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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

31
Mai13

Confissões (isto é um diário, recordam-se?)

Descontos

Hoje, a Joana Roque, cujos blogs há muito admiro, permitiu-se um registo mais pessoal assinalando os 7 anos do seu blog As Minhas Receitas ao anunciar a chegada de um bebé e ao partilhar as dificuldades vivenciadas que ficam fora dos textos. Há um boa dose de coragem nas suas palavras. No fundo, reservou a sua vida privada quando sentiu necessidade de o fazer e, na felicidade, não deixou de dizer que a mesma foi pautada por caminhos difíceis. E não é assim a vida?

 

Quando se lê algo assim, fica-se feliz pela notícia, mas a dobrar!

 

Por vezes sinto que há demasiada tentação em dourar a pílula, finais felizes, facilidades imediatas, sempre tudo imediato. Ao querer transmitir essa mensagem não estaremos (bloggers com responsabilidade acrescida) a minimizar as dificuldades vividas por quem nos lê e acarinha? Não nos colocaremos num patamar inatingível em que nos lêem: é óptimo mas eu não o conseguiria fazer.



Eu sempre senti uma grande necessidade de expôr os sucessos como os insucessos. Por exemplo, este mês de Maio está a ser particularmente difícil. Com efeito, passei uma boa parte do tempo a sentir-me "obrigada" a escrever e a fazer (tudo). Eu tentei transmitir essa falta de motivação, em especial no Destralhar. Porque, acima de tudo, não quero que me imaginem como um ser perfeitinho e cujas acções têm tanto de miraculoso como inatingível (confesso-me: só esta manhã arrumei a louça do jantar e cama ficou por fazer).

 

Esta coisa de poupar dá trabalho. Há dificuldades que nos custam ultrapassar, seja por falta de motivação para o fazer, como porque há obstáculos que são grandes, muito grandes.

 

 

Não considero que os meus blogs me obriguem a "revelar" todos os aspectos da minha vida privada. Essa reserva é importante e necessária para mim e para os meus. E há também algum pudor há mistura. 

 

Por exemplo, ficaram de fora dois episódios importantes na minha vida recente (no último ano) que me levaram pela primeira e segunda vez a uma urgência de um hospital. E se foram momentos difíceis, também há que admitir que nem todas/os se podem "gabar" de, quase aos 40, terem ido pela 1ª vez a uma urgência hospitalar. De notar que não foi nada de grave, apenas uns sustos.

 

Foram momentos importantes, em só tive como preocupação a minha saúde. O fundo de emergência permitia-me não me preocupar com questões económicas (embora me custasse pagar alguns dos valores). O seguro contra todos os riscos em que "investi" durante 10 anos permitiu-me até abstrair-me das questões relacionadas com a falta de seguro do condutor que me embateu num acidente de viação. Foi um bom investimento.

 

Ter um fundo de emergência tem sido uma segura e constante fonte de tranquilidade. Mesmo este mês de Maio, particularmente difícil, em que os registos e contas foram abandonados é terminado com um sentido de dever cumprido. Estou a colher os frutos (na adversidade) de quase dois anos de trabalho a poupar e a melhorar os meus comportamentos. 

 

Hoje, sinto que estou melhor do que estava há dois anos atrás. Acredito que com pequenos passos, mas constantes, só há lugar para melhorias. Porque na verdade, mesmo que sejam dados passos para trás, o importante é que o saldo seja positivo e que os saltos para a frente sejam sempre maiores ou em maior número.

 

Hoje, saí de casa com a cama por fazer e o resto num desalinho (passo atrás). Quando chegar, o objectivo é arrumá-la e deixá-la livre de obstáculos para as brincadeiras das crianças que a encherão (passo à frente). Os registos das minhas finanças pessoais de Maio estão incompletos (passo atrás), mas não deixarei que tal aconteça em Junho (passo à frente).

 

Não prometo que faça a cama ;) 

16
Mai13

Se pudesse falar aquela que fui aos 20 anos...

Descontos

A blogger Holly Johnson escreveu um excelente texto com recomendações (em forma de conselhos sobre finanças pessoais) para a sua versão mais jovem. Acho que não é um sentimento incomum. Todas/os gostaríamos de voltar atrás no tempo e recomendar àquela/e que fomos, que não cometa este ou aquele erro. Se pudéssemos fazer o calendário recuar, o que não tentaríamos corrigir? 

 

Holly Johnson reconheceu na sua jovem colega de trabalho, comportamentos frugais e uma motivada/motivadora atitude face à eliminação de dívida (empréstimos de estudante). Uma atitude que revejo actualmente num número cada vez mais elevado de pessoas mais jovens: preocupam-se com os preços, já ajudam os pais a comprar... 

 

Com efeito, eu gostaria de ter feito o que nem eu nem a Holly Johnson fizemos:


- começar a poupar para a reforma o mais cedo possível: se tivesse poupado em média €100.00, nos últimos 10 anos (e poderia tê-lo feito), eu estaria agora com uma poupança de € 12.000; daqui a 10 anos, outro tanto. O suficiente para poder almejar segurança financeira e até uma reforma antecipada;


- evitar dívidas: se fizer as contas de forma honesta, a maior parte das dívidas que contraí foram resultado de viver acima das minhas possibilidades, gastando em coisas desnecessárias ou gastando de forma errada (juros em cima de juros); experimentem rever as vossas despesas feitas com cartão de crédito (por exemplo) e penso que chegarão à mesma conclusão que eu, que a generalidade das despesas foram supérfluas ou desnecessárias.


Seria tão bom se a nossa versão melhorada com a experiência e aprendizagem pudesse voltar atrás para corrigir os nossos disparates. Não acham?

15
Mai13

Ferramentas gratuitas para gestão de finanças pessoais

Descontos

Existem já diversas ferramentas para ajudar na gestão das nossas finanças pessoais.

 

 

A CN enviou-me o link para um SIMULADOR DO ORÇAMENTO FAMILIARque faz parte do portal “Todos contam”, gerido pelo Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o Instituto de Seguros de Portugal.


O portal possui diversos conteúdos interessantes, nomeadamente uma secção sobre como PLANEAR O ORÇAMENTO FAMILIAR e um SIMULADOR DE CARTÃO DE CRÉDITO

 

 

Se preferem um registo continuado das vossas finanças pessoais, a página do Office da Microsoft tem diversos de modelos de orçamentos e folhas de registo de finanças pessoais. Aqui fica uma pequena selecção:

 

Calculadora de despesas pessoais

Estimador de poupanças

Orçamento das despesas simples

Orçamento simples

Orçamento familiar

Orçamento familiar

Orçamento mensal simples

Planeador de orçamento mensal familiar

Registo financeiro pessoal

15
Mai13

Gastar o que se tem

Descontos

É assustador continuar a ver pessoas a fazer cartões de crédito em shoppings. Uma prática comercial que já data há anos e que é para mim cada vez mais inconcebível.

 

Não compreendo milhares de pessoas a gastar dinheiro com bilhetes e viagens para ver futebol. Haverá mesmo uma franja da população que vive sem diminuição dos rendimentos, sem preocupações financeiras? Imagino que sim e tento esforçar-me por não fazer juízos de valor. Eu não sou uma delas, aparentemente e não consigo conceber como outros não estão tão preocupados/as como eu.

 

Continuo a entender que utilizar créditos bancários, neste momento, é arriscado. Aliás, cada dia que passa, as notícias multiplicam-se em evidenciar que é cada vez mais arriscado.

 

Diminuir o risco de problemas financeiros em tempo de crise económica é:

 

- viver com o que se tem e adiar todas as despesas supérfluas;

- não realizar despesas que impliquem o recurso a crédito;

- realizar uma honesta análise da situação financeira;

- não ignorar o problema se ele existir.

 

 

 

While money can't buy happiness, it certainly lets you choose your own form of misery.” 
― Groucho Marx

 

 

[Embora o dinheiro não possa comprar felicidade, certamente permite que possa escolher a sua própria forma de miséria.]

14
Mai13

Poupar com a saúde / Poupar a saúde

Descontos

Acho que poucas mulheres não terão hoje feito uma revisão mental do que está por fazer relativamente ao seu estado de saúde. Confesso que sou uma delas.

 

Há exames que têm sido adiados tempo demais. Hoje, finalmente corrigi o meu erro. Os exames sanguíneos serão realizados ainda esta semana (tinha a requisição desde Janeiro); a consulta com a ginecologista está marcada; a ecografia mamária por levantar e por repetir desde 2011, também está agendada.

 

Vivemos tempos difíceis cheios de incertezas. Aditar a estas um problema de saúde, que poderia ser tratado preventivamente com o mínimo esforço é dançar com o diabo.


Por isso, poupem a vossa saúde fazendo os exames médicos preventivos.

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