O objectivo é consciencializar as pessoas para o seu consumo e, desta forma, levar à poupança. As ciências sociais, ao serviço das ciências ambientais.
Novo simulador para calcular a sua pensão futura
A Segurança Social disponibiliza um novo Simulador de Pensões que lhe dá informação sobre o valor estimado da sua pensão quando chegar à idade de reforma. Aqui (Segurança Social Direta)
As notícias, indicam ainda que a função pública também terá simulador de pensões até ao final do ano.
Como a política internacional nos lixa a carteira?
Com os Estados Unidos da América fora do acordo com o Irão, é praticamente inevitável o impacto nos preços do petróleo. Melhor explicado aqui.
CTT falham indicadores de qualidades e vão ser obrigados a reduzir preços, determina Anacom
O regulador recorda que este é o segundo ano consecutivo em que os CTT não conseguem cumprir a totalidade dos 11 indicadores de qualidade do serviço postal universal a que estão obrigados.
A propósito do estudo anterior, um artigo reflectia sobre as conclusões do estudo, dizendo que a existência da classe média era um mito, se considerar-mos que metade dos norte americano não têm $1000 em poupanças.
Na verdade o estudo reflecte uma realidade que me surpreendeu, face aos salários que fui vendo reflectidos, nos últimos anos, em blogs de finanças pessoais: 56% dos norte americanos não possuem mais que $1000 em poupanças (conta à ordem + aplicações financeiras).
A razão para continuar a falar deste estudo é, precisamente, porque não duvido que a nossa realidade seja equivalente ou pior.
Para mim, é facto que o acesso ao crédito é uma ferramenta de combate à pobreza e exclusão social (é por isso que sou "banqueira" no KIVA há cerca de 10 anos).
Porém, é completamente falacioso normalizar o crédito como um indicador de riqueza.
Eu aprendi que classe média era a que vivia para além da sobrevivência, dispondo de meios para aceder a coisas como férias e cultura. Agora basta que consiga ter acesso a crédito? Mesmo que este seja utilizado para sobreviver?
Ter dívidas não é algo normal que se vai gerindo (como muitos nos querem fazer crer), mas um problema que temos de resolver, uma preocupação adicional em vidas já difíceis e até a serem vividas na linha da sobrevivência.
É essa mentalidade do "normal ter dívidas" que leva a uma sociedade em que, é preferível ter um telemóvel topo de gama a crédito, que um telemóvel básico sem dívidas. Que leva a que andemos a gastar o que não temos, até à ruptura. Que nos leva a pagar mais por um bem, a adiar para um dia incerto o pagamento e à angústia de não saber se podemos pagar.
Não, definitivamente não me convencem que o cartão de crédito é o sinal de que vivemos numa classe média. Pelo contrário, necessitar dele é uma evidência que não vivemos.
Podem ler a notícia no Público: o governo tem um programa de apoio ao empreendedorismo. Não o conheço, mas sei o que gostaria que ele contivesse: remoção de barreiras ao empreendedorismo.
Se eu quisesse montar um pequeno negócio online ou outra actividade a trabalhar a partir de casa, as barreiras seriam imediatas:
- mínimos de pagamento da Segurança Social, independentemente de conseguir algum dinheiro nesse mês;
- regras tributárias tão complicadas e em constante mutação que tornam a actividade uma lotaria - basta desconhecer a obrigatoriedade de submeter um formulário qualquer, que se está sujeito a multas.
Se estiver errada, por favor corrijam-me, até porque gostaria de estar errada. Juro. Bem gostaria de criar o meu próprio emprego, mas o Estado não quer.