Acho que sou espartana
Nesta coisas de orçamentos, há sempre uma grande dose de subjectividade. O meu é precisamente isso, "meu". Reflecte os meus consumos, as compras que faço para mim mas também para outros; com efeito há várias promoções que só aproveito para doar os produtos a familiares porque não os consumo.
Todavia, tenho plena consciência de que se poupa consideravelmente quando simplificamos a alimentação.
1) Comida pré-preparada
É fácil comprar comida pré-preparada, mas inevitavelmente mais caro. A única comida processada que possuo neste momento são hambúrgueres de salmão (que comprei para experimentar e porque me davam €10.00 quando me custou apenas aprox. €3.50) e delícias do mar.
Mas não prescindo das facilidades e por isso é que adoptei a prática de cozinhar para congelar. Há semanas, em que consigo não cozinhar 3 dias em 5, recorrendo a estratégias de aproveitamentos e refeições que congelei.
2) Consumos sazonais ou em unidose
Eu não como iogurtes a não ser em tempo quente e mesmo esses são feitos por mim. Cereais apenas no verão (com excepção da aveia que é para tempo quente). Não compro temperos como caldos de carne e coisas que tal ou molhos diversos.
Não compro sobremesas excepto gelados no verão e mesmo esses são raros porque possuo uma sorveteira.
Não consumo queijo ou fiambre (raríssimo) com regularidade e são raras as ocasiões em que compro algo da charcutaria (talvez uma alheira de 3 em 3 meses).
Não compro refrigerantes (excepto uma rara lata de Coca-Cola) ou bebidas alcoólicas. Mas vou comprando o necessário para as saídas com a pequenada.
3) Os gastos com as visitas
É precisamente com as visitas que acabo por gastar mais. Um aniversário, um naco de presunto, bolachas, sumos. E é nestes itens que tento antecipar e aproveitar as melhores promoções.
Em suma, sou algo espartana nos consumos e isso - notei já - tem-me ajudado a poupar não só na carteira como na saúde.
E agora poderiam perguntar-se se "ando a cortar para poupar" e se "como pior". Não, ando a cortar para poupar mas na saúde (os meus problemas crónicos com o estômago estão reduzidos aos momentos de excesso e em que como num restaurante qualquer) e como muito melhor.
Antes de começar a simplificar a alimentação:
- as peças de fruta eram quase todas reduzidas a um cacho de bananas da Madeira quando havia e um sumo de laranja natural ao fim de semana;
- eram raros os legumes que comia;
- raramente comia sopa, mais raro ainda a fazia;
- recorria com frequência a take away e comidas ultracongeladas;
- com frequência saltava refeições;
- comia com frequência sobremesas compradas.
Hoje:
- só como carne branca e peixe;
- como fruta todos os dias e por vezes mais que uma vez por dia (tento resistir às preferidas - a banana - e alterno, no mínimo, semanalmente as frutas; vou alternando também consoante as promoções);
- faço sopa com regularidade;
- como diversos legumes - descobri depois dos 35 que adoro couve bruxelas e brócolos (ADORO brócolos);
- raramente como fora de casa (excepto quando levo a minha marmita) e quando isso acontece, tenho cuidado com o que escolho.
Dieta? Não. Nunca fiz, apenas passei a ser mais criteriosa no que como. Mas ponham-me um saco de M&M´s com amendoim à frente e irei comê-lo de uma assentada e sem qualquer sentimento de culpa.