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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

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31
Out17

Começar as poupanças do zero

Descontos

Horas após escrever um post sobre começar do zero, entrou-me no bloglovin um post com o título "5 Tips To Build Your Savings From Zero", ou seja, 5 dias para construir as suas poupanças do zero. 

 

Como foi (claramente) escrito para mim, li as 5 dicas com atenção:

 

1. Definir prioridades/estabelecer objectivos

Neste momento, tenho um objectivo definido para Novembro: pagar do salário o seguro automóvel, a consulta médica e a electricidade. 

Apenas nesses três itens, estarão cerca de €400.

 

2. Fazer pequenas mudanças

Para um esforço sustentável ao longo do tempo. Concordo plenamente. Sempre acreditem na força do princípio "grão a grão".

 

3. Automatizar a poupança 

Sempre fiz isso, até com os envelopes digitais. Assim, fica apenas à ordem o dinheiro que será o disponível para gastar. 

 

 4. Arranjar um biscate

Se fique claro que os blogs não é um deles. Na Google, os três blogs "ganham" cerca de €0.50-€1.00/dia (antes de impostos) e como não faço outra monetarização (felizmente tenho emprego e ainda não preciso), tenho mesmo que biscatar para outras bandas.

Ora os meus biscates, até ao final do ano, serão fazer coisas para não ter de pagar outras pessoas:

- não vou pagar para me passarem a ferro (estaria no topo das minhas prioridades);

- vou pintar o tecto da casa de banho;

- vou pintar algumas madeiras e fazer umas mini reparações (a junta das paredes e faixas estalou por causa da trepidação e ainda quero experimentar uma massa acrílica);

- vou tentar fazer os presentes caseiros que tenho planeados, com material QUE JÁ COMPREI; nem vos digo há quantos anos... Lembram-se deste post? Entre planear e executar...

Fiz um, já não é mau. Mas ainda tenho aqui outro, quase pronto e depois tem de arrancar o 3º.

 

5. Planear

O impulso é o inimigo da poupança. 

 

Enfim, excelentes dicas que nos obrigam a reflectir.

31
Out17

A fechar uma fase - 2

Descontos

Situação actual das minhas finanças pessoais:

 

1 - Utilizei o dinheiro de todos os envelopes que tinha: físicos ou digitais (das férias à electricidade, da reforma ao carro).

2 -  Tenho €1000 em certificados de Tesouro, que considero o meu fundo de emergência, embora fosse um valor poupado para a reforma.

3 - Tenho €92 de um cartão presente, que foi convertido em dinheiro por um familiar, que o utilizou por mim.

4 - De Outubro, sobrou a verba de €7.10.

5 - Tenho €5.00 num cartão de crédito recarregável. 

6 - Tenho €32 em vales de desconto para gastar no centro comercial (promoção/reembolso).

7 - Em Novembro, vou pagar €232.46 de seguro automóvel.

8 - Em Novembro TENHO de marcar uma consulta médica, que custará cerca de €80 e que ando a adiar à demasiado tempo. 

9 - Em Novembro deve vir nova conta da electricidade (?).

10 - Tenho acesso a crédito familiar imediato. Aliás, um post destes costuma gerar um email a oferecer-me dinheiro (poupo-te o trabalho: a resposta é não, obrigada).

 

Mais transparente que isto, não me parece que pudesse ser. Poderia despejar em vós as minhas ansiedades, mas isso não serviria a nenhum dos lados.

 

Poderia dizer que começo Novembro do zero. Mas não é verdade.

O que tenho aprendido nos últimos anos é uma ferramenta valiosíssima e confere-me uma paz que não tinha quando comecei.

O apoio familiar é uma bóia de segurança, a que poucos se podem agarrar.

 

Estou a encarar esta nova fase como um jogo. Calhei na casa errada, perdi o dinheiro todo e agora vou novamente para a casa da partida. Aqui vou eu!

31
Out17

A fechar uma fase - 1

Descontos

Hoje faço reset. 

 

Antes de mais uma explicação. As minhas expectativas para o custo das obras de recuperação da minha casa, que fiz este verão, excederam em muito o orçamento que tinha feito.

 

Depois de alguma deliberação, e não sem medos e ansiedades, decidi avançar e fazer uso das minhas poupanças. Afinal de contas, estava a resolver problemas estruturais (como o telhado) e não apenas estéticos. 

 

Depois, comecei a fazer algumas pinturas e estorei por completo os envelopes. Claramente não calculei bem os custos reais, na verdade, só em tintas foi uma pequena fortuna (para o meu bolso). 

 

Debati-me se comprava um escadote grande e fazia eu algumas das coisas, ou pagava a alguém. Confesso que aí o cansaço levou a melhor de mim e optei por pagar a mão-de-obra. Em retrospectiva, foram os melhores €360 que gastei.

 

Ainda tenho algumas coisas para pintar e rematar, mas o material está comprado. Agora, vai ser aos poucos e com alguma dose de experimentação, que implica tempo para testar algumas técnicas.

 

Isto para concluir que, se não vim partilhar o que estava a acontecer, foi porque me senti mais a reagir que a decidir. 

 

Tudo foi mal feito: 

- fiz a obra sem ter alocado verba suficiente para ela (ou melhor, tinha feito isso, mas para um orçamento com valores que depois não consegui concretizar no ano seguinte)*;

- comecei outras obras interiores, que poderiam ter sido adiadas um ano, quando já tinha excedido o orçamento;

- substimei o custo de materiais para pintar algumas divisões e o exterior da casa.

 

Fecho esta fase com a seguinte experiência. Basta uma má decisão para destruir anos de poupança. 

 

* A história não é assim tão simples, há uma série de factores que levaram a que tivesse de avançar com as obras no telhado, mas no final da história, os resultados são os mesmos.

28
Out17

Vestidos de noiva usados? Definitivamente sim!

Descontos

images

Hoje fui apresentada ao marido de uma conhecida como "foi ela que me disse para comprar o vestido de noiva usado". Não se preocupem, era elogio. 

 

Fiquei a saber que o vestido era "perfeito" e com saiote e véu (também usados) ficou por €120. "Só foi pena os sapatos não serem do meu número." 

 

Curiosidade: comprou o vestido através do OLX a uma pessoa da mesma freguesia. Barato, usado e local. Melhor é impossível.

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