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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

O novo regulamento europeu sobre protecção de dados pessoais

Descontos, 01.05.18

Certamente terão ouvido falar que, em 25 de Maio, entra em vigor um regulamento europeu sobre protecção de dados pessoais, aplicável a toda a União Europeia.

 

E se não ouviram falar dele, provavelmente sentiram que têm recebido emails das marcas a querer informar-vos de novas condições ou a pedir consentimentos. 

 

Antes de mais, são dados pessoais, toda a informação que permita identificar uma pessoa (desde o nome, à localização GPS ou IP, entre outros identificadores).

 

Esses dados pessoais só podem ser tratados (e tratamento é tudo, desde a recolha à eliminação), se o titular dos dados der o seu consentimento expresso.  E mesmo que o tenha dado, tem o direito de o retirar, a qualquer momento.

 

No que respeita aos menores, para já o regulamento prevê a idade de 16 anos, a partir da qual se pode dar consentimento, mas lei nacional pode vir a alterar isso.

 

Os titulares dos dados pessoais, têm direitos em relação aos seus dados, uns já existiam, outros são novidade, nomeadamente:

- direito à transparência (das informações, das regras....);

- direito à informação e acesso aos dados pessoais;

- direito à rectificação e apagamento dos seus dados;

- direito à limitação e oposição ao tratamento dos seus dados;

- direito à notificação (de que os dados foram, por exemplo, transmitidos, rectificados, apagados...);

- direito à portabilidade (de receber os dados para os transmitir para outro responsável).

 

Ora, estes direitos têm constrangimentos e até prazos, mas parece-me importante ter consciência de que estes existem. 

 

Todas as empresas que tratam dados pessoais (nomeadamente dos consumidores), passarão a ter de identificar um responsável, incumbido de comunicar com o titular dos dados pessoais.

 

Outro aspecto importante, se pensarem nos nossos locais de trabalho temos muitos comportamentos de risco, no que respeita a dados pessoais alheios.  

 

A Sage (uma empresa de software contabilistico) criou uma página de recursos, mais voltada para empresas e trabalhadores. Se é algo que precisam de "estudar", aqui fica o link.

 

Para quem deseja um lembrete sobre como minimizar alguns riscos, sugiro esta infografia. 

Capturar (47).JPG

 Não, a Sage não me pagou para usar os recursos deles.

[Obrigada Joana P. ]

Até nos depósitos estamos a perder dinheiro

Descontos, 01.05.18

Os portugueses preferem cada vez mais ter o dinheiro na conta à ordem do que aplicado em depósitos a prazo.

 

Esta notícia não surpreende de todo. E a preferência é muito relativa, já que os depósitos a prazo pouco ou nada rendem, pelo que entre estar à ordem e estar numa conta a prazo, pode dever-se a pura inércia. 

 

Na verdade, e como bem conclui o artigo, como a inflação é superior ao que poderíamos obter nos depósitos a prazo, o que poupamos, está a desvalorizar-se

 

 Eu tenho dinheiro a prazo, mas apenas porque utilizo esses depósitos como "envelopes" virtuais das minhas rubricas de despesas. Uso-os como forma de controlar despesas e não como investimento.

 

Comigo , funciona a vários níveis: dá-me paz financeira quando vejo o dinheiro das despesas anuais já amealhado e é um lembrete constante para viver apenas com o salário desse mês.

Mais, como retiro à cabeça o que poupo para a reforma, acaba por tornar essa poupança a prioridade, em vez de uma poupança em segundo plano... com o que sobrar.