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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

A primeira pergunta no planeamento financeiro

Todos os gurus das finanças pessoais concordam que, o primeiro passo no planeamento financeiro é saber a resposta à seguinte pergunta: o que queres?

 

Pagar dívidas de crédito pessoal? Poupar para um fundo de emergência? Poupar para uma viagem? Antecipar o pagamento do crédito da casa? Abrir um negócio? 

 

Se não soubermos o que queremos, não podemos planear como lá chegar. 

 

Confesso que não sou muito boa nisto. Eu quero sempre os sonhos inatingíveis que não são realistas para o meu estilo de vida: ganhar o euromilhões, nunca mais ter de trabalhar, por aí.

 

Hoje ouvi uma coisa muito sensata: se não sabes qual é o grande objectivo, começa por um pequeno. 

 

Percebo que foi isso que fiz:

- eliminar dívida

- poupar para um fundo de emergência

- pagar as obras da casa em dinheiro e sem recorrer a crédito

- aumentar o fundo de emergência

- poupar para férias

- (...).

 

Pequenos passos. 

Sobre o assumir a responsabilidade

Confesso que não sei se já vos disse isto, mas como foi o passo mais importante para resolver a minha situação financeira, acho que não fará mal que me repita.   

 

Assumir a minha responsabilidade, relativamente ao estado das minhas finanças pessoais, foi a experiência mais assustadora e libertadora de todo o processo.  

 

Por um lado, não é fácil admitir que não fui  responsável, que a situação em que me encontro se deve apenas a mim,  que desperdicei dinheiro, que poderia estar numa situação financeira muito melhor (se tivesse gerido as minhas finanças de forma responsável). 

 

Por outro lado, ao assumir as minhas responsabilidades e concluir que o problema era MEU (e não da economia, do Governo, dos deuses), isso colocou nas minhas mãos o controlo da mudança.  

 

Eu não fui acometida pelo desemprego, uma gravidez imprevista, uma doença incapacitante, que me fez perder (ou reduzir) rendimentos de forma imprevisível. Eu simplesmente gastei mal o que ganhei, e isso está dentro do meu controlo mudar.

 

Uf... Que alívio. 

O meu problema com alguns livros sobre finanças pessoais

Antes de mais, deixo-vos o alerta: no que respeita a livros sobre finanças pessoais, prefiram a biblioteca à compra, nem que seja apenas para perceber se o livro se adequa à vossa situação.  

 

Quando a crise entrou na "moda" multiplicaram-se os livrinhos sobre finanças pessoais, muitos maus, redundantes e repletos de generalidades e verdades de La Palice.  

 

A maioria das pessoas não precisa de 100 páginas a dizer que a solução é gastar menos do que se ganha. Obrigadinha.  

 

Outra coisa que me surpreende bastante é o tom acusatório dos livros: Gaste menos! A culpa é sua! Assuma responsabilidade!  
 
Não deixa de ser verdade (de alguma forma), mas se compramos o livro é porque já sabemos disso, já tomamos o primeiro passo: procurar ajuda para mudar.  Não precisamos que falem para nós de cima. Em suma, eu não preciso que me venham dizer a m**** que fiz... isso já eu sei.  

 

O que eu preciso de um livro de finanças pessoais é que:

- me forneça informações que me permitam tomar as melhores decisões,

- me dê estratégias para atingir os meus objectivos e, se possível,

- me motive durante o processo. 

 

Recomendam-me algum?

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