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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

És a Bimby que tens...

17.10.20
Estranhamente hoje fui acusada de não ser solidária porque comprava em lojas solidárias.
 
A pessoa em questão via essas lojas como destinadas a pessoas sem posses.
Eu discordo e as instituições também. Aliás, à entrada de uma onde vou, há um enorme cartaz a dizer "a sua comprar apoia os nossos projectos...".
 
 
Interpretações à parte, porque sinceramente acho que o tópico é outro:
 
 
Há ANOS que publico sobre o que compro, quanto custou, o que visto, seja de uma loja solidária ou de roupa que recolho junto a contentores de lixo.
 
NUNCA ninguém questionou essas aquisições como falta de solidariedade. E nunca me acusaram de, ao fazê-lo, estar a gabar-me.
 
 
Eu compreendo porquê. E para mim, esse é o assunto mais importante.
 
 
A razão pela qual ninguém viu esses post como gabarolice é porque o comportamento ou o item não era valorizado.
 
Ainda há muito estigma à volta de comprar coisas usadas, porque é associado a falta de dinheiro e falta de higiene.
 
 
Mas, um item de alto valor já é tido como desejável e valorizado.
 
Uma Bimby, pelo seu preço, é quase um símbolo de status social: se tens Bimby, tens dinheiro e isso (infelizmente) é valorizado socialmente.
 
És a Bimby que tens...
 
 
 
Eu continuo a ser a mesma.
 
Mas depois deste triste episódio, sinto-me a pregar aos peixes. Há anos que digo: comprem nas lojas solidárias, vistam-se das lojas solidárias, doem a lojas solidárias.
 
 
Antes,  era "coisa de pobre" porque isso é "o que não presta", mas agora também querem "o melhor".
 
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Comprei este caderno há dias, tem algumas páginas escritas e rasgadas, mas ainda está bastante funcional. Até já o encadernei com uma capa de uma revista. É tamanho A5.
 
Tem umas páginas escritas em latim, que não compreendo, mas acho curioso e até decorativo. Bónus de curiosidade: é do Carrefour.
 
 
Alguém quer comprar? Vendo ao mesmo preço a que comprei na loja: 0.50€. 
Longe de mim estar a tirar a vez a "alguma criança".
 

 

 

A minha primeira opção é comprar usado, de modo a diminuir o meu impacto ambiental. De preferência, faço-o em lojas solidárias, almejando ajudar as instutuições de solidariedade social.

 

Faço-o há anos, divulgo-o há anos, encorajo há anos. Se não ouviram e só arrebitaram as orelhas quando leram Bimby, então é melhor começar a prestar mais atenção porque não perceberam, de todo, de que tratam os meus blogs.

 

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