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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Disciplina é a palavra do ano 2017

Sinto-me contra a corrente.

Leio posts a estabelecer como objectivo principal ser feliz, simplificar,... e quando penso no que foi 2016 só me ocorre disciplina. 

 

DISCIPLINA vai ser o meu objectivo para 2017. Eu sinto que o meu orçamento é realista e confortável, que já estou a ser bastante consistente com o registo diário de despesas e que tenho bons hábitos de poupança (quando os pratico). O que me falta é disciplina para poupar.

 

Poupar não me é natural. Eu tenho de me esforçar, criar hábitos e até estratégias para poupar, pois a minha tendência natural e gastar. Eu sou uma consumista.

 

Poupo porque preciso. Eu não tenho um bom salário. Nem pertenço à geração rasca (dos €1000). Preciso de poupar porque tenho de conservar uma casa antiga, onde não pago renda. Uma boa parte do que poupo vai para as obras maiores - arranjar o chão (que tem uma caixa de ar por debaixo) para meter um pé num buraco, arranjar o telhado para não chover dentro de casa. Felizmente tenho essa casa, já que com o meu salário pagar uma renda seria bastante pior. 

 

Não tenho uma fortuna no banco. Depois das obras que irei fazer este ano, as minhas poupanças deverão ficar a zero (salvo a da reforma). Isso é sempre um pouco assustador. Além do que poupei para a casa e para a reforma, todas as restantes "poupanças" são, na verdade, despesas para as quais me antecipo. 

 

Poupo por temer o futuro. Todos os meses poupo €65 para a reforma. Não toco nesse dinheiro. Quando chego ao final do ano, nem €1000 são. A poupança de um ano, quase que só dá para um mês de despesas e isso é assustador. Por isso, também pago €200 para reforçar o meu sistema de previdência, mas ainda demorará 10 anos de descontos para atingir o número de anos mínimos para receber - poderia já os ter, se não fossem as imbecilidades da juventude.

Sou sozinha pelo que só posso contar comigo para ganhar (e para gastar). E se não se importam, prefiro não confiar em caridade alheia.

 

2017 poderá ser pior. Adiei mais um ano, mas 2017 poderá ser aquele em que deixo de ter um salário. Tenho de estar mais preparada para isso. 

 

E agora poderá haver quem conclua que a minha poupança está associada a inseguranças em relação a coisas que poderão nunca se concretizar. Não é assim. 

 

Disciplina será a palavra de 2017 porque tenho uma anemia apesar de ter aumentado o peso. Porque consigo não gastar, num ano, os € 60 euros que destinei a roupa + cabeleireira, mas não consigo deixar de gastar mais de €50/mês em restauração. 

Gasto quase tanto em restauração como em poupança para a minha reforma. Não estou a comer melhor, mas pior e ao ponto de se reflectir na minha saúde. 

Por tudo isso, DISCIPLINA.

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