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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Cuidar de mim #6 - Encontros à distância

10.01.21

Uma das coisas que mais tenho saudades, do tempo pré-pandemia, são as sessões de bricolagem na minha casa, pequena para tantas actividades.

Quando as miúdas eram mais pequenas, pediam para ir buscar as minhas carteiras e cachecóis e iam brincar para a sala. Eu e as minhas amigas punhamos os nossos projectos de bricolagem (e a conversa) em dia. Geralmente era quando nos empenhavamos em projectos de costura mais complicados.

 

Há precisamente um ano, tivemos o último convívio cá em casa. Infelizmente, não me parece que iremos nos juntar num futuro próximo.

 

As saudades são muitas, por isso decidi aproveitar o que temos: convívios virtuais. Propus que agendassemos um convívio em que, cada uma em sua casa, pegamos nos nossos projectos adiados e passamos umas horas a trabalhar neles e a pôr a conversa em dia.

 

Espero que ela aceite o convite! : )

Auto-compaixão e prosseguir objectivos

05.01.21

"What you know today can affect what you do tomorrow. But what you know today cannot affect what you did yesterday."

Condoleeza Rice

O que sabes hoje, pode afectar o que fazes amanhã. Mas o que fazes hoje não pode afectar o que fizeste ontem.

 

 

Be kind to the past versions of yourself that didn't know the things you know now. 

@Yogismood

 

Sê gentil para com as versões passadas de ti próprio, que não sabiam as coisas que sabes hoje.

 

Quantas/os de nós, no balanço do ano a terminar, não ouviu um auto-discurso acusatório: és uma idiota, desperdiçaste aquele dinheiro, poderias ter poupado mais, gastaste nisto e naquilo, não aprendes, ...

 

Dizemos a nós próprias/os, aquilo que jamais diríamos a terceiros, a quem, geralmente concedemos compaixão: Tem calma, este ano vai correr melhor. Não te martirizes, o que passou, passou, é olhar para a frente...

 

Quando vemos alguém a sofrer porque cometeu um erro, reconhecemos a sua humanidade e tentamos consolar a pessoa.

A auto-compaixão é precisamente conceder-nos a mesma compaixão, "oferecendo bondade e compreensão para consigo mesmo, desejando o próprio bem-estar, assumindo uma atitude imparcial em relação às próprias inadequações e falhas, enquadrando a própria experiência à luz da experiência humana comum."

 

Estudos preliminares têm apontado para resultados positivos, indicando que a auto-compaixão oferece benefícios de saúde  psicológica.

Porque o processo de auto-reflexão que a auto-compaixão implica, evita que tentemos distanciar-nos de sentimentos negativos e dessa forma funciona como um processo de auto-regulação emocional.

 

Mais, as evidências apontam para um impacto da existência (ou inexistência) de auto-compaixão nos processos de aprendizagem.

 

Nos processos de desenvolvimento pessoal, a auto-compaixão permite avaliar as situações como um momento de aprendizagem, em vez do enfoque nos sentimentos negativos de fracasso.

 

É muito diferente dizer: "tu és uma fracassada" de "tu cometeste erros e fracassaste".

Porque a primeira atitude amplifica os sentimentos negativos e de isolamento (o problema sou eu) e a segunda coloca o enfoque no comportamento e esse pode ser corrigido.

 

Se pensarmos nessas atitudes associadas à prossecução de objectivos, é fácil concluir que quem tenha maior auto-compaixão, tenderá a adoptar comportamentos positivos e pro-activos (de correcção do que correu mal), propensos a prosseguir com os seus objectivos, mesmo perante as dificuldades e erros, numa espécie de motivação intrínseca.

 

Em suma, auto-compaixão não é um sentimento de auto-piedade indulgente, mas uma verdadeira estratégia de motivação para prosseguirmos os nossos objectivos.

 

 

Referências:

Kristin D Neff (2003b). Self-Compassion: An alternative conceptualization of a healthy attitude toward oneself. Self and Identity, 2, 85-102. https://doi.org/10.1080/15298860309032

Kristin D Neff, Ya-Ping Hsieh & Kullaya Dejitterat (2005) Self-compassion, Achievement Goals, and Coping with Academic Failure, Self and Identity, 4:3, 263-287. https://doi.org/10.1080/13576500444000317
 
 
Outros recursos:
 
 
Inspiração:
 

Um orçamento para 2021

01.01.21

O meu orçamento de 2020 tinha este aspecto:

Mas com a pandemia, rapidamente ficou desactualizado. Eu não gastei em restauração e gastei muito menos em gasolina, por exemplo.

Neste momento estou em teletrabalho, mas também não sei por quanto tempo. E sei que tendo a minha mãe vacinada, vão recomeçar os passeios e EM GRANDE!

Em suma, fazer um orçamento para 2021, parece-me algo inútil face à situação actual.

 

Por isso, decidi fazer um orçamento trimestral e simplificar:

- manter os envelopes físicos nos valores actuais;

- reunir numa única poupança: saúde + auto + fundo de emergência, com transferências mensais automáticas de 100€ + poupança do mês;

- aumentar a minha poupança reforma para 80€/mensais (eu já estava a transferir 70€).

 

1.JPG

No final de Março, reavalio o orçamento.

 

Em Janeiro vou:

- deslocar-me aos CTT para aplicar 2500€ em certificados de tesouro e de aforro (por inércia, tenho deixando o dinheiro na poupança a prazo);

- colocar à venda uma colecção (uma tarefa que ando a adiar há meses porque tenho de fotografar tudo).

 

Com ou sem objectivos quantificados, eu sei a direcção pelo que apenas tenho de continuar os meus hábitos de poupança.

 

Como optaram fazer o vosso orçamento de 2021? Mantiveram o "normal" ou adaptaram às novas realidades?

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