Não estou a brincar, foi mesmo o que pagamos, se não contar com 1 garrafa de água que veio de casa, 2 pacotinhos de sumo e uns saquinhos de plástico.
Em grandes centros comerciais têm sido disponibilizados eventos para famílias, nomeadamente sessões gratuitas de cinema infantil. Foi esse o caso. Na data prevista levantei 5 bilhetes de cinema gratuitos. Depois, comprámos 1 pacote de pipocas grande (€3.70) que dividimos pelas 3 crianças (levei os sacos de plástico de casa).
As bebidas foram levadas de casa: 1 garrafa de água e sumos Um Bongo porque a estação não se compadece de bebidas geladas como as que saem das máquinas.
Com tanta poupança ainda me pude dar ao luxo de dar €1.00 para cada criança poder escolher um "ovo" com brinde nas máquinas automáticas.
Se é como eu e gosta de pipocas no cinema, não se prive. Mas optar por combinar um saco de pipocas com uma pequena garrafa de água ou um pacote de sumo levado de casa, poderá resultar em significativas poupanças.
Se possui um cartão que possui ofertas (Zon Card, Fast Galp, etc...), aproveite-as.
Uma das minhas leituras preferidas foi o texto da Miranda Marquit, no blog Being Frugal sobre o desconforto de ter de sacrificar algumas coisas, quando decidimos poupar para eliminar a dívida.
No fundo ela reflecte sobre o nível de conforto que podemos ter com as nossas dívidas e de que forma isso poderá influenciar a nossa decisão de nos sacrificarmos mais ou menos com a redução de gastos, de modo a poder eliminar a dívida num tempo mais rápido.
Quando comecei a poupar, tinha uma dívida de mais de €2.000 num crédito pessoal (obras da casa) e mais de €2.000 em cartões de crédito (gastos pessoais e até para cobrir despesas mensais). Do outro lado, um salário modesto a recibos verdes.
Feitas as contas, o meu nível de conforto com as minhas dívidas era muito baixo, aliás, poderia dizer que tinha um alto nível de desconforto. Por isso, decidi, de forma intencional cortar nos gastos e intencionalmente poupar com o objectivo de reduzir essa dívida. Foi assim que poupei o suficiente para pagar ambos os cartões de créditos e pagar a prestação mensal do crédito de obras.
Nesse momento, passei a sentir que esse desconforto desapareceu e que apesar de não estar confortável com a minha dívida do crédito de obras, essa é estável e não precisa de uma abordagem muito radical.
Não quero com isso dizer que passei a não ter como objectivo eliminá-la, porém, é mais urgente reforçar o fundo de emergência para fazer face a uma situação de emergência (por exemplo não me voltar a endividar para fazer face a despesas com a manutenção da casa ou carro) ou um desemprego.
O mais importante, para mim, foi a resolução de intencionalmente passar a eliminar a dívida, já que o fiz num período em que as minhas finanças pessoais tinham menos rendimentos.