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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Procrastinação informativa 26.06.2018

1.

Descida nos preços dos CTT

"Pelo segundo ano consecutivo, a Anacom impôs aos CTT uma descida de preços como forma de penalização pelo incumprimento de indicadores de qualidade de serviço." [Público]

 

Começo a ficar fã dos serviços de recolha postal das papelarias Note! Como ainda poucas pessoas as conhecem, é um serviço muito mais rápido e com horários mais alargados.

 

2.

O consumismo na infância

Não deveriamos encorajar uma sociedade em que as crianças receiam ser gozadas por não ter dinheiro para o brinquedo da moda.

 

3. 

Jumbo, o supermercado mais barato

O estudo anual da DECO PROTESTE, volta o nomear o Jumbo como o supermercado mais económico.

10 Anos de empréstimos KIVA: as perdas

Como já referi, há 10 anos que sou banqueira. Na verdade, sou micro banqueira, através de uma organização - KIVA - que conjuntamente com outras organizações locais, fornece empréstimos  pessoas mais carenciadas, que não conseguem aceder a financiamentos tradicionais. 

 

O funcionamento é simples: registam-se, depositam 25 dólares, escolhem a quem emprestar e aguardam (pacientemente) que o dinheiro vos seja devolvido. Assim que tiverem $25, voltam a emprestar. 

Note-se que é possível que haja perda do dinheiro (eu perdi $50, em 10 anos), mas é igualmente possível recuperar o dinheiro em carteira, através d transferência bancária.

 

Consultem a página do KIVA para informações adicionais ou a Cristina, que fica ao vosso dispor, no que me for possível.

 

Mas hoje, gostaria de clarificar as perdas, em 10 anos das minhas transações: 

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Ao longo dos 10 anos, eu depositei $374 que, ao re-emprestar, se transformaram em $1425 de empréstimos.

 

 

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Já emprestei para tudo que vos possa ocorrer: para construir casas de banho com saneamento, para comprar cimento para terminar a casa, para comprar vacas ou alimentos para animais, para pagar despesas de educação ou tratamentos médicos, para ajudar a comprar contentores de água ou pneus para um táxi. E muitos e muitos empréstimos para pequenos negócios.

 

 

Actualmente, tenho $81.58 por receber e $19.31 já em carteira. Aguardo que o reembolso totalize os $25 para poder fazer novo empréstimo:

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Na tabela abaixo pode ver-se que em 10 anos:

- doei $45.14 à organização KIVA;

- perdi em diferenças de câmbio monetário: $5.43;

- perdi por não reembolso: $45.42

(fiz 2 empréstimos a uma mesma organização, de um país que entrou em guerra civil e em que deixou de ser possível enviar dinheiro para o exterior)

- ofereci em cartões presente: $100;

- solicitei que me fosse transferido, do saldo: $110.30;

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Aqui estão as perdas, por não reembolso: 

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Ora, perder $5 por ano, não me parece muito mau. Se somar as doações à KIVA, gastei $10 por ano, para ajudar 57 pessoas/famílias. 

 

Por isso já sabem, há risco de perda, mas feitas as contas, não me parece um mau investimento. Tudo depende do tipo de investimentos que querem/podem fazer.

Espaços públicos vs. Espaços de consumo

Nos últimos tempos, à medida que mobilidade da minha mãe se foi agravando, eu passei (de forma quase exclusiva) o seu único "transporte" para o exterior. Ela sai de casa quando a levo. 

 

E saímos para passeios de carro (quase sempre pelo norte do país), médicos, supermercados, centros comerciais e cafés. Mas sozinhas... 

 

Recentemente, passei a levar a minha mãe a lanchar à confeitaria local, todos os domingos à tarde, porque sempre que íamos, ouvia "Pelo menos aqui vimos as pessoas...". 

 

Cada vez mais, me tenho deparado com a ausência de espaço de convívio locais em zonas urbanas, que não estejam associados ao consumo.

 

 

As pessoas, para conviver, vão para um café, para um centro comercial... porque pouco mais há, se não estiver bom tempo... e mesmo com bom tempo, depende de onde se vive. 

 

Não posso deixar de associar essa ausência de espaços de convívio público, a um sentimento de isolamento, mas também de pobreza.

Quem não tem dinheiro para consumir, acaba por ficar socialmente mais isolado?

 

É por isso que não tenho limite para a rubrica "restauração extra". Porque, na realidade, não é "restauração", mas vitaminas para uma saúde mental*.

 

*(a dela, porque eu fico muito melhor longe de humanos)

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