Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário das minhas finanças pessoais

Um diário sobre finanças pessoais, produtividade e a busca pela positividade

Diário das minhas finanças pessoais

Um diário sobre finanças pessoais, produtividade e a busca pela positividade

A fechar as contas de 2014 - sistema de envelopes

30.12.14

O sistema de envelopes foi o meu projecto preferido de 2014. Como nunca, tive a real percepção dos gastos, utilizei o dinheiro em bolso como controlo de impulsos e percebi melhor como organizar as minhas poupanças. Finalmente tornei-me uma investidora, fazendo o meu primeiro certificado de tesouro e o meu primeiro certificado de aforro. 

 

Finalmente aprendi a fazer um verdadeiro e realista orçamento anual. Aprendi, corrigi os erros, aprendi com eles, voltei a errar e voltei a corrigir. E como um orçamento anual é algo que tem de se adaptar à nossa realidade do dia a dia (que é mutável), deixei de pensar nele como algo rígido.

 

Cometi um grande erro. Quando consegui adiantar o dinheiro para as rubricas dos envelopes completando o valor necessário para 2014, parei de os encher. Ora, isso foi um disparate porque agora entro a zero em 2015 (e não ainda calcular €12.00 mensais em saúde se em Janeiro tenho uma consulta que gasta €40.00). E é assim que se aprende ;)

 

Tinha cerca de €250 ainda nos envelopes, mas não é uma real poupança porque noutros gastei para além do orçamentado:

- €17.00 na rubrica "livros e material escolar" (apenas porque quem reprova não precisa de livros novos)

- €86.00 na rubrica "quotas" (apenas porque não fiz uma inscrição em 2014 e noutra associação ainda não cobraram o 2º semestre de 2014)

- €87.00 na rubrica "saúde" (porque não marquei duas consultas que deveria ter marcado...upsss)

- €64.00 na rubrica "electricidade" (ainda não veio a factura... decididamente não chegariam €64.00)

 

Ainda assim, reuni o dinheiro dos envelopes e com mais €20.00 já enchi os envelopes de Janeiro de 2015. Os mesmíssimos envelopes em papel, mas agora com uma folha para o balanço semanal

Tenho 23 notas de €5.00

30.12.14

Numa nota que apenas pretende ser de humor, informo que tenho 23 notas de €5.00 que andei a coleccionar para o sistema de envelopes. Com efeito, quando comecei foi o meu grande problema: encher os envelopes das rubricas mais pequenas.

 

E para que a Júlia não me censure novamente, informo que só paguei em notas maiores em locais igualmente maiores: hipermercados e afins.

Como criar uma carteira para o sistema de envelopes - Tutorial

11.09.14

Quando comecei o sistema de envelopes, uns dos problemas que surgiu foi a mistura do dinheiro das diferentes rubricas. Embora o sistema possa ser feito de forma meramente virtual, para mim, o impacto imediato de abrir o envelope e saber quanto tenho, não é de fácil substituição através de uma app ou papel.

 

Por isso de imediato pensei de que forma poderia dividir o dinheiro na minha carteira. Primeiro utilizei as divisórias que já tinha: 1 para maluquices, outra para supermercado e a restauração ficava num pequeno porta moedas que levava ao café. Mas andava também com alguns envelopes na carteira- o que é uma chatice na hora de pagar. 

 

As alternativas que encontrei são muito caras para o meu bolso. Vi este, mas não estou a ver como depois despacho 1000 unidades (mínimo). Ficava baratinho.  

 

 

Já conhecia várias do género, mas a verdade é que ou são em tecido caríssimas ou em envelopes inúteis para moedas.

 

Por isso, decidi tentar uma alterativa que consiste em três bolsas adicionais para a minha carteira actual. Lamento o tutorial mal amanhado, sei que seria melhor explicado num vídeo, mas ainda não me foi possível fazê-lo.

 

Obrigada LCMR por não me deixar desistir.

 

Importa dizer que fiz alguns testes com fita cola mais grossa (e fracamente mais discreta), mas a verdade é que ficava muito volumoso. A fita cola que utilizei é muito económica e fina, o ideal. Porém, alinhar o padrão é para artistas (eu sou mais do tipo pragmático). Custou €1.00 ou €2.00 na loja Tiger.

 

Algumas notas:

Para 3 envelopes eu utilizei 3 fechos e alguns acetatos (eu tinha em casa, podem recortar plástico de caixas de brinquedos ou afins).

 

Cortei os acetatos pelo tamanho de uma nota e de acordo com o tamanho da minha carteira. São 2 acetatos cortados por envelope mais 2 para as abas.

 

Os fechos tiveram de ser adaptados ao tamanho, também porque reutilizei alguns que tinha. Fica o alerta que os fechos devem abrir e fechar muito bem. Cosi as extremidades cortadas, mas podem improvisar com agrafos (podem consultar a imagem final).

 

Como criar uma carteira para o sistema de envelopes

 

 

 

Eu poupei as minhas férias para dentro de envelopes

15.08.14

 

 

Antes de mais, explico a hipótese de fazer férias fora de casa nem se poderia colocar. Por isso, nem posso dizer que foi uma decisão que tomei. Foi uma consequência de outros factores que trouxeram a vantagem.

 

Mas o que gastaria numas férias com viagem e alojamento não é algo que deseje abdicar, tendo em conta os meus objectivos no que respeita a finanças pessoais. Simplesmente não é.

 

Ainda ando a utilizar o sistema de envelopes e tem funcionado muito bem comigo. Há rubricas que ainda estou a "aperfeiçoar", mas confesso que me tem trazido muita paz ver o envelopes a serem adiantados, mês após mês. 

 

No fundo, é um sistema bola de neve. Dou como exemplo a electricidade - como adiantei um mês, esse dinheiro já não sairá do mês seguinte; por isso, nesse mês sobra poupança que pode ser alocada para adiantar outra rubrica ou até para adiantar mais um mês. Se conseguir poupar os €50.00 de um mês de electricidade, posso decidir adiantar 10 meses de mensalidades de €5.00. 

 

Nos últimos meses tenho-me concentrado em poupar para encher os envelopes físicos (desde Abril):

 

- material escolar/livros, €5/mês - completei 2014, tenho €45.00

- casa/escritório/diversos, €5/mês - completei 2014, tenho €20.00

- vestuário, €5/mês - completei 2014, tenho €35.00

- saúde, €25.00/mês - completei 2014, tenho €145

- miúdas, €10/mês - completei 2014, tenho €60.00

- aniversários/natal, €5/mês - completei 2014, tenho €40.00

 

Envelopes prestes a completar:

 

- electricidade, €50/mês - faltam Novembro e Dezembro 

- veterinário, €8/mês - faltam Novembro e Dezembro

 

Se em Setembro conseguisse poupar os €116 que me faltam, seria uma grande vitória pessoal. Eu descobri que sou alguém que necessita de motivação para poupar. O sistema de envelopes com o reforço positivo de adiantar um mês, funciona comigo às mil maravilhas. Uma nota de €5.00 é o suficiente para adiantar um mês em mais que uma rubrica.

 

Grão a grão...

Seguro de saúde - orçamento para saúde

14.06.14

Há cerca de 2-3 anos eu possuía um seguro de saúde. Este foi uma das primeiras despesas de que abdiquei. Não o fiz de ânimo leve, foi a constatação que o que gastava nele + franquias não correspondia à sua real utilização (um ano, chegou a ser zero; no seguinte, uma única consulta que nem utilizei o seguro porque tinha a franquia de primeira utilização do ano).

 

Hoje, não posso dizer que não tenha alguma ansiedade em relação à minha decisão. Seria uma segurança (não é para isso que servem?). Mas não vale a pena chorar sobre o leite derramado e fazer outro agora não faria sentido por causa das exclusões associadas a doença pré-existente. 

 

Assim, considerando que continuo a trabalhar em construir o meu orçamento REAL/REALISTA, decidi repensar o valor disponível para saúde

 

Eu tenho sido imensamente descuidada na realização de consultas e exames de controlo de doença. Isso tem de mudar (sim, eu já havia dito isso antes, mas agora vou mesmo cumprir).

 

Decidi ficcionar 1 ano médio de gastos em saúde:

- 2 consultas em medicina privada: €80 x 2

- 1 consulta em dentista: €50

- 3 consultas no posto saúde: €5 x 3

- medicamentos (inclui pílula): €70

 

Total: €295/ano

 

Outras despesas médicas (por exemplo uma cirurgia relacionada com dois sisos deitadinhos a dormir) seriam consideradas de emergência e seriam cobertas pelo fundo de emergência.

 

Com efeito, em jeito de comparação, neste momento tenho como gastos +- €30.00 porque apenas fiz uma consulta no posto médico e comprei medicamentos.

 

Em relação ao orçamento anterior, são apenas mais €13.00 mensais que posso dispor e que acrescerão à minha paz financeira. Assim, decidi arredondar o montante para €300/ano o que perfaz €25/mensais.

 

Este é um orçamento realista para uma situação ideal: eu cuidar da minha saúde (para que não seja ela a tratar de mim, estão a perceber a ideia?).

Sistema de envelopes - 1º mês

30.04.14

Ai que desastre... mais ou menos... recorda-te que os primeiros 3 meses são para ajustar o método e o orçamento. Respirar fundo. APRE... isto não é nada fácil. 

 

O primeiro mês teve diversos percalços (e excessos):

- semana 1: sobrou dinheiro e eu fiquei MUITO orgulhosa da minha pessoa;

- semana 2: sobrou dinheiro mas sem que eu soubesse como - não era suposto sobrar para além do que deveria ter inicialmente, certo?

- semana 3: faltou dinheiro nas categorias problemáticas (miúdas, maluquices e restauração);

- semana 4: já desisti de me preocupar com o que aconteceu nas semanas 1 a 3 e só penso em Maio;

- durante todas as semanas: arranjar notas pequenas é MUITO mais complicado que eu imaginava;

- durante todas as semanas: confusões por causa de retirar de um envelope para outro por causa de trocos ou excessos, ou ainda porque comprei algo para alguém e depois tenho de lidar com dar trocos.

 

Juro... implementar o sistema de envelopes não é nada fácil!

 

Os problemas:

 

Durante o mês fui ainda confrontada com os alertas que gentilmente me deixaram na caixa de comentários:

- esqueci-me da necessidade de ter dinheiro para estacionamento ou lavar o carro (tirei-o do dinheiro para restauração, simplesmente porque tinha mais moedas);

- não separei a restauração [almoço no trabalho] da [ida ao restaurante em lazer] (um almoço com a minha mãe excedeu logo o valor semanal);

- esqueci-me de contabilizar uma verba para as quotas de associações de que sou membro.

 

Depois foram os excessos:

- descobri um local com fantásticas calças de ganga usadas a €1.00 (da mãe, às miúdas, foi só aproveitar);

- investi €20.00 em 5 metros de tecidos para começar a costurar - decidi atrever-me a fazer a primeira peça de vestuário;

- também comprei tintas para tecido para as primeiras peças pintadas;

 

Realmente, o facto de não ter um porta moedas adequado, complica a aplicação prática do método/sistema de envelopes. As moedas, o dinheiro trocado, são uma dor de cabeça.

 

Pontos positivos:

 

Apesar de tudo, realmente fiquei com uma melhor percepção de quanto gasto e onde. E ao contrário dos restantes métodos de registo (feitos a posteriori), este método é imediato ou até prévio à compra. Pensas comprar, abres o envelope e o dinheiro está lá, ou não. 

 

Com o passar do tempo tenho vindo a perceber melhor que envelopes necessito no dia a dia. Passei a utilizar apenas:

- porta moedas pequeno para restauração;

- secção do porta moedas grande (com os cartões e identificação) para o supermercado;

- secção do porta moedas grande (secção com fecho) para maluquices;

- envelope estacionamento/lavagem carro.

- envelope miúdas;

- €20.00 para compras dos outros envelopes (depois acerto os valores) ou para comprar algo a pedido de terceirosOs restantes envelopes ficam em casa.

 

A melhorar:

Algumas das categorias necessitam de ajuste, parece-me. Mas penso que será melhor manter os valores durante mais um mês para melhor perceber o que é necessário alterar.

O sistema de envelopes - parte 1

10.04.14

 

 

Como referi num post anterior estou em fase de implementação de um sistema de envelopes. O sistema consiste na criação de "envelopes" (físicos ou meramente contabilísticos) onde se contabilizam as despesas efectuadas em cada categoria. No fundo, funciona como uma balancete: atribuem um saldo inicial, registam as saídas e contabilizam o saldo final. 

 

O principal objectivo do sistema de orçamento com envelopes é, naturalmente, fixar um limite absoluto e facilmente identificável para determinada categoria de despesas - o dinheiro disponível é facilmente visível no envelope. 

 

Uma versão mais pura do sistema implica que deixem os vossos cartões de débito em casa. Não, não estou preparada para isso.

 

As vantagens:

 

- A separação do dinheiro por categoria de despesa, em envelopes, é do mais intuitivo que pode haver para gerir um orçamento.

- Permite um melhor controlo dos valores já gastos/disponíveis e uma avaliação visual e imediata.

- O hábito de gastar em dinheiro, está provado, altera comportamentos de consumo e desincentiva as compras de impulso ("dói" mais pagar em dinheiro que com cartão.

- O processo de dividir o dinheiro por envelopes é MUITO divertido.

- Ver o valor como uma despesa "já paga" é muito motivador e encoraja a poupar o dinheiro no envelope.

 

As desvantagens:

 

- Implica um rigoroso controlo das despesas (ou em alternativa pedir talões/facturas de todas as despesas e colocar nos respectivos envelopes);

- A implementação de um sistema de envelopes físico implica andar com dinheiro, o que coloca questões de segurança;

- Andar com dinheiro separado por categorias, mesmo que poucas, não é nada prático. Até de difícil implementação, se considerarem quantidade de moedas.

- O facto de ser um sistema que, inicialmente, é mais laborioso, poderá desincentivar a sua utilização.

- Não é fácil arranjar dinheiro trocado para as diferentes quantias/categorias.

 

 

O sistema de envelopes é muito utilizado nos Estados Unidos e aí possui uma panóplia de carteiras com divisórias, envelopes para imprimir e até envelopes costurados com fechos para acomodar as moedas. (ex. Imagens Google). Eu utilizei uns banais envelopes de papel até perceber melhor como irei implementar o sistema - até imprimir seria um desperdício.

 

 

A primeira coisa que fiz foi decidir como seriam pagas as diferentes categorias:

 

1. Pagas por débito em conta corrente: gasolina, comunicações e obrigações fiscais.

2. Pagas por transferência para o fundo de emergência: despesas com automóvel (excepto a gasolina), poupanças.

3. Dinheiro: todas as remanescentes.

 

Depois, os envelopes propriamente ditos:

 

1. Na carteira:

 

  • envelope com €20 [vai servir para pagar coisas dos envelopes que deixo em casa; o objectivo é não ter de andar com muito dinheiro; faço a compra e guardo o talão nesse envelope, chego a casa retiro e dinheiro do envelope respectivo e volto a ter os €20 na carteira; o envelope terá ainda um papel com o valor dos orçamentos]
  • diversos casa/escritório [no máximo andarei com o equivalente a 2 meses; terá um segundo envelope em casa]
  • saúde [apenas o equivalente a um mês; terá um segundo envelope em casa]
  • miúdas [apenas o equivalente a um mês; terá um segundo envelope em casa]
  • maluquices [apenas o equivalente a um mês; terá um segundo envelope em casa]
  • restauração [apenas o equivalente a uma semana; terá um segundo envelope em casa]
  • supermercado [apenas o equivalente a duas semanas; terá um segundo envelope em casa]

2. Em casa: aniversários/natal, vestuário, electricidade, material escolar/livros escolares, veterinário e os segundos envelopes, relativos às despesas acima indicadas.

 

E aqui começam as dificuldades. E se me aparecer uma promoção de um envelope que ficou em casa? Vou andar com tanto dinheiro? Como guardo as moedas?

 

Começo a achar que este sistema de envelopes funciona porque é tão chato (na hora de pagar) que a pessoa até desiste e opta por nem gastar nada.

Como construir um orçamento anual - parte 2

07.04.14

Para mim, o mais difícil em criar um orçamento anual é prever o valor anual ou até mensal de algumas despesas. Algumas foram simplificadas pelo facto de eu já fazer um registo das minhas despesas. Mas, além de representar o que gastei, eu quero que represente o que quero gastar, em termos de limites a certas despesas (estou a precisar).

 

Primeiro procurei informação sobre orçamentos anuais - nada... nicles. Excepto... um excelente vídeo que insistiu na importância de não desvalorizar algumas despesas e incluir sempre uma verba para divertimento (também foi o que recordou da verba para vestuário...ups!). 

 

A primeira coisa que fiz para criar o meu orçamento anual foi dividir uma folha em 7 colunas:

 

1. Descrição da despesa

 

Se é alimentação, vestuário, gasolina...

 

2. Valor semanal

3. Valor mensal

4. Valor anual

 

Como há valores que são pensados em termos temporais diferentes, vou anotando de forma a reflectir a realidade. Só posteriormente edito para corresponder a uma verba mensal ou anual. 

 

Por exemplo, o que gasto em almoços no trabalho é pensado em valores semanais. Já o que gasto em gasolina, é pensado em termos mensais e o que gasto em seguro do carro é pensado em valores anuais.

 

5. Banco/corrente

6. Banco/extras

7. Dinheiro

 

Cada despesa tem diferentes formas de pagamento. Por exemplo, quero utilizar envelopes para os almoços, mas a gasolina pago por cartão multibanco (banco/correntes). Já o seguro do carro irá para a conta de reforço do fundo de emergência (banco/extras).

 

 

Se depois de criar esta tabela chegarem à conclusão que o saldo é negativo, recomendo que revisitem as verbas e criem prioridades. Foi o que fiz.

 

A minha opção foi  de começar por um orçamento que reflectisse a realidade actual e ir ajustando à medida que as situações ocorrem. Por exemplo, se deixar de trabalhar, há despesas que previ que também desaparecem e outras que diminuem. Mais, continuo a incluir como "despesa" duas poupanças que tiro logo no início do mês (naturalmente que essas só existem se houver o que poupar).

 

Neste momento é um orçamento de €670.00 mensais em que, se retirar obrigações fiscais/reforma e poupanças, passa a €393. E desse, ainda é possível cortar outras despesas, por ordem de prioridades (presentes, restauranção, etc.).

 

Mas prometo que as descrevo tudo em pormenor no próximo post.

Como construir um orçamento anual - parte 1

06.04.14

Pode parecer-vos estranho, mas nunca "trabalhei" as minhas finanças pessoais com orçamento, no sentido de ter uma verba e essa verba dividida em categorias. 

 

Na verdade, como estava concentrada no máximo de poupança e o meu salário custeava as despesas, o objectivo era sempre o de gastar o mínimo possível em todos os itens e construir as estratégicas de poupança, encaminhando o que poupava para o fundo de emergência, para o pagamento das dívidas e a poupança necessária para a reparação da casa. Havia a consciência que vivia abaixo das minhas possibilidades (em termos de rendimento mensal).

 

A vida muda. Tenho um fundo de emergência (este mês consegui que ficasse a €1500... yeah!!!) e as dívidas pagas. O reverso é a diminuição dos rendimentos.

 

Decidi preparar o próximo ano criando um orçamento anual com alguns objectivos em mente:

 

1) Poupar mensalmente para despesas anuais

 

O problema com as despesas anuais é que são GRANDES e têm o potencial de nos causar alguma ansiedade em determinados meses. Acresce que, sendo anuais, acabamos por não perceber bem (eu sou uma pessoal muito visual) no seu real impacto nos rendimentos mensais (eu não ganho subsídios anuais pelo que todas as despesas têm de sair dos 12 meses de vencimento). 

 

Ao poupar mensalmente para despesas anuais, estou certa que isso me irá poupar alguns dissabores, quando os rendimentos descerem ou até mesmo se terminarem.

 

2) "Pagar" adiantado as despesas - reforço do fundo de emergência

 

Como referi antes, eu sou uma pessoa muito visual. Ultimamente ando a debater-me sobre a natureza do fundo de emergência. Por um lado, o objectivo era ter um fundo de emergência para uma "emergência" (ex: o carro avariou e a reparação custa €1000), para não incorrer em novas dívidas. O meu fundo de emergência de €1500 parece-me suficiente para esse propósito. 

 

Mas depois de pagar as dívidas e ter um fundo de emergência, os consultores financeiros recomendam reforçá-lo com o correspondente a 3 a 6 meses de despesas. 

 

Por isso, decidi começar a reforçar o fundo de emergência com esses valores: com as poupanças mensais das despesas. Por exemplo, continuamos no carro com as contas que fiz anteriormente.

 

Em vez de encaminhar o que poupei num mês, como valor global de reforço do fundo de emergência, vou reforçando enquanto pagamento antecipado das despesas anuais. Se deveria estar a poupar mensalmente €55.00 para o carro (excluindo a gasolina), ao poupar  €200 num mês, já adiantei mais de 3 meses de despesas com o carro.

 

Assim, "vejo" para onde vai o dinheiro. Faz sentido? [Poderá ser desta que me consideram completamente pirulas.]

 

3) Experimentar o sistema de envelopes

 

O sistema de envelopes é um método para limitar os gastos pessoais, baseado no pressuposto que o dinheiro é a forma mais eficiente de pagamento:

- está cientificamente provado que, do ponto de vista psicológico, é mais custoso pagar em dinheiro que em cartão de débito ou crédito;

- se dividirmos o rendimento por envelopes (físicos ou virtuais), é mais fácil perceber quando o orçamento de cada categoria está a ser atingido ou ultrapassado. 

 

Prometo que explicarei melhor o sistema, alguns métodos para o implementar e qual o método que escolhi para mim.