Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário das minhas finanças pessoais

Um diário sobre finanças pessoais, produtividade e a busca pela positividade

Diário das minhas finanças pessoais

Um diário sobre finanças pessoais, produtividade e a busca pela positividade

Seguro de saúde - orçamento para saúde

14.06.14

Há cerca de 2-3 anos eu possuía um seguro de saúde. Este foi uma das primeiras despesas de que abdiquei. Não o fiz de ânimo leve, foi a constatação que o que gastava nele + franquias não correspondia à sua real utilização (um ano, chegou a ser zero; no seguinte, uma única consulta que nem utilizei o seguro porque tinha a franquia de primeira utilização do ano).

 

Hoje, não posso dizer que não tenha alguma ansiedade em relação à minha decisão. Seria uma segurança (não é para isso que servem?). Mas não vale a pena chorar sobre o leite derramado e fazer outro agora não faria sentido por causa das exclusões associadas a doença pré-existente. 

 

Assim, considerando que continuo a trabalhar em construir o meu orçamento REAL/REALISTA, decidi repensar o valor disponível para saúde

 

Eu tenho sido imensamente descuidada na realização de consultas e exames de controlo de doença. Isso tem de mudar (sim, eu já havia dito isso antes, mas agora vou mesmo cumprir).

 

Decidi ficcionar 1 ano médio de gastos em saúde:

- 2 consultas em medicina privada: €80 x 2

- 1 consulta em dentista: €50

- 3 consultas no posto saúde: €5 x 3

- medicamentos (inclui pílula): €70

 

Total: €295/ano

 

Outras despesas médicas (por exemplo uma cirurgia relacionada com dois sisos deitadinhos a dormir) seriam consideradas de emergência e seriam cobertas pelo fundo de emergência.

 

Com efeito, em jeito de comparação, neste momento tenho como gastos +- €30.00 porque apenas fiz uma consulta no posto médico e comprei medicamentos.

 

Em relação ao orçamento anterior, são apenas mais €13.00 mensais que posso dispor e que acrescerão à minha paz financeira. Assim, decidi arredondar o montante para €300/ano o que perfaz €25/mensais.

 

Este é um orçamento realista para uma situação ideal: eu cuidar da minha saúde (para que não seja ela a tratar de mim, estão a perceber a ideia?).

Como construir um orçamento anual - parte 4

09.04.14

Recapitulando, criamos as categorias, decidimos qual o orçamento de cada categoria (semanal a anual, conforme a despesa) e separamos de imediato o valor correspondente ao mês em curso: Abril.

 

Mas onde está a poupança?

 

A minha esperança é que, cumprindo o orçamento e tendo em conta que algumas despesas arredondei por cima (por exemplo o supermercado), comece a sobrar dinheiro. Mas em vez de o transferir para um valor global de poupança, ele começa a ser utilizado para antecipar o reforço mensal dos envelopes. 

 

No meu caso, decidi passar a ter dois fundos de emergência:

 

I) Imprevistos - €1 500 (o que já tinha) para uma emergência não antecipada ou demasiado cara; vai ter apenas um reforço mensal de €10.00.

 

II) Fundo de emergência/despesas - para onde irei direccionar as despesas anuais (por ex. automóvel) e as poupanças do orçamento.

 

 

O meu primeiro objectivo é conseguir poupar o equivalente a 3 meses de despesas

 

E como sou optimista, já decidi quais os primeiros envelopes a reforçar: saúde e veterinário. São duas despesas que não podem ser adiadas (quando necessárias) e nas quais não posso estar à espera de atingir o orçamento "anual".

 

Confesso que este novo método está a ser bastante motivante. Estou entusiasmada com a possibilidade de conseguir ter um fundo de emergência com correspondente a 3 meses de despesas, depois a 6... 

 

Quando estava a poupar para pagar as minhas dívidas, era tudo mais activo - aquele valor reflectia-se no decréscimo dos créditos, numa contagem decrescente. Havia um fim. 

 

Ultimamente o objectivo era não gastar com o propósito de reforçar o fundo de emergência a poupança para a reparação da casa, enquanto global. 

 

Agora volto a ter um objectivo de poupança mais concreto e mensurável.

Como construir um orçamento anual - parte 3

08.04.14

Pensar e agrupar as despesas não foi nada fácil. Francamente, tenho algumas dúvidas em relação a algumas, mas é o meu primeiro orçamento anual pelo que é natural que surjam ajustes a fazer.

 

Optei por arredondar para cima algumas das despesas. Prefiro que o dinheiro sobre, em vez de faltar e sempre é mais uma motivação para poupar mais em cada item.

 

Volto a recordar que isto é o MEU orçamento, tendo em conta a MINHA situação em particular: vivo sozinha, não pago habitação e, neste momento, faço quase todas as refeições fora de casa.

 

As categorias (sem uma ordem específica):

 

Alimentação - €80/mensal 

Electricidade - €50/mensal

Internet + telefone fixo - €22.00/mensal [terminou um desconto, estou em fase de alteração de tarifário ou operador]

Telemóvel - €8.00/mensal

Saúde - € 12.00/mensal (medicamentos, taxas moderadoras, consultas no sector privado)

Casa diversos - €5.00/mensal (confesso que a única coisa que me ocorreu foi material de escritório como papel e tinteiros, mas poderá incluir outras despesas para a casa como uma forma para bolos, ou qualquer extra desse género)

Vestuário - €5.00/mensal (tenho cartões presentes e francamente estou numa fase de apenas substituir peças que tenho - a destralhar o guarda fatos; se conseguir uma peça através de trocas, também incluirá as despesas com CTT)

Veterinário - €8.00/mensal

 

Gasolina/estacionamento - €50/mensal

Seguro automóvel€42/mensal

Imposto automóvel - €3.50/mensal

Inspecção automóvel - €2.60/mensal

Reparações/manutenção carro - €10.00/mensal

 

Obrigações fiscais/reforma - €202/mensal

 

Material e livros escolares - €5.00/mensal

 

Restauração - €60.00/mensal (desde saídas de lazer aos almoços no trabalho)

 

Maluquices - €15.00/mensal (o meu dinheiro livre de culpas, desde despesas CTT com trocas, um bilhete de cinema ou um item que desejasse comprar; para gastar livremente) 

 

Miúdas - €10.00/mensal (é uma despesa que desejo controlar porque apesar de resistir facilmente a comprar coisas para mim, já não é tão fácil quando se trata das minhas sobrinhas; inclui entretenimento e despesas CTT com trocas)

 

Aniversários/Natal - €5.00 (a minha lista de presentes já está delimitada às pessoas mais próximas, acresce que tenho cartões presente que posso utilizar, promoções em que consigo itens a custo zero e ainda pequenas verbas com preenchimento de questionários ou venda de objectos; inclui embrulhos e decorações).

 

Poupança reforma - €65.00/mensal

Poupança reforço fundo emergência - €10.00/mensal

 

 

Ou seja, um orçamento mensal de €670.00 mas em que existem valores que posso cortar, caso seja necessário.

 

Posso pedir um grande favor?

Coloquem-me as vossas perguntas, sugestões, perplexidades.

 

Esta é uma fase experimental e estou ainda a pensar em todos os aspectos. Por exemplo, já vi que me esqueci de contabilizar quotas sociais - vou ter de aditar a informação - e ainda hoje, no carro vinha a pensar que também não previ uma verba para donativos - tenho de pensar nesse valor.

Como construir um orçamento anual - parte 2

07.04.14

Para mim, o mais difícil em criar um orçamento anual é prever o valor anual ou até mensal de algumas despesas. Algumas foram simplificadas pelo facto de eu já fazer um registo das minhas despesas. Mas, além de representar o que gastei, eu quero que represente o que quero gastar, em termos de limites a certas despesas (estou a precisar).

 

Primeiro procurei informação sobre orçamentos anuais - nada... nicles. Excepto... um excelente vídeo que insistiu na importância de não desvalorizar algumas despesas e incluir sempre uma verba para divertimento (também foi o que recordou da verba para vestuário...ups!). 

 

A primeira coisa que fiz para criar o meu orçamento anual foi dividir uma folha em 7 colunas:

 

1. Descrição da despesa

 

Se é alimentação, vestuário, gasolina...

 

2. Valor semanal

3. Valor mensal

4. Valor anual

 

Como há valores que são pensados em termos temporais diferentes, vou anotando de forma a reflectir a realidade. Só posteriormente edito para corresponder a uma verba mensal ou anual. 

 

Por exemplo, o que gasto em almoços no trabalho é pensado em valores semanais. Já o que gasto em gasolina, é pensado em termos mensais e o que gasto em seguro do carro é pensado em valores anuais.

 

5. Banco/corrente

6. Banco/extras

7. Dinheiro

 

Cada despesa tem diferentes formas de pagamento. Por exemplo, quero utilizar envelopes para os almoços, mas a gasolina pago por cartão multibanco (banco/correntes). Já o seguro do carro irá para a conta de reforço do fundo de emergência (banco/extras).

 

 

Se depois de criar esta tabela chegarem à conclusão que o saldo é negativo, recomendo que revisitem as verbas e criem prioridades. Foi o que fiz.

 

A minha opção foi  de começar por um orçamento que reflectisse a realidade actual e ir ajustando à medida que as situações ocorrem. Por exemplo, se deixar de trabalhar, há despesas que previ que também desaparecem e outras que diminuem. Mais, continuo a incluir como "despesa" duas poupanças que tiro logo no início do mês (naturalmente que essas só existem se houver o que poupar).

 

Neste momento é um orçamento de €670.00 mensais em que, se retirar obrigações fiscais/reforma e poupanças, passa a €393. E desse, ainda é possível cortar outras despesas, por ordem de prioridades (presentes, restauranção, etc.).

 

Mas prometo que as descrevo tudo em pormenor no próximo post.

Como construir um orçamento anual - parte 1

06.04.14

Pode parecer-vos estranho, mas nunca "trabalhei" as minhas finanças pessoais com orçamento, no sentido de ter uma verba e essa verba dividida em categorias. 

 

Na verdade, como estava concentrada no máximo de poupança e o meu salário custeava as despesas, o objectivo era sempre o de gastar o mínimo possível em todos os itens e construir as estratégicas de poupança, encaminhando o que poupava para o fundo de emergência, para o pagamento das dívidas e a poupança necessária para a reparação da casa. Havia a consciência que vivia abaixo das minhas possibilidades (em termos de rendimento mensal).

 

A vida muda. Tenho um fundo de emergência (este mês consegui que ficasse a €1500... yeah!!!) e as dívidas pagas. O reverso é a diminuição dos rendimentos.

 

Decidi preparar o próximo ano criando um orçamento anual com alguns objectivos em mente:

 

1) Poupar mensalmente para despesas anuais

 

O problema com as despesas anuais é que são GRANDES e têm o potencial de nos causar alguma ansiedade em determinados meses. Acresce que, sendo anuais, acabamos por não perceber bem (eu sou uma pessoal muito visual) no seu real impacto nos rendimentos mensais (eu não ganho subsídios anuais pelo que todas as despesas têm de sair dos 12 meses de vencimento). 

 

Ao poupar mensalmente para despesas anuais, estou certa que isso me irá poupar alguns dissabores, quando os rendimentos descerem ou até mesmo se terminarem.

 

2) "Pagar" adiantado as despesas - reforço do fundo de emergência

 

Como referi antes, eu sou uma pessoa muito visual. Ultimamente ando a debater-me sobre a natureza do fundo de emergência. Por um lado, o objectivo era ter um fundo de emergência para uma "emergência" (ex: o carro avariou e a reparação custa €1000), para não incorrer em novas dívidas. O meu fundo de emergência de €1500 parece-me suficiente para esse propósito. 

 

Mas depois de pagar as dívidas e ter um fundo de emergência, os consultores financeiros recomendam reforçá-lo com o correspondente a 3 a 6 meses de despesas. 

 

Por isso, decidi começar a reforçar o fundo de emergência com esses valores: com as poupanças mensais das despesas. Por exemplo, continuamos no carro com as contas que fiz anteriormente.

 

Em vez de encaminhar o que poupei num mês, como valor global de reforço do fundo de emergência, vou reforçando enquanto pagamento antecipado das despesas anuais. Se deveria estar a poupar mensalmente €55.00 para o carro (excluindo a gasolina), ao poupar  €200 num mês, já adiantei mais de 3 meses de despesas com o carro.

 

Assim, "vejo" para onde vai o dinheiro. Faz sentido? [Poderá ser desta que me consideram completamente pirulas.]

 

3) Experimentar o sistema de envelopes

 

O sistema de envelopes é um método para limitar os gastos pessoais, baseado no pressuposto que o dinheiro é a forma mais eficiente de pagamento:

- está cientificamente provado que, do ponto de vista psicológico, é mais custoso pagar em dinheiro que em cartão de débito ou crédito;

- se dividirmos o rendimento por envelopes (físicos ou virtuais), é mais fácil perceber quando o orçamento de cada categoria está a ser atingido ou ultrapassado. 

 

Prometo que explicarei melhor o sistema, alguns métodos para o implementar e qual o método que escolhi para mim.

Pagamento de despesas anuais

24.03.14

Há despesas anuais com a potencialidade de fazer chorar as pedras da calçada. Por exemplo, um seguro automóvel é um rombo considerável no orçamento mensal, se falarmos do prémio anual.

 

Por isso, há seguradoras que permitem o pagamento parcelar. Exemplo:

 

Prémio anual: 482,87 Euro

Prémio semestral: 251,90 Euro (= € 503.80)

Prémio trimestral: 127,83 Euro (= € 511.32)

Prémio mensal: 42,97 Euro (= € 515.64)

 

A diferença entre o pagamento mensal e o pagamento anual é de €32.77. Claro que haverá pessoas que preferem os pagamentos mensais porque é isso que funciona com elas. E se assim é, fantástico. O importante é que o sistema funcione e o seguro seja pago pontualmente.

 

Mas, se puderem, porque não transferir (automaticamente) o montante mensal para uma conta ou então levantar esse dinheiro todos os meses e guardar num envelope para pagar o prémio anual? Desta forma, o valor mensal seria de apenas €40.24.

 

E assim, numa única despesa pouparam €32.00 num ano.