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Diário das minhas finanças pessoais

Um diário sobre finanças pessoais, produtividade e a busca pela positividade

Diário das minhas finanças pessoais

Um diário sobre finanças pessoais, produtividade e a busca pela positividade

Micro-poupança

01.10.17

Ontem terminei o post motivadíssima para criar uma estratégia para a minha primeira prioridade, que ao mesmo tempo me incentivasse a poupar.

 

Ora, eu gosto de ter à ordem apenas o dinheiro disponível para esse mês. Assim, o saldo é o que eu "posso" gastar. 

 

A minha prioridade de Novembro é: poupar para pagar os cerca de €400 (luz + seguro auto + consulta médica). O meu único objectivo é terminar o mês com saldo positivo. Considerando o que eu ganho, digo-vos já que é um desafio e tanto.

 

Por isso, retirei imediatamente da conta à ordem o valor de €400, ficando apenas o remanescente, para gastar até ao final do mês.

Capturar

Se precisar, posso fazer liquidações parciais. Porém, já escolhi um prazo para estar disponível na data indicada pelo seguro automóvel, para o débito em conta.

 

A micro-poupança, será o que conseguir poupar... tão micro que vai preciso uma lupa.

Capturar

Simplificar as finanças pessoais - já!

09.01.17

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Para quem achou que os posts sobre objectivos foram demasiado complexos, deixo-vos com a estratégia de poupança que considero ser a mais simples e eficiente: transferências automáticas.

 

Utilizo as transferências automáticas para diversos envelopes e é tão simples como 1, 2... não há 3:

1 - Criar um objectivo ou um prazo

2 - Criar a transferência (eu transfiro para contas a prazo) e os reforços programados (X/mês no dia Y)

 

E está! 

Sugestão: como as contas ainda deverão estar frescas na memória, comecem hoje a poupar para o natal de 2017. 

 

 

Estabelecer objectivos de poupança em níveis

05.01.17

Há várias formas de criar objectivos de poupanças e uma que me parece mais fácil de implementar são os objectivos em níveis

 

Pensem numa escada, em que têm vários objectivos que têm diversas ordem de grandeza:

> conseguir pagar as despesas correntes com o salário (sem recorrer ao cartão de crédito),

>> conseguir poupar para pagar as mensalidades mínimas do(s) cartão(ões) de crédito,

>>> conseguir poupar para pagar mais que a prestação mínima do cartão de crédito com a menor dívida,

>>>> conseguir poupar para liquidar o cartão de crédito com a menor dívida;

>>>>> conseguir poupar para conseguir poupar para pagar mais que a prestação mínima do cartão de crédito com a menor dívida seguinte....

PAGAR TODOS OS CARTÕES DE CRÉDITO

 

É assim com as minhas finanças pessoais: do envelope para levar a família ao cinema em Março (€30) à poupança para a reforma ou para a compra de uma casa. 

 

Quando criamos objectivos anuais, estamos a dividir os nossos objectivos em níveis. 

 

 

O meu fundo de emergência foi pensado em níveis. Primeiro estabeleci como objectivo poupar €500, depois €1000. Como este ano gastei desse valor, o meu primeiro objectivo (primeiro nível) é repor o que gastei em 2016. 

 

O segundo nível das minhas poupanças é adiantar os pagamentos nos meus envelopes, em especial aqueles que terei de gastar em breve.

 

A minha ideia é tratar os envelopes como dívidas e encaminhar para lá as poupanças do mês. Imaginem que em Janeiro poupo €50. Se tivesse o fundo de emergência completo, encaminhava para o envelope menor (para motivação) e adiantava, por exemplo, 10 meses de despesas com material escolar.

 

E trato os envelopes como o sistema bola de neve: primeiro o envelope mais pequeno, menos uma mensalidade no mês seguinte que se torna poupança para outro envelope.

 

 O terceiro nível das minhas poupanças é retomar os pagamentos mensais dos envelopes, mas para o ano 2018 e a poupança de cada mês iria servir para colocar o meu fundo de emergência no nível seguinte: €2500.

 

Mas vamos por partes. Ainda estou no 1º nível: 

- cumprir o orçamento dos envelopes;

- não gastar mais que o rendimento mensal;

- ter €1000 no fundo de emergência.

Estabelecer objectivos de poupança

04.01.17

Comecei a escrever um post sobre como imprimir (gratuitamente) as diversas páginas de uma agenda de finanças pessoais e percebi que a primeira - com os objectivos do ano - tem muito que se lhe diga. 

 

Quando comecei os blogs, os meus objectivos eram: pagar todas as dívidas, de forma a não serem um pesadelo, se tivesse de deixar de trabalhar. 

 

Pagar uma dívida é um objectivo quantificável: é X,00 €. Depois, criamos as estratégias para poupar ao máximo em diversas áreas da nossa vida: 

> poupar na restauração > fazer marmitas > levar fruta

 

Só daí podemos criar outros objectivos, perfeitamente autónomos: levar almoço para o trabalho x/semana ou todos os dias. E as estratégias:

- procurar receitas de sandes nutritivas;

- fazer sopa todas as semanas;

- procurar receitas que congelem bem;

- planear o menu semanal todos os domingos;

...

 

No meu caso, criei uma semanada de 10 euros para todos os gastos com restauração (almoço, lanches,... mas não incluíndo saídas com a minha mãe) e tenho uma checklist diária em que tenho um item: dia de gasto zero na restauração. Essas são as minhas estratégias para atingir o objectivo: não gastar em restauração.

 

Se preferirem apps, sugiro que procurem as que monotorizam os hábitos.

 

Mais, vou utilizar este envelope e o das miúdas para poupar para uma saída especial em Março: vamos ao cinema ver a Bela e o Monstro em família. Tinha-me esquecido desse envelope e assim aproveito o objectivo como incentivo. Ou seja, este objectivo acaba por ser uma estratégia de poupança.

 

A estreia é no dia 16 de Março (cerca de 10 semanas), calculei que necessitarei de cerca de €30 e por isso sei que basta-me poupar €3/semana para atingir esse valor. Se conseguir poupar o valor total, em 3 semanas poupo esse valor.

E é perfeitamente possível não gastar, levando de casa a marmita, uma termos com a meia de leite, uma caixinha com bolachas, uma peça de fruta. Ainda não gastei nada desta semana. 

Perfis financeiros

10.09.16

 

Na pg. 24 do livro, escrevi "níveis sensatos", porque realmente, no que respeita a perfis financeiros, ou passos ou objetivos, nem sempre há sensatez e realismo.

A verdade é simples: quem tem milhões, não precisa de comprar este tipo de livros.

 

A autora defende (e bem, a meu ver) que antes de tudo, é importante avaliar o ponto de partida: situação financeira actual, registo de despesas, orçamento, património, dívidas. E cria 4 perfis financeiros:

 

Financeiramente saudável - consegue poupar mais de 20% do ordenado, ou do rendimento do orçamento familiar.

Finaceiramente equilibrado - coloca de parte entre 5% e 20%, sendo esta percentagem posta de parte para constituir mensalmente uma poupança.

Financeiramente pobre ou endividado - não consegue fazer qualquer tipo de poupança. Todo o dinheiro é canalizado para o pagamento de despesas e dívidas.

Financeiramente sobreendividado - gasta mais do que ganha e, por essa razão, já não consegue pagar as dívidas que tem.

 

Quando li estes 4 níveis ocorreu-me que gostaria de tivesse um outro, entre o "equilibrado" e "pobre" que traduzisse alguém que consegue poupar, mas também tem dívida.  

 

Continuo a achar importante que surja um discurso que seja diverso da "normalização da dívida".

O que vos parece? Identificam-se com um destes perfis financeiros?

A primeira pergunta no planeamento financeiro

30.08.16

Todos os gurus das finanças pessoais concordam que, o primeiro passo no planeamento financeiro é saber a resposta à seguinte pergunta: o que queres?

 

Pagar dívidas de crédito pessoal? Poupar para um fundo de emergência? Poupar para uma viagem? Antecipar o pagamento do crédito da casa? Abrir um negócio? 

 

Se não soubermos o que queremos, não podemos planear como lá chegar. 

 

Confesso que não sou muito boa nisto. Eu quero sempre os sonhos inatingíveis que não são realistas para o meu estilo de vida: ganhar o euromilhões, nunca mais ter de trabalhar, por aí.

 

Hoje ouvi uma coisa muito sensata: se não sabes qual é o grande objectivo, começa por um pequeno. 

 

Percebo que foi isso que fiz:

- eliminar dívida

- poupar para um fundo de emergência

- pagar as obras da casa em dinheiro e sem recorrer a crédito

- aumentar o fundo de emergência

- poupar para férias

- (...).

 

Pequenos passos. 

Número ideal de transações para quem quer poupar

09.06.16

Ao ouvir um podcast sobre finanças pessoais, em determinado momento o "perito" diz que os estudos sobre hábitos de poupança apontam para um ideal de 10 a 14 transações por semana. Ou seja, alguém que deseja poupar deveria aspirar por realizar um máximo de 14 pagamentos por semana.

 

Vejamos então os meus gastos:

2 a 8 Maio – 18 transações

9 a 15 Maio - 19 transações

16 a 20 Maio – 17 transações

23 a 31 Maio - 16 transações

 

E se eu contabilizar o número de transações do meu calcanhar de Aquiles, a restauração?

2 a 8 Maio – 12 transações

9 a 15 Maio - 5 transações

16 a 20 Maio – 9 transações

23 a 31 Maio - 10 transações

 

Começo a achar que esta história do número ideal de transações é capaz de fazer sentido. Será que ao reduzir o número de transações não estamos, na realidade a reduzir o gasto nos excessos?

14 semanas para uma revisão das minhas finanças pessoais - 3

25.02.16

O terceiro projecto da revisão das minhas finanças pessoais consiste em rever o meu sistema de registo de despesas.

 

Foram precisos anos, mas finalmente estou a registar todas as despesas. Mais uma vez, porque adoptei o papel. Na minha agenda tenho duas páginas dedicadas, para cada mês, em que registo todas as despesas:

 Porém, estou a pensar simplificar um pouco, deixando de registar, nessas páginas, dois tipos de despesas: supermercado (porque tenho sempre talões + registo no ficheiro online) e restauração (porque tenho o porta moedas com um orçamento delimitado - basta-me indicar a saída para esse porta-moedas). 
Essas despesas são apenas registadas como total semanal ou mensal.

 

Mas há tantos os métodos que seria impossível exemplificar tudo.

 

Mas na versão papel, encontrei uma ideia muito interessante de fazer o registo, em que fazemos uma auto-avaliação do gasto: necessário, meramente útil, fútil... Imagino que cada um faria a sua classificação. Eu utilizaria as cores do semáforo.

 

A ideia é da http://littlestudyspot.tumblr.com:

 

 

Registar as despesas mostrou-me como gastava o meu dinheiro - bem e mal - e onde poderia poupar. Ao registar, acabo por fazer uma avaliação e ponderação do que gasto. É um momento de reflexão e excelente para controlar as despesas impulsivas.

 

 

A lista das listas de folhas de cálculo, programas e aplicações para gestão das finanças pessoais - GRÁTIS

21.02.16

Para ajudar à tarefa de avaliar a situação das vossas finanças pessoais, têm o SIMULADOR DO ORÇAMENTO FAMILIARque faz parte do portal “Todos contam”, gerido pelo Banco de Portugal, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários e o Instituto de Seguros de Portugal. 

O simulador é bastante intuitivo e tem a vantagem de podermos colocar as despesas mensais, anuais ou outras, deixando para a aplicação o trabalho de fazer os cálculos. É uma pena que não tenham ido mais longe.

 

Depois, é altura de começar a pensar que querem um orçamento anual, mensal, despesa a despesa... As escolhas são inúmeras. 

 

Começo por um alerta: eu ainda não tive a oportunidade de testar todos os ficheiros e todos os programas. Por isso, procedam com a cautela que deverá ser habitual na utilização da internet e na instalação de programas informáticos no vosso computador.

 

Encontrei uma lista bastante completa no blog Budgets are Sexy.

No que respeita a folhas de cálculo, para mim, o mais simples é o vencedor, com registo de despesas e com balanço: My Money Blog: Spreadsheet #2 (excel – by Neil Rothma). Todavia, se tiverem rendimentos variáveis, este ficheiro não é uma opção (só permite inserir um valor que é assumido como mensal).

 

Folhas de cálculo

Para mim, o mais simples é mesmo optar por uma folha de cálculo (Libre Office Cal, Excel ou Google). Vejo-a como a ferramenta que é mais flexível para utilizar em diferentes programas e com maior continuidade no tempo.

Mais, agora com as opções de alojamento em ambiente cloud, até pode ser actualizada no telemóvel com a vantagem adicional de até o poderem fazer offline.

Por exemplo, imaginem que utilizam uma solução Google. No Drive criam/actualizam o vosso orçamento. documentos. Depois, podem aceder a estes a partir do smartphone para ir registando pontualmente as despesas.


Se preferirem um ficheiro excel, encontram um gratuito em https://templates.office.com, chamado Calculadora de despesas pessoais.

 

Para soluções Google, têm várias folhas de cálculo no endereço https://drive.google.com/templates (eu cliquei em "finanças pessoais" e ordenar por "a maioria dos utilizadores". A folha de cálculo com mais utilizadores é um orçamento anual, facilmente editável e até com um menu bastante rico.

Utilizadores com um bocadinho de conhecimento, facilmente criam uma segunda folha onde podem ir lançando as despesas, nas diferentes categorias, alimentando assim a página anual.

 

Eu utilizo LibreOffice Calc e não tenho qualquer problema em utilizar as folhas excel indicadas.  Ainda não encontrei uma página com bons templates Calc, nesta área.

Ainda assim, sugiro que espreitem a folha de cálculo Orçamento Pessoal resolvido no blog http://livre.fornece.info, até porque tem a vantagem de estar em português.

 

Programas

A wikipédia tem uma página com programas de gestão de finanças pessoais, categorizados por grátis/pagos e com comparação de características de cada programa.

Depois de escolher os gratuitos com enfoque em despesas pessoais, ficamos com uma lista curta mas com bastantes opções já que são programas que funcionam em Windows, Mac ou Linux:

GnuCash - Já o instalei e estou na fase de testes. Parece-me bastante completo, mas não particularmente intuitivo. 

HomeBank

KMyMoney  - Já o instalei... mais ou menos. Dá um erro que terei de corrigir. Se algum/a de vós souber o que tenho de fazer, agradeço desde já a dica.

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Outro sugerido em algumas páginas: http://www.moneymanagerex.org

 

APLICAÇÕES PARA TELEMÓVEIS

 

No que respeita a aplicações para telemóveis, fico a aguardar as vossas experiências pois não é nada que eu domine. Mas desde já deixo um link com sugestões e indicação de quais são completamente gratuitos: http://lifehacker.com.

 

As aplicações que mais vezes vejo referenciadas em artigos são (sem nenhuma ordem especial):

Smart budget [versão grátis + versão paga]

Spending tracker [versão grátis]

Toshl [versão grátis + versão paga]

Monefy [versão grátis + versão paga] (ler artigo no SapoTek)

 

No que respeita a versões gratuitas, convém ver se não são as versões com menos funcionalidades de outras pagas. Nesse caso, tentem avaliar se as limitações são importantes para vós.

 

Claro que também é possível separar as coisas e ir registando as despesas diárias numa app mais simples, no telemóvel e depois transpor os totais mensais de cada categoria para o programa ou folha de cálculo com o orçamento. Neste momento, quero testar alguns programas, mas para o registo diário continuo a preferir o papel.

 

Em suma, utilizem aquilo que melhor funcione convosco e não tenham receio de experimentar, mudar, ajustar.