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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Sistema de envelopes - orçamento para carro

Recapitulando, o meu orçamento mensal para gasolina e estacionamento era de €50.00/mensais.

 

Porém, estes dois meses têm demonstrado que esse orçamento está sub avaliado. Na verdade, tenho gasto cerca de €50.00 em gasolina em cada 20 dias. Tenho consciência que as deslocações foram acima do habitual, mas ainda assim fica evidente que terei de contabilizar um mínimo de €50.00 só para a gasolina.

 

No que respeita a estacionamento, tenho despesas inevitáveis para acompanhar a minha mãe em consultas e exames médicos. Junto ao hospital tenho apenas estacionamento pago e está fora de questão estacionar longe porque a minha mãe tem mobilidade reduzida. Os custos com estacionamento podem oscilar entre €7-€25/mês, dependendo do número de consultas/exames.

 

Assim, prefiro corrigir o meu orçamento para €70.00/mensais.

 

Se ainda acrescer despesas com imposto automóvel, seguro automóvel e manutenção, rapidamente constanto que o carro gasto mais com o carro que comigo. Tivesse eu coragem...

Seguro de saúde - orçamento para saúde

Há cerca de 2-3 anos eu possuía um seguro de saúde. Este foi uma das primeiras despesas de que abdiquei. Não o fiz de ânimo leve, foi a constatação que o que gastava nele + franquias não correspondia à sua real utilização (um ano, chegou a ser zero; no seguinte, uma única consulta que nem utilizei o seguro porque tinha a franquia de primeira utilização do ano).

 

Hoje, não posso dizer que não tenha alguma ansiedade em relação à minha decisão. Seria uma segurança (não é para isso que servem?). Mas não vale a pena chorar sobre o leite derramado e fazer outro agora não faria sentido por causa das exclusões associadas a doença pré-existente. 

 

Assim, considerando que continuo a trabalhar em construir o meu orçamento REAL/REALISTA, decidi repensar o valor disponível para saúde

 

Eu tenho sido imensamente descuidada na realização de consultas e exames de controlo de doença. Isso tem de mudar (sim, eu já havia dito isso antes, mas agora vou mesmo cumprir).

 

Decidi ficcionar 1 ano médio de gastos em saúde:

- 2 consultas em medicina privada: €80 x 2

- 1 consulta em dentista: €50

- 3 consultas no posto saúde: €5 x 3

- medicamentos (inclui pílula): €70

 

Total: €295/ano

 

Outras despesas médicas (por exemplo uma cirurgia relacionada com dois sisos deitadinhos a dormir) seriam consideradas de emergência e seriam cobertas pelo fundo de emergência.

 

Com efeito, em jeito de comparação, neste momento tenho como gastos +- €30.00 porque apenas fiz uma consulta no posto médico e comprei medicamentos.

 

Em relação ao orçamento anterior, são apenas mais €13.00 mensais que posso dispor e que acrescerão à minha paz financeira. Assim, decidi arredondar o montante para €300/ano o que perfaz €25/mensais.

 

Este é um orçamento realista para uma situação ideal: eu cuidar da minha saúde (para que não seja ela a tratar de mim, estão a perceber a ideia?).

Um outro diário...

Enquanto não faço o post "não cometam os meus erros no que respeita a obras em casa", o destaque dos sapinhos obriga-me a uma história mais positiva.

 

É a história da Ana e do António (nomes fictícios), que sempre se consideraram bem na vida: um bom apartamento (com hipoteca, claro), alguns carimbos no passaporte, 2 belos carros, um belo plasma, gadgets e alguns pagamentos em dia nos cartões de crédito. E como eram atinados, possuíam algumas poupanças. Eram "consumidores bem comportados" (palavras da Ana) que compravam bastante e pagavam em tempo. 

 

Até que (há sempre um "até que") chegaram a pequena Carla e o pequeno Daniel (uma surpresa para os papás). Os impulsos de casal jovem e descomplicado foram sendo substituídos pelas naturais responsabilidades e despesas de casal com 2 filhos (e um cão). 

 

A Ana ficou desempregada e o casal não teve pelos ajustes, liquidando todos os créditos com o montante disponível nas poupanças. O bom salário do António permitia fazer face às despesas correntes; a vida ia sendo levada, sem desvarios e com muita cautela.

 

O surpreendente aconteceu a seguir. Junto à casa dos pais da Ana e do António (não vos contei que cresceram juntos, pois não?) ficou disponível uma habitação que era a resposta às novas prioridades do casal: um casa com terreno amplo, numa zona sossegada, com escola por perto e próximo dos pais de ambos. Era a casa dos (novos) sonhos.

 

Mas a situação era desencorajadora: casa hipotecada, mercado imobiliário saturado e desemprego de um dos membros do casal, determinaria o fim desta história. 

 

O fim foi diferente do que seria de prever, porque este casal decidiu concretizar o sonho de comprar a sua casa e não pouparam esforços:

- venderam gadgets e mobiliário excedente;

- venderam um dos carros (poupando adicionalmente as despesas habituais - de assistência a seguros);

- pouparam todos os tostões;

- aplicaram toda a poupança em amortizações antecipadas da hipoteca (que fizeram descer o valor das prestações mensais e do capital em dívida);

- acordaram com o vendedor arrendar a casa de sonho em troca da promessa de que esses valores fossem deduzidos no valor acordado para a compra (se essa não se concretizasse no prazo acordado, ficaria para o vendedor a título de rendas);

- colocaram o seu apartamento à venda (com mobiliário e decoração incluídos);

- mudaram-se para uma casa a necessitar de pinturas e outras obras, mobiliário oferecido por familiares e amigos (há sempre quem tenha uma coisa em casa que não necessite);

- continuaram a poupar, com a renovação em mente.

 

O final feliz: a Ana e o António demoraram pouco mais de 6 meses a vender o apartamento. Compraram a nova casa que ainda precisa de muitas obras ("quando deixo de poder olhar para o papel de parede, vou para o jardim").

 

 

O que tenho eu com esta história? Um dia sugeri à Ana que tentasse amortizar a hipoteca mais rapidamente para que pudesse comprar a próxima casa de sonho que surgisse. Juro que foram apenas palavras de incentivo - literalmente conversa de café - , aliadas a alguma acção para que sentisse que dependia dela... mal eu sabia... 

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