Confesso que ainda não fiz a revisão das despesas mensais de 2018. Todavia, sei que os saldos negativos, a existirem, são resultados de má gestão minha e não de necessidade de ajustes no orçamento.
Alguma coisa foi bem feita, porque cheguei a Dezembro sem gastar mais do que tinha e só não poupei porque achei necessário ajudar alguém e assim cheguei a cerca de €40 em donativos. Em suma, Dezembro terminou a zero.
Como resultado do que fui poupando, entrei em 2019 com os seguintes valores:
saúde - €33.28
auto - €109.21 (vou precisar para colocar 2 pneus e escovas, antes da inspecção)
fundo de emergência: €70 (um valor a reforçar com urgência)
reforma: €900
vestuário: €5
quotas: €45
luz: €91
Neste momento, o meu foco principal é reforçar o fundo de emergência e para isso já ordenei uma transferência automática de €20, no início do mês, além dos valores que conseguir poupar mensalmente.
Electricidade e gás de aquecimento - Toda a casa tem equipamento eléctrico, com excepção de um aquecedor a gás, que utiliza botijas.
Restauração - o objectivo é não gastar mais que €7,5/semana, em café ou almoços. Posso poupar, de uma semana para a outra, mas no final do mês, o saldo positivo vai para o envelope de fundo de emergência.
Maluquices - verba para o que quiser gastar, seja em restauração, entretenimento ou livros. Os saldos, sejam negativos ou positivos, rolam para o mês seguinte.
Vestuário - inclui vestuário e cabeleireira.
Presentes - todos os presentes que compro durante o ano.
Quotas - pagamento de quotas de IPSS de que sou associada.
Casa - pequenos extras como tinteiros, acessórios de cozinha, etc.
Saúde 1 - Para medicamentos, taxas moderadoras, etc.
Saúde 2 - Para despesas maiores como consultas no privado e mudança de lentes.
Auto - Para cobrir reparações, impostos, inspecção e seguro.
Poupança reforma - para não tocar até ser velhinha (espero eu).
Comunicações - telemóvel num pacote de comunicações.
Gasolina + estacionamento - custos em fase de reavaliação.
Obrigações fiscais/reforma - o obrigatório.
Restauração extra - as saídas com a mamã não têm orçamento.
Supermercado - Comida, limpeza e higiene.
Miúdas - Pequenas saídas com a pequenada. Como é esporádico, já não necessita de orçamento.
Nos últimos anos, tenho associado o sentimento de privação à menor frequência com que passei a ir ao cinema, uma despesa que cortei de forma intencional.
Mas a realidade diz-me que é um falso sentimento de privação:
- tenho gravado inúmeros filmes e séries para ver em momentos de lazer, mas ficam por ver porque tenho sempre outra coisa que quero fazer;
- sempre que tenho ido ao cinema, tenho saído irritada com a falta de civismo de terceiros;
- uma ou duas vezes por ano tenho 1 bilhete de oferta do banco; este ano até acabei por oferecer um voucher porque não me apeteceu ir ao cinema;
- quase todos os anos tenho tido ofertas de serviços de cinema, se não são convites da Netflix para voltar, são novos serviços que aparecem (no final de ano foi um mês grátis no filmin.pt, que estou a adorar).
Há sentimentos de privação que, na realidade não são realistas e preciso de lembrar-me que não ir (seja porque motivo for) é uma opção minha e não uma privação. Eu escolhi gastar esse dinheiro noutras coisas.