro.

 

3. Conta virtual - despesas fixas

Na conta virtual ficará igualmente um mini fundo de emergência no montante de €250. Este será para colmatar alguma despesa extraordinária, uma conta de electricidade surpreendente, uma despesa médica, uma reparação do carro. Se pensarem bem, €250.00 já cobre uma boa parte de despesas urgentes que nos levam a recorrer ao cartão de crédito ou cash advance.


4. Poupança 1 - fundo de emergência

Manterei o valor de €1000 para um fundo de emergência. Se somar esses €1000 aos €250, estamos a falar de 2 meses de salário. Parece-me uma boa quantia, considerando que pouco irei poder reforçar face à despesa com o telhado. Corresponde a aproximadamente dois meses de salário.


5. Poupança 2 - reparação do telhado

Tudo o que poupar, seguirá para reforçar a poupança para a substituição do meu telhado. Como o soalho é logo a seguir (se não for antes), estou a esforçar-me para cumprir este objectivo: pagar as despesas sem recurso a crédito ou apoio de familiares.


6. Poupança 3 - reforma

O meu desafio pessoal e compromisso para com o meu futuro. Da conta corrente (1) irá sair a verba de €65 (10% do salário líquido) para a minha reforma.

Para que isso fique imediatamente reflectido nos meus rendimentos e na verba disponível para gastos, irei constituir uma aplicação com reforço automático. Ao dia X, sai automaticamente da conta.

 

 

Poderá parecer um pouco estranha esta separação em 6 contas/aplicações, mas eu sou uma pessoa visual e preciso de ter as diferentes verbas devidamente separadas, para saber exactamente o quanto tenho para que rubrica. Resulta comigo.

Pagar ao meu futuro eu (I)

Parecendo que a substituição do meu telhado está novamente adiada, repenso a forma como tenho organizado o dinheiro. 

Eu possuo duas contas bancárias, embora uma delas seja meramente virtual (associada à outra) e serve para retirar dinheiro da conta à ordem, como se tratasse de um envelope para as despesas fixas. 

Como já havia referido, no início de cada mês, mantenho apenas o salário mensal na conta corrente e retiro de imediato x para despesas mensais mais ou menos fixas - luz, telefone... (se vão para a 2ª conta). 

No final do mês, o que consigo poupar é colocado nessa 2ª conta até atingir um montante suficiente para enviar para uma aplicação financeira (quem nem 1% de juros rende). 

Assim, de forma muito intuitiva vejo o que gasto e o que poupo. 

Até à data, o fundo de emergência estava misturado com a poupança para a reparação do telhado. Isto porque antecipei que fosse "comido" pela despesa.
Hoje, finalmente decidi que é tempo de libertar amarras do agora e começar seriamente a planear o futuro. Decidi começar a poupar para o meu futuro eu.

(Continua)

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