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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Um medo que não ultrapassei

10.04.13

Hoje tudo confluiu para este post: a história de uma amiga na semana anterior, o agravamento da instabilidade económica, um comentário, uma mensagem privada e o "inspira-me" do Sapo Blogs. Eu não consigo sacudir o meu medo de me ver sozinha numa situação de insuficiência económica. 

 

Vamos por partes. Primeiro, viver sozinha é uma opção pessoal, logo é algo que continuará até ao fim dos meus dias. Mais, a partilha de tal receio com familiares é imediatamente contraposto com um nem penses nisso, isso jamais aconteceria. Ainda, tenho a consciência de que ver-se sozinha numa situação de insuficiência económica não é nada, se comparado com um viver com filhos para criar, numa situação de insuficiência económica. Mas este post é sobre os meus medos e eu não tenho filhos para criar.


O facto de ter uma retaguarda familiar não significa que a deseje. Ainda que a tenha, o meu medo é que precise dela


Por isso, num certo momento da minha vida, que não posso precisar, mas que anda de mãos dadas com este blog e outros, decidi arregaçar as mangas e fazer tudo o que puder para melhorar as minhas probabilidades. Faço tudo o que posso? Não. Por vezes a preguiça impera ou tento outros caminhos. Mas vou fazendo o que posso. 


E é assim que a aproximar-se vertiginosamente dos 40, uma gaja decide começar a poupar em versão hard-core. E hoje, porque as estrelas se alinharam para me dar uma paulada na cabeça, decidi ser mais honesta e mais aberta e mais verbal com o que faço e como faço. 

 

Sou um exemplo? Não, se fosse não precisava de desenvolver esforços para melhorar as minhas finanças pessoais. Mas talvez algum dos meus exemplos seja útil. 

2 comentários

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    MJMG 10.04.2013

    Gosto muito de tudo o que leio por aqui, sobretudo da frontalidade da querida Cristina.

    Eu que partilho uma vida a dois, independente, veio também dar voz aos meus medos.

    Também sei que tenho retaguarda familiar, mas a necessidade de precisar dela também não me agrada. Preciso dela sim, sempre e para sempre, mas não queria precisar dela financeiramente... O facto de já ter tido um salário bastante confortável e de um momento para o outro tudo se ter alterado, obrigou-me a redefinir prioridades e a limitar muito os orçamentos. E foi consigo que aprendi muito, pois comecei por aí - pela conta do supermercado, pelo orçamento mensal e pelas "1001" dicas de poupança. A família e os amigos dizem-me que estou "viciada", mas reconheço que não me quero livrar deste vício/dependência de poupança!

    Os mimos, ai os mimos, era aí que eu me perdia, não eram para mim, mas para oferecer, não me arrependo, mas neste momento, aqui em casa, optamos por oferecer tudo caseiro. Aí também concordo com o Mário, quando diz que não nos podemos fragilizar.

    O meu objectivo nestas andanças todas era que continuássemos a poupar, e agora mais ainda, porque o rendimento é menor. E de facto todos os meses temos conseguido pôr algum de lado, e tal como o Mano vai todo para o banco, mas será que continua assim tão seguro? Honestamente o que aconteceu em Chipre assustou-me: taxar os depósitos??? Andamos a poupar e de repente vem alguém que nos diz que vai mexer nas nossas poupanças que tanto custaram a juntar???

    Desculpem não queria desvirtuar o sentido da discussão.

    Mas Cristina, devo dizer-lhe que é mesmo um exemplo, só uma pessoa vigilante, não acomodada, pode querer melhorar constantemente as suas finanças pessoais.

    Um bem haja por ser simplesmente como é.
    MJMG

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