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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Como construir um orçamento anual - parte 1

06.04.14

Pode parecer-vos estranho, mas nunca "trabalhei" as minhas finanças pessoais com orçamento, no sentido de ter uma verba e essa verba dividida em categorias. 

 

Na verdade, como estava concentrada no máximo de poupança e o meu salário custeava as despesas, o objectivo era sempre o de gastar o mínimo possível em todos os itens e construir as estratégicas de poupança, encaminhando o que poupava para o fundo de emergência, para o pagamento das dívidas e a poupança necessária para a reparação da casa. Havia a consciência que vivia abaixo das minhas possibilidades (em termos de rendimento mensal).

 

A vida muda. Tenho um fundo de emergência (este mês consegui que ficasse a €1500... yeah!!!) e as dívidas pagas. O reverso é a diminuição dos rendimentos.

 

Decidi preparar o próximo ano criando um orçamento anual com alguns objectivos em mente:

 

1) Poupar mensalmente para despesas anuais

 

O problema com as despesas anuais é que são GRANDES e têm o potencial de nos causar alguma ansiedade em determinados meses. Acresce que, sendo anuais, acabamos por não perceber bem (eu sou uma pessoal muito visual) no seu real impacto nos rendimentos mensais (eu não ganho subsídios anuais pelo que todas as despesas têm de sair dos 12 meses de vencimento). 

 

Ao poupar mensalmente para despesas anuais, estou certa que isso me irá poupar alguns dissabores, quando os rendimentos descerem ou até mesmo se terminarem.

 

2) "Pagar" adiantado as despesas - reforço do fundo de emergência

 

Como referi antes, eu sou uma pessoa muito visual. Ultimamente ando a debater-me sobre a natureza do fundo de emergência. Por um lado, o objectivo era ter um fundo de emergência para uma "emergência" (ex: o carro avariou e a reparação custa €1000), para não incorrer em novas dívidas. O meu fundo de emergência de €1500 parece-me suficiente para esse propósito. 

 

Mas depois de pagar as dívidas e ter um fundo de emergência, os consultores financeiros recomendam reforçá-lo com o correspondente a 3 a 6 meses de despesas. 

 

Por isso, decidi começar a reforçar o fundo de emergência com esses valores: com as poupanças mensais das despesas. Por exemplo, continuamos no carro com as contas que fiz anteriormente.

 

Em vez de encaminhar o que poupei num mês, como valor global de reforço do fundo de emergência, vou reforçando enquanto pagamento antecipado das despesas anuais. Se deveria estar a poupar mensalmente €55.00 para o carro (excluindo a gasolina), ao poupar  €200 num mês, já adiantei mais de 3 meses de despesas com o carro.

 

Assim, "vejo" para onde vai o dinheiro. Faz sentido? [Poderá ser desta que me consideram completamente pirulas.]

 

3) Experimentar o sistema de envelopes

 

O sistema de envelopes é um método para limitar os gastos pessoais, baseado no pressuposto que o dinheiro é a forma mais eficiente de pagamento:

- está cientificamente provado que, do ponto de vista psicológico, é mais custoso pagar em dinheiro que em cartão de débito ou crédito;

- se dividirmos o rendimento por envelopes (físicos ou virtuais), é mais fácil perceber quando o orçamento de cada categoria está a ser atingido ou ultrapassado. 

 

Prometo que explicarei melhor o sistema, alguns métodos para o implementar e qual o método que escolhi para mim.

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