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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Dieta financeira

17.06.21

Uma das últimas leituras preferidas, foi o artigo do Leo Batauta em que usa os princípios das dietas alimentares para uma bem sucedida dieta financeira, cujo objectivo nº 1 é eliminar dívidas.

 

Os paralelos são evidentes:

contar calorias > registar despesas / orçamento

balança semanalmente > balanço semanal

aumentar a actividade física > aumentar os rendimentos

ver menos TV (=)

escrever os objectivos e torná-los específicos (=)

responsabilização pública (=)

pequenos passos (=)

mudança no estilo de vida (=)

recompensa (=)

 

Hoje, nao será um dia de gastos zero, porque tenho de passar na farmácia, mas será um dia em que não comprei um croissant na padaria, ou uma revista de moldes de costura na tabacaria.

 

Pequenos passos...

 

 

 

Cortar nas despesas

07.06.21

Cortar as despesas não essenciais é uma acção-chave para eliminar dívidas e aumentar os rendimentos disponíveis.

 

Ainda na sequência do efeito "latte", decidi que era uma boa altura para cortar duas despesas não essenciais que, no fim do ano, não eram um valor desprezível.

 

A primeira, um capricho na forma da subscrição do domínio de um blog literário que me estava a custar mais de 20 €/ano. Acresce a isto o facto de eu "guardar" um outro domínio com o mesmo custo anual. 

Ou seja, estava a pagar 40€/ano.

 

Outra despesa, era a minha subscrição de um jornal (80 €/ano). Por muito que deseje apoiar jornalismo sério, neste momento, tenho de reduzir ao máximo as minhas despesas.

 

Por isso, decidi eliminar a subscrição do jornal e um dos domínios, poupando 100€/ano.

 

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Não posso dizer que foram duas despesas difíceis de cortar, já que, na verdade são despesas supérfluas, no grande esquema das coisas.

Sistema de envelopes: luz paga até Outubro

27.05.21

Desde 2014 que estou a utilizar um sistema de envelopes físico (dinheiro em casa) e virtual (conta bancária).

Em retrospectiva, não pensei que fosse algo a manter a longo prazo, mas aqui estou, a gabar-lhe as virtudes uns 6 anos depois.

 

Se numa primeira fase, funcionou como controle de despesas (e nesse aspecto funcionou muito bem), rapidamente se tornou numa fonte de motivação para poupar: antecipar o pagamento dos envelopes.

 

E como poderão ver, os meus envelopes estão velhinhos, de tanta reutilização e não me preocupo minimamente com o aspecto deles.

Mas tenho planos para fazer novos envelopes, com restos de revistas :)

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Com o que tenho poupado, optei por antecipar algumas despesas anuais, começando pelos envelopes de menor valor (5 €/mês): quotas e vestuário.

Esses envelopes já têm 2021 completamente "pago".

 

E hoje estava a olhar para o envelope da luz e gás e, com os 305 € que tenho, dará para pagar até Outubro. Yeah!

 

Têm conseguido manter os vossos envelopes?

Organização é poupança

21.05.21

O meu sistema de calendário/planner é a minha salvação.  Digital e/ou papel, eu preciso de ter tudo anotado ou esqueço-me.

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Tudo vai para o calendário. Até a data de renovação do meu crédito de impressões no serviço HP Instant Ink.  Assim, posso guardar as impressões facultativas*, para o último dia. 

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* moldes de costura, páginas para colorir ou unir pontos, etiquetas, ...

 

Também anoto datas de renovações de subscrições de serviços.

Muito útil para quando queremos aproveitar o período de experimental, mas não queremos uma renovação paga.

Carros: reparar velho ou comprar novo?

17.05.21

Quando os carros começam a envelhecer e as avarias são mais frequentes e custosas, começamos a pensar se não seria economicamente mais vantajoso comprar um carro novo.

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Nos EUA, a Consumer Reports, uma organização sem fins lucrativos que visa o apoio de consumidores, decidiu fazer um inquérito, de modo a tentar perceber quanto custava um carro em manutenção e reparações.

Para isso, pediu aos consumidores (cerca de 329 mil) que indicassem os custos do último ano.

Com as respostas, puderam concluir que o custo médio anual para:

  • carros de 5 anos é de 168 €
  • carros de 10 anos é de 354 €

 

Ou seja, claramente fica mais económico pagar as reparações num carro usado, que as prestações de um novo carro.

 

Outras leituras:

The Cost of Car Ownership Over Time

AutoCustos

Findings from LeasePlan's 2020 Car Cost Index

 

Aqui no blog:

Registo de reparações e manutenções do carro

Poupar pode custar dinheiro - o automóvel

Qual é o custo mensal de um automóvel?

 

Inspiração:

Soube deste relatório através do podcast How To Money: Dollar Stores Stink, Inflation Fears, & No Gas For You – Episode 357

Os livros são um bem essencial, mas....

12.05.21

 

A propósito do post anterior, alguém comentou

Livros não são bens supérfluos. São alimento para a alma. E fazem-nos crescer.

 

Quem me conhece, já sabe que concordo, bato palmas e dou pulinhos de alegria.

Ainda esta manhã me senti verdadeiramente triste por não ter com quem partilhar um livro que recebi e que, como objecto/edição, era das melhores coisas que já me passou pelas mãos nos últimos anos. Coisas de leitora.

 

Mas há um grande MAS...

Os livros são, para mim, um bem essencial. Na verdade, como cuidadora, estou muito "presa" em casa e os livros são a minha sanidade mental, são os mundos onde não posso estar.

 

MAS, a compra de livros não é essencial, em especial no meu caso, por inúmeras razões:
- eu tenho Scribd gratuito com milhares de livros para ler ou ouvir;
- eu tenho acesso ao NetGalley (grátis) com centenas de livros para ler e ouvir;
- eu tenho acesso a excelentes bibliotecas públicas, com realmente bons catálogos (não são aquelas mais pequenas com livros muito antigos); aliás, numa delas, eu peço que comprem um livro que não tenham e há uma boa hipótese de o comprarem;
e finalmente,

- eu tenho mais de 500 livros não lidos, em casa.

 

Por isso, embora os livros possam ser essenciais, a sua compra não é essencial. Mais, no meu caso, é bastante supérflua.

 

No meu caso, a compra de livros acaba por ser mais um exemplo em como a disciplina é importante, na gestão de despesas: privar-me de prazeres imediatos, é essencial para conseguir poupar, para obter uma segurança no futuro.

 

Poupei e paguei: lentes

11.05.21

Se me seguem no Instagram, provavelmente já saberão que há algumas semanas, uma rabanada de vento tirou-me os óculos da cara e lascou ambas as lentes, de forma significativa.

Como já há 3 anos que não trocava de lentes e como os números Covid abrandaram, senti-me com alguma segurança para ir a uma consulta num local sem ventilação.

E tinha mesmo de ir à consulta, porque já sentia que tinha de mudar de lentes.

 

Consulta feita, não só tive de mudar de lentes (olá progressivas!), como vim com um tratamento de gotas oculares para três meses (e um raspanete por não usar os óculos de sol).

 

Como em inúmeras coisas na vida, o que gastam, determina o quanto vão receber.

E parece que é assim com as lentes progressivas/multifocais: lentes com um campo de visão útil maior, são mais caras.

E ainda são mais caras por terem redução de espessura. Para ficarem com uma ideia: as lentes escuras não têm redução de espessura.

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Quando o funcionário abriu o catálogo e apontou para a lente que eu precisava, o preço era 485 €. Eu fiz rapidamente as contas a 4 lentes e senti as minhas poupanças a mingarem rapidamente.

As boas notícias viriam depois: desconto e oferta das lentes escuras (eu tenho fotofobia). O total não chegou a 800 €.

 

Eu não quis ver o preço das lentes mais económicas, com um menor campo de visão. Eu considero as minhas lentes um investimento na minha saúde.

Por isso tenho um envelope virtual de 50 €/mês para saúde, em especial para lentes, ginecologista e dentista.

 

Porque poupei, tinha para pagar quase o equivalente ao salário de um mês de trabalho.

Paz financeira.

Efeito "latte"

28.04.21

No mundo das finanças pessoais, o efeito "latte" (meia de leite) traduz o valor acumulado dos pequenos gastos que, no final do mês, são uma grande despesa que poderia ser poupança.

 

Era assim com os meus "pingos com bolinho" que eram cerca de 50 euros no final do mês. Para outros, serão aquelas encomendas baratinhas no Ebay.

 

Mas quanto às pequenas despesas, há duas (fortes) opiniões sobre o tópico:
- devemos cortar todos os pequenos gastos, porque são um acumular de despesa que, pelo pequeno valor, vamos fazendo sem a consciência do valor acumulado;
- devemos esquecer os pequenos gastos e concentrarmo-nos nas despesas maiores; esforços com pequenos gastos no dia a dia podem ter um maior impacto psicológico (infelicidade) e levar a recuos.

 

Eu sou muito crítica da menorização das pequenas despesas do dia a dia e uma coisa não invalida a outra.

 

Pela minha experiência, poupar é uma atitude perante o consumo (grande e pequeno) e quem não se esforça para poupar no dia a dia, também não irá privar-se nas restantes despesas.

 

Mais, a generalidade das pessoas não tem grandes despesas onde seja possível cortar, pois vive com magros salários e é nas despesas do dia a dia que pode fazer ou desfazer as suas poupanças.

 

Por isso, preocupo-me em gastar de forma consciente, independentemente do valor.