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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Para principiantes - juros negativos no crédito à habitação

Num crédito à habitação, qualquer amortização que seja feita ao capital, tornará o empréstimo mais económico, porque esse capital não pagará juros. 

 

É por isso que, optar por fazer pagamentos antecipados para "abater" ao capital, também pode ser uma forma investimento.

 

A banca, tendo sido obrigada a reflectir os juros negativos da Euribor nas prestações dos seus clientes, tinham duas opções: acumular esse valor para descontar quando os juros subissem ou descontar já nas prestações. 

 

Segundo o Economia OnlineA maioria dos bancos, incluindo o Banco Comercial Português e o Banco Português de Investimento (BPI), decidiram deduzir os valores negativos ao capital em dívida a cada prestação.

Eurostat - Poupança e dívida

Gorduchita descobriu uma página do Eurostat em que podemos comparar os nossos rendimentos em relação à média nacional.  

O meu especial interesse levou-me a dados relativos à poupaça e dívidas (em relação ao rendimento disponível). 

Com efeito, é evidente que estamos a poupar menos em relação à média europeia. E se é verdade que sempre estivemos abaixo da média, basta olhar para o gráfico e vemos que a diferença aumentou a partir de 2013. 

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As nossas dívidas também estão acima da média, mas a partir de 2012 começou a decrescer, cada vez mais próxima do espaço da moeda Euro (não existem dados para a UE).

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Um mês de disparates e porque continuo a usar o sistema de envelopes

Este mês culminou com um desfalque no meu fundo de emergência de €100: 

 

 restauração: €38 (nem foram as marmitas, mas almoços de "festa" no trabalho)

 super: €118 (embora aguarde cerca de €16 em reembolsos);

 com a compra de livros, uma ida ao cinema e donativos, acabei por gastar €39 em "maluquices" ( de um orçamento de €10);

 carro: €106 (uma viagem longa, com portagens + atestar o depósito ontem, antes de subir o preço; orçamento = €70);

 restauração extra: €45 (muito acima do habitual);

 

 

Grão a grão, vai-se esvaziando um fundo de emergência que, já de si estava pequeno. Não me ando a portar muito bem, embora não tenha deixado de fazer todas as poupanças mensais.

 

Depois de contas feitas, o meu orçamento mensal tem cerca de €100 de folga, que inclui as despesas não orçamentadas ou em que ultrapassei o orçamento. 

 

Por isso é tão importante que estanque os gastos por rubricas (sistema de envelopes), por forma a ser-me mais fácil controlá-los.

 

Julho já tem o panorama que vêm abaixo. Gastei demais em "maluquices" (=livros) e uma despesa imprevista no orçamento casa fez com que ficasse já próximo do limite que determina significa que os meus gastos* excederam os rendimentos. 

 

Rapidamente, vejo que tenho sinais vermelhos a avisar-me para, por exemplo, poupar na idas ao café, para poder tapar o que gastei a mais com livros. Mais, sei que tenho um jantar ou almoço de trabalho no final deste mês e por isso vou gastar €10-€20. 

 

E será que não vou precisar de mais que €48 para a gasolina deste mês? E €41 o supermercado? 

 

Com um orçamento com pouca margem, como aquele que criei, preciso de me manter em cima dos gastos e o sistema de envelopes, foi até á data, o melhor sistema que encontrei.

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 * De notar que, ainda assim, tenho consciência de que sou priveligiada, ao incluir em gastos as poupanças que faço (reforma, saúde extra, carro extra...)

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