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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Os custos de deixar andar... vamos falar de tarifários?

Descontos, 30.06.16

Apercebi-me, há uns meses, que o tarifário da minha mãe lhe estava a retirar dinheiro mensal ou trimestralmente. Fiquei com aquilo na cabeça: tenho de tratar disso (até porque o telemóvel e cartão estão no meu nome). 

 

E o tempo foi passando...

 

E hoje decidi tratar disso. Não só estavam a cobrar €1.50 trimestralmente (porque não fazia carregamentos de €10/mês e ela não gasta tanto) como as chamadas ficavam a €0.50/rede e €0.80/outras redes. Quê?!

A última alteração de tarifário pela minha mãe havia sido em 2011. Naturalmente, pelo meio foram as alterações de tarifários da própria operadora (não interessa qual).

 

Em suma, por não seguir o meu próprio conselho sobre rever tarifários de serviços que contratamos, eu custei à minha mãe algum dinheiro.

 

Então faço um lembrete a mim própria: salvo em situações de fidelização (em que eles raramente mudam o que for), rever anualmente as tarifas dos serviços que contratamos, procurando uma alternativa ou confrontando o prestador com essa alternativa, na esperança que ele ajuste o preço.  

 

Eu já sabia disto, até já escrevi sobre isto em 2013, mas aparentemente preciso de ser lembrada. 

 

Já agora, recomendo este artigo do Observador. É de Agosto de 2015, mas poderá ser um bom ponto de partida.

2 anos sem televisão paga

Descontos, 30.06.16

Hoje vi um post cujo título dizia que não tinha TV paga há 10 meses e ainda assim tinha sobrevivido. 

Fui espreitar os meus posts e já conto com 2 anos. Sem arrependimentos.

No mínimo dos mínimos, se tivesse pago €25/mês, teria gasto €600, que é um excelente valor para um fundo de emergência.

 

night-television-tv-theme-machines.jpg 

Não me falta entretenimento na televisão. Posso gravar séries e documentários no aparelho TDT, durante a semana, para ver no fim-de-semana por atacado. O mesmo com filmes. 

 

Na verdade, existe programação para agradar a todos os gostos. Podem é não a ter disponível no momento em que querem ver. Porém, com um aparelho com gravação, esse problema fica eliminado - é um bom investimento.

 

E não esquecer que o entretenimento não se resume (ou não se deveria resumir) à televisão.

Diário da minhas finanças pessoais - 20-26/06/2016

Descontos, 29.06.16

Semana curtinha (nas minhas contas) mas com impacto.

Gastei :

€28.31 - supermercado

€3.10 - restauração (YUPI!!!!)

€2.70 - restauração extra (pequeno-almoço após análises)

€180 - pagamentos ao Estado

€6.64  - maluquices

 

Vamos falar das maluquices.

Estou numa nova fase de destralhar, decidi enviar um livro para um projecto americano de literacia e o envio - mesmo em correio editorial - custou €5.24. Confesso que não imaginei que ficasse tão caro, também não fui ver o preço antes de enviar. Aprendi a lição. 

Já agora, o outro livro (troca Portugal) ficou por €1.36, o que significa que por esse valor vou receber um outro livro novo para mim.

 

Tenho 6 trocas em curso.

Gastei €3.16 + um envio ainda por fazer (cerca de 1 euro) + 2 envelopes correio azul que me deram. Vou receber:

1 calças de criança

1 calças de ganga para mim

2 livros

2 meadas de lã

2 borrifadores (para os meus produtos de limpeza e higiene DIY)

A minha relação com as coisas em época de saldos

Descontos, 29.06.16

Desde que comecei o meu percurso de eliminação de dívidas e, necessariamente de poupança, apercebi-me (de forma progressiva) do quanto o meu consumo era desperdício. 

 

As minhas tralhas eram duplicados, itens desnecessários, coisas que comprava e nunca chegava a usar, roupa a mais, comida a mais, gadgets a mais, livros a mais, DVD a mais. Todos os excessos consumiam dinheiro, espaço e energia para os manter (limpar, encontrar quando precisava deles, arrumar para encontrar aquilo que efectivamente necessitava).

 

Tem sido um processo lento, mas a minha relação com as coisas é cada vez mais consciente e desprendida. Ao destralhar passei a ponderar, cada vez mais, o que iria comprar. 

 

Mudança de paradigma. No dia que eliminei o último cêntimo da minha dívida, ofereci-me um presente: um conjunto de carimbos. Uma coisa tola, menos de €5.00 mas totalmente desejada e totalmente inútil. Passados uns dois anos, devem ter saído da caixa umas 10 vezes. Esta semana foram destralhados.

 

A roupa que estava anos no armário ainda com a etiqueta - aquela coisa baratinha dos saldos - foi progressivamente eliminada. Há três anos que estou a eliminar peça a peça, trocando-as pelos básicos em que me sinto mais confortável, mesmo que isso se traduza em parecer que estou a vestir sempre a mesma roupa.

 

Há seis meses que não compro roupa ou calçado. As poucas peças que comprei antes disso, foram aquelas que forçosamente tive de comprar para gastar cartões presente. Até aí fui frugal: cuecas porque vou sempre usar, um novo guarda chuva para substituir o que tenho, quando chegar a altura. O resto usei em presentes para outras pessoas.

 

Tenho um stock de 7 calças de ganga que vou conseguindo aos poucos. Nenhuma custou mais que €1.00, se comprada. Algumas troquei por coisas que não necessitava; custaram o que gastei em correios para enviar a troca, se esta não foi em mãos.

stock calças ganga.JPG 

Faço stock porque é difícil encontrar calças de ganga escuras e sem decorações. Faço-o porque tenho um plano de nunca mais comprar umas calças de ganga novas na minha vida.

 

Começo a acreditar que é possível traduzir isso noutras peças de vestuário. 

 

Eu não vou aos saldos.

Semana 13-19/Junho

Descontos, 22.06.16

A atrasadinha do costume. 

 

Que semana calminha...

Poupei €2.65 dos meus €10 para restauração... yupiii. E hoje, ainda tenho €6.90 e trouxe marmita.

 

 

Gastei :

€4.85 em estacionamento (apenas de consultas com a minha mãe);

€4.25 em restauração extra (pequeno-almoço após análises com a minha mãe);

€0.99 num item para a casa:

ikeahack_vfinal.jpg 

€27.86 em supermercado (cerca de €8 foi para um protector solar)

€20.00 em maluquices

 

Eu sei que ultrapassei (em dobro) o orçamento das maluquices, mas tratou-se de um investimento. Fiz um workshop que acredito que irá melhorar alguns aspectos da minha vida, inclusive no que respeita a poupança. 

Prometo que, assim que me organizar um pouco, partilho tudo convosco. 

 

Este mês está a parecer-me muito curtinho e, porque voltei a entrar nos eixos no que respeita a marmitas, a poupança está a reflectir-se no extracto bancário. Ainda tenho quase €260 do salário deste mês, mais €100 de trabalho extra que recebi.

 

Considerando ainda, que adiantei €44 para o envelope da electricidade, estou muito satisfeita com a minha pessoa. Sei que o mês ainda não acabou mas... palmadinha nas costas. ;) * 

 

O que não merece uma palmadinha nas costas é ter deixado o ferro de engomar ligado mais de 10 horas. Ups... 

 

Entretanto, percebi que ainda não tinha feito o meu pagamentozinho mensal para o Estado. Buaaaahhh!!! Que desconsolo.

Investimento para pobres: simuladores de mercado de acções

Descontos, 14.06.16

Eu não tenho perfil para investir no mercado accionista. Francamente, nem perfil, nem dinheiro. Para mim, só se tivesse dinheiro que pudesse "arriscar" perder é que poderia pensar nisso.

Mesmo numa perspectiva mais conservadora, como fundos que são conjuntos agregados de diferentes acções e/ou obrigações, fico sempre a pensar - e se me metesse(m) num fundo tipo BES? 

Por isso, quando penso em investimentos, penso sempre nos pobres dos lesados do BES.

 

Recentemente ouvia num podcast que sugeria que, quem desejasse investir (mesmo que de forma conservadora), deveria começar por testar as águas com simuladores de investimento, no mínimo durante 1 ano.

 

Obviamente só encontrei simuladores de mercado americano como o Investopedia Stock Simulator, mas "deram-me" 10 mil dolares e eu não me fiz de rogada. Decidi apostar nas sugestões de investimentos conservadores de alguns blogs financeiros. 

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accoes.JPG

Este gráfico é um fantástico exemplo porque eu não tenho perfil para isto. Aquela linha a descer...

Sabiam que os gurus das finanças pessoais recomendam que só se consulte o portfolio uma ou duas vezes por ano?

 

Por isso, se realmente pensarem em investir o vosso dinheiro, aqui fica a sugestão: criem um pacote virtual (de acções, obrigações ou fundos) e acompanhem-no durante um ano. Mesmo que seja ultra e hiper recomendado (nunca se sabe o que está por detrás dessas recomendações).

Para os nossos orçamentos, um ano de poupanças não é assim tanto dinheiro e, no momento de investir, sempre tomarão uma decisão mais consciente e informada. 

 

Nota: quaisquer links para sugestões de financiamento/investimento serão prontamente eliminadas.

Tirar o dinheiro do...

Descontos, 12.06.16

Esta semana ouvi algo que gostaria de partilhar convosco. Uma senhora reclamava (no café, em tom bastante alto) que um credor estava sempre a telefonar lá para casa e estava muito descontente com esse facto: o que é que ele quer que faça? Que tire dinheiro do c*? Não tenho dinheiro, não tenho dinheiro!

 

E depois continuou, dizendo para onde o havia mandado (usem a vossa imaginação). E continuou, aconselhando a amiga que fizesse como ela e comprasse uma Bimby a prestações.

 

Que fique claro, o meu único problema com a Bimby é não ter dinheiro e espaço de balcão. Só isso.

 

NÃO. Isso não é verdade. Eu TENHO dinheiro para comprar uma Bimby; tenho dinheiro para comprar um novo telemóvel com uma câmara xpto com zoom; tenho dinheiro para comprar um netbook; tenho dinheiro para comprar um gravador que ando a namorar. E a lista de eu quero seria imensa (nenhum destes itens está na lista eu preciso).

 

Mas eu ESCOLHO dar prioridade a outros gastos. Felizmente, eu tenho essa opção: posso decidir em que gastar o meu dinheiro. Nem todas as pessoas o podem fazer, limitam-se a fazer o possível por sobreviver com o que têm.

As minhas prioridades não são melhores ou piores, são as MINHAS. São escolhas que faço e por isso tenho de as assumir e mais, sentir-me feliz por esse controlo me pertencer.

 

Eu sei que estas reflexões não parecem muito relacionadas com a pequena história do início do post, mas foi o que me ocorreu quando li este post: ser honesta com as minhas escolhas e nunca presumir que tenho o direito de as impor a terceiros.

Ter dívidas é normal?

Descontos, 11.06.16

A propósito do estudo anterior, um artigo reflectia sobre as conclusões do estudo, dizendo que a existência da classe média era um mito, se considerar-mos que metade dos norte americano não têm $1000 em poupanças.

 

Na verdade o estudo reflecte uma realidade que me surpreendeu, face aos salários que fui vendo reflectidos, nos últimos anos, em blogs de finanças pessoais: 56% dos norte americanos não possuem mais que $1000 em poupanças (conta à ordem + aplicações financeiras).

 

A razão para continuar a falar deste estudo é, precisamente, porque não duvido que a nossa realidade seja equivalente ou pior.

 

Mas o que me surpreendeu foi, que um dos contribuidores da revista Forbes tivesse concluído que, afinal existe classe média porque têm acesso a crédito. 

 

Para mim, é facto que o acesso ao crédito é uma ferramenta de combate à pobreza e exclusão social (é por isso que sou "banqueira" no KIVA há cerca de 10 anos).

 

Porém, é completamente falacioso normalizar o crédito como um indicador de riqueza.

 

Eu aprendi que classe média era a que vivia para além da sobrevivência, dispondo de meios para aceder a coisas como férias e cultura. Agora basta que consiga ter acesso a crédito? Mesmo que este seja utilizado para sobreviver?

 

Ter dívidas não é algo normal que se vai gerindo (como muitos nos querem fazer crer), mas um problema que temos de resolver, uma preocupação adicional em vidas já difíceis e até a serem vividas na linha da sobrevivência.

 

É essa mentalidade do "normal ter dívidas" que leva a uma sociedade em que, é preferível ter um telemóvel topo de gama a crédito, que um telemóvel básico sem dívidas. Que leva a que andemos a gastar o que não temos, até à ruptura. Que nos leva a pagar mais por um bem, a adiar para um dia incerto o pagamento e à angústia de não saber se podemos pagar.  

 

Não, definitivamente não me convencem que o cartão de crédito é o sinal de que vivemos numa classe média. Pelo contrário, necessitar dele é uma evidência que não vivemos. 

Fundo de emergência

Descontos, 10.06.16

Um estudo nos EUA concluiu que 63% dos norte americanos não possuem poupanças para cobrir uma despesa inesperada de 500 dólares (equivalente a cerca de €438).

 

Para pagar essa despesa, teriam de cortar despesas noutras áreas (23%), pagar com recurso a cartão de credito (15%) ou pedir emprestado a amigos ou familiares (15%).

 

Para mim, ter um fundo de emergência de 500-1000 euros tem sido a diferença entre a angústia e a paz de espírito. Se o carro ou o frigorífico avariarem, eu sei que tenho um balão de ar para poder fazer face a uma despesa inesperada. Já utilizei o fundo de emergência para poupar dinheiro, fazendo um pagamento anual e que resultou numa poupança anual de €80.

 

Para mim, o ideal para um fundo de emergência é mesmo os €1000 porque imagino que, uma emergência a sério. Por exemplo uma avaria grave do carro, poderia chegar a esse valor. E é dessas que eu tenho maior medo. 

 

Porém, o fundo de emergência poderá ser bem menor, por exemplo a pensar em contas da electricidade que inesperadamente são maiores do que antecipávamos. Ou, poderá ser de apenas o suficiente para uma ida à farmácia. 

 

Naturalmente não estou a pensar num fundo de emergência para situação de desemprego, que será um objectivo a longo prazo. 

 

Numa nota positiva, o estudo refere que 23% conseguiriam pagar esse valor apenas cortando em despesas supérfluas como restauração.

 

Não deixa de ser irónico, tendo em conta a minha experiência. Se arranjar coragem, somo os valores gastos em restauração, apenas no primeiro trimestre de 2016. 

Diário das minhas finanças pessoais - 1ª semana de Junho

Descontos, 10.06.16

A primeira semana de Junho foi feita de gastos como:

 

€7.75 em supermercado (só fruta) porque continuo a gastar do congelador e do quintal

€70 em carro, só tive de ir buscar ao envelope da poupança o que precisei para a revisão anual: verificar pneus e calços, alinhar direcção, mudança de óleo e filtros do óleo

€14.20 em restauração 

€2 em maluquices (um bom nome para quem gasta o seu salário em euromilhões)

€2 em donativo

€30.38 em miúdas (ultrapassei em €3.28 o que tinha no envelope; pensando bem, paguei daqui o meu almoço e o meu gelado  e várias coisas que comprei sobraram para os lanches da escola)

 

Infelizmente chegou a factura da EDP, que me forçou a adiantar €44 ao envelope (de €55/mensais) para poder pagar a conta. Naturalmente isso irá reflectir-se na poupança deste mês. 

Não ganhei o euromilhões.

Por outro lado, gastei quase cem euros "sem sentir" porque já havia poupado para essas despesas. 

Apesar de ter "sentido" a factura de €211 euros da EDP, a poupança "adiantada" que fiz, permitiu que só precisasse de dispor de €44. 

Ainda tenho 7 euros no envelope semanal (de €10) para restauração.

Conto receber €100 extra este mês. 

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