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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Sobre poupar e partilhar

Descontos, 22.10.14

 

"Todas as roupas das crianças são farrapos. Algumas apenas usam pequenos pedaços de tecido vermelho. Quando cortaram o financiamento para os pensos higiénicos, o tecido vermelho foi distribuído para que as mulheres pelo menos se embrulhassem durante o período menstrual, mas explicaram-me que as mulheres passavam sem ele. Como é que fazem, não sei. Elas preferiram que as crianças ficassem quentes, ou pelo menos um pouco mais quentes."

 

Primeiro recebi um email muito carinhoso de uma leitora que comigo partilhava que o acto de poupança lhe permitiu fazer uma doação à UNICEF, especificamente para a campanha que visa proteger crianças sírias (e são milhões as crianças directamente atingidas pela guerra civil na Síria).

 

Depois a leitura do livro de viagens de Angelina Jolie, que me deu um vislumbre do que são os campos de refugiados e das dificuldade da ACNUR - Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Pouco tempo tive para digerir o que tinha lido e somos inundada/os de verdadeiros êxodos de refugiados em fuga, devido aos avanços do estado islâmico. A Turquia é um país que tem aberto as suas portas aos refugiados, mas os números são incomportáveis para apenas um país. A situação irá agravar-se com o Inverno - não consigo imaginar um inverno com neve em tendas precárias.

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Costumo defender que "a caridade começa em casa" mas o email que recebi mudou literalmente a forma como olho para o mundo.

 

Ser voluntária social foi, para mim, uma escola de vida - vida fora da protecção dos meus pais, sobre a realidade de uma IPSS, sobre as realidades que levam as pessoas a procurar apoio nestas instituições. Não me julguem ingénua, tenho experiências negativas e positivas; há muito decidi que se a ajuda conseguir mudar a vida/realidade de uma pessoa, por cada 10 que recorreram ao apoio, isso será um sucesso. 

 

Digo-vos isto para concluir que no passado mês doei cerca de €75 à UNICEF e ao ACNUR e que o fiz com a consciência que esse valor poderá não ser o que realmente chega aos refugiados. Mas com €40.00 (o valor que era o meu orçamento para maluquices) permite comprar cobertores térmicos para uma família. Colocadas as coisas assim, faz muito sentido contribuir (e porque posso fazê-lo, a minha consciência obriga-me).

 

Este fim de semana, nas lojas Continente, há uma recolha de alimentos a favor da Cruz Vermelha Portuguesa que tem um trabalho meritório no terreno, desde o apoio domiciliário a idosos a equipas de rua a apoiarem sem abrigo. 

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Aproveito para destacar o Movimento Solidário e dizer que admiro muito o Daniel pelos esforços que desenvolve para contribuir pessoalmente e para incentivar outros a seguirem-lhe o exemplo. Mais que admiração, tenho orgulho em fazer parte das suas ligações cibernautas e de nele ter alguém que não esquece uma palavra amiga, em especial nas horas mais negras. 

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