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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Ajustes ao orçamento mensal/anual de 2018

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Photo by rawpixel on Unsplash

 

Pode parecer estranho estar em finais de Outubro a ajustar um orçamento anual, mas a verdade é que há vários motivos para que isso aconteça. 

 

Envelopes físicosEnvelope virtual em conta bancáriaPagamento pontual directamente do salário
Electricidade e gás (aquecimento) - €60/mêsSaúde 2 - €50/mês Comunicações - €15/mês
Restauração - €40/mêsAuto - € 50/mêsGasolina + estacionamento - €70/mês (aproximadamente)
Maluquices - €10/mêsPoupança reforma - €100/mêsObrigações fiscais/reforma - €120
Entretenimento - poupança do envelope restauração Restauração extra - sem verba orçada
Vestuário - €5/mês Supermercado - €80/mês
Presentes - €15/mês Miúdas - sem verba orçada
Quotas - €5/mês  
Casa - €10/mês  
Saúde 1 - €12/mês  

 

Motivo nº 1 - Eu andei a iludir-me, achando que iria corrigir a situação. 

 

Motivo nº 2 - Eu andei a iludir-me, num processo de auto-justificação, dizendo-me que era apenas a gasolina e por isso não valia a pena pensar nisso.

 

Motivo nº 3 - Só quando sabemos onde gastamos é que podemos aferir onde poupar.

 

Vamos às contas, onde interessa:

 

Maluquices

O orçamento mensal deveria ser €10 e a média mensal de 2018 vai em €32/mês, uma boa parte disso em livros usados (até passei a incluir aqui os das miúdas).

Tendo em conta o valor e a real necessidade da despesa é altura de parar. MESMO. Para me ajudar, esta despesa passará (novamente) a ter um envelope físico.

 

Casa

O orçamento mensal deveria ser €10 e a média mensal de 2018 vai em €38/mês. Neste caso, sinto que não há necessidade de agora intervir, porque uma boa parte destas despesas foram relacionadas com materiais para obras.

 

Carro

O orçamento mensal deveria ser €70 e a média mensal de 2018 vai em €96/mês, numa rubrica que já suspeitava estar sub-orçamentada.

 

 

Envelopes físicosEnvelope virtual em conta bancáriaPagamento pontual directamente do salário
Electricidade e gás (aquecimento) - €60/mêsSaúde 2 - €50/mês Telemóvel - €12/mês
Restauração - €40/mêsAuto extra - € 50/mêsGasolina + estacionamento - €100/mês
Maluquices - €10/mêsPoupança reforma - €60/mêsObrigações fiscais/reforma - €120
Entretenimento + maluquices - poupança do envelope restauração Restauração extra - sem verba orçada
Vestuário - €5/mês Supermercado - €80/mês
Presentes - €15/mês Miúdas - €10
Quotas - €5/mês Miúdas 2 -  sem verba orçada
Casa - €10/mês  
Saúde 1 - €12/mês  

 

 

Por tudo isso, decidi recuar a poupança-reforma novamente para os €60 mensais e aumentar o orçamento do carro de €70 para €100.

 

Eventuais ajustes à rubrica de electricidade e aquecimento só farei depois do final do ano. Todas as restantes rubricas estão dentro dos valores esperados, embora a saúde 2 possa estar muito sub-orçamentada se tiver de mudar de lentes em Novembro.

 

Fazer um ponto da situação dos meus gastos mensais pareceu-me uma excelente forma de assinalar o DIA MUNDIAL DA POUPANÇA.

Comprei um Kobo usado (novo para mim)

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Antes de mais, uma confissão. Esta compra foi um erro que acabou da melhor forma. Eu queria um ereader apenas com essa funcionalidade, julgando que assim teria melhores hipótese de ter uma bateria com boa duração, ecrã melhorado para leitura, etc...

 

Quando me apercebi do erro, já era tarde. 

 

Depois, cheguei à conclusão que foi melhor assim porque pude instalar outras aplicações, como o Kindle e o Aldiko que me têm permitido aceder a conteúdos gratuitos, que não conseguiria abrir na aplicação Kobo.

 

Há males que vêm para bem.

 

A bateria não está viciada e vinha com os acessórios. Francamente, o facto de ser uma compra através do EBAY que tem um sistema de protecção dos compradores + pagamento por Paypal, fez para mim toda a diferença.

 

 

Este vendedor em particular apresentava um perfil com bom feedback de vendas de equipamento electrónico usado e de compras na área da electrónica e ferramentas (o resto é dedução, meu caro Watson).

 

Com este tablet/ereader cheguei ao NetGalley e tem sido um fartote de livros grátis...Yeah!!!

Como poupar e estourar o orçamento em livros

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Eu tenho uma relação de amor e ódio com os livros. Adoro tê-los, lê-los, falar sobre eles, mas odeio o que gasto com eles. Desde o início do ano, tenho gasto uma média de €32 na rubrica cujo orçamento era €10/mensais. Eu tenho plena consciência de que não preciso de comprar livros para alimentar o meu "vício".

 

Neste momento, eu adquiro livros por diversos meios: 

 

1.

Bibliotecas púbicas

Tenho cartões de 3 bibliotecas públicas, sendo que utilizo com maior frequência a que fica junto ao meu local de trabalho, que é também a que possui o melhor catálogo.

Livros grátis, variados, modernos ou antigos, consoante os meus desejos do momento. E ainda compram livros que eu sugira. 

Tem a vantagem de, mesmo quando pego em livros por impulso (que nem chego a ler), isso não me custa dinheiro.

 

2.

Lojas solidárias

É onde estouro o orçamento, dado os preços que encontro. Tenho de implementar um sistema realista em que vendo alguns para suportar os custos dos outros, caso contrário, os gastos fogem do meu controle. 

O problema das pequenas despesas, é que estas se acumulam.

 

3.

OLX e alfarrabistas

Já começa a ser muito raro, mas quando quero adquirir um livro para a minha biblioteca, começo por procurá-lo em páginas de livros usados.

 

4.

Winkingbooks

Esta plataforma de trocas de livros continua a minha preferida. Na verdade, neste momento, é o único local onde estou a fazer trocas de livros.

 

5. 

BookFinder

Eu tenho a vantagem de ler em inglês sem dificuldades pelo que posso comprar livros muito mais económicos no mercado internacional. Para isso, comparo os preços com o comparador de preços bookfinder. Não é perfeito, mas é muito bom.

 

6.

NetGalley

 

O NetGalley é um serviço que disponibiliza, de forma gratuita, versões iniciais e finais de livros para revisão/opinião por leitores profissionais ou amadores. É, neste momento, a minha fonte de leitura de livros contemporâneos, tal é a oferta.

Explico melhor o funcionamento aqui.

 

7.

AwesomeBooks

Esta foi uma das melhores dicas que recebi para a compra de livros usados. Aqui tenho conseguido comprar alguns clássicos, especialemente escritos por mulheres, que não chegam ao mercado nacional. Tem a vantagem de ter portes de envio de cerca de €3, independentemente do número de livros.

E a quase totalidade dos livros que compro são entre os €2 e os €2.50.

 

8. 

Livros digitais

Recentemente comprei um tablet usado (irei falar sobre isso), o que aumentou consideravelemente o meu consumo de livros digitais. 

Há inúmeras plataformas de livros digitais gratuitos que utilizo (além do já referido NetGalley): Kobo, Kindle, Project Gutemberg, Luso Livros, ...

 

Em suma, só ultrapassa o orçamento mensal em maluquices, por causa de livros, quem não tem juízo nenhum.

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