Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Sobre a cara e a careta - 1

Não é fácil explicar a crianças que devem valorizar o que têm, em vez de concentrarem os seus esforços no que não têm (mas que todas as amiguinhas possuem, claro). Mas, parece-me que se dizemos uma coisa e fazemos outra, será ainda mais difícil de argumentar.


A minha sobrinha pré-adolescente tem um telemóvel usado (por mim, não o teria de todo) que não está a funcionar muito bem. Não perde uma oportunidade para o frisar, na esperança de algum "cair do céu".

 

Por razões diversas, desejo incutir-lhe a noção de prioridades, nomeadamente que o telemóvel não é nem um brinquedo nem uma prioridade num orçamento familiar. A minha percepção é de que os jovens mudam de telemóvel como quem muda de camisa, sem realmente compreender os custos e o valor real do dinheiro. 

 

No meu caso...

- seria um péssimo exemplo dar-lhe um telemóvel que se assemelhasse a um brinquedo (cor de rosa, com Hello Kittys e afins);

- seria um péssimo exemplo dar-lhe um telemóvel que possuísse aplicações como jogos;

- seria um péssimo exemplo eu mudar de telemóvel de forma habitual;

- seria um péssimo exemplo eu mudar para um telemóvel que se assemelhasse a um brinquedo;

- seria um péssimo exemplo eu mudar para um telemóvel que que possuísse aplicações como jogos.


Por isso, vou dar-lhe um telemóvel usado (como novo), que apenas serve para chamadas e SMS (tão básico que nem encontrei uma imagem para exemplificar) e eu vou continuar a utilizar o meu velhote (a babar pelos Galaxy e afins nº1029572395).


Um dia, aproveito para lhe explicar os custos ambientais e humanos de um novo telemóvel novo. Talvez, depois dos erros que todos temos direito de cometer, ela se recorde do que a tia lhe dizia e opte por uma vivência mais focalizada nas experiências e menos nos objectos.