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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

4 notícias para procrastinar

Descontos, 09.05.18

Facturas da água com litros, em vez de metros cúbicos

Em vez de metros cúbicos, fatura vai indicar litros consumidos. Mudança avança até ao final do ano nas faturas dos clientes da EPAL e da Águas do Norte.  (...) De acordo com um estudo da holding Águas de Portugal, apresentado na terça-feira, há uma “dissonância” entre a consciência da necessidade de preservar água e os comportamentos quotidianos dos portugueses.

O objectivo é consciencializar as pessoas para o seu consumo e, desta forma, levar à poupança. As ciências sociais, ao serviço das ciências ambientais. 

 

Novo simulador para calcular a sua pensão futura

A Segurança Social disponibiliza um novo Simulador de Pensões que lhe dá informação sobre o valor estimado da sua pensão quando chegar à idade de reforma. Aqui (Segurança Social Direta)

As notícias, indicam ainda que a função pública também terá simulador de pensões até ao final do ano.

 

 

 

Como a política internacional nos lixa a carteira?

Com os Estados Unidos da América fora do acordo com o Irão, é praticamente inevitável o impacto nos preços do petróleo. Melhor explicado aqui

 

CTT falham indicadores de qualidades e vão ser obrigados a reduzir preços, determina Anacom

Notícia aqui.

O regulador recorda que este é o segundo ano consecutivo em que os CTT não conseguem cumprir a totalidade dos 11 indicadores de qualidade do serviço postal universal a que estão obrigados.

Ter dívidas é normal?

Descontos, 11.06.16

A propósito do estudo anterior, um artigo reflectia sobre as conclusões do estudo, dizendo que a existência da classe média era um mito, se considerar-mos que metade dos norte americano não têm $1000 em poupanças.

 

Na verdade o estudo reflecte uma realidade que me surpreendeu, face aos salários que fui vendo reflectidos, nos últimos anos, em blogs de finanças pessoais: 56% dos norte americanos não possuem mais que $1000 em poupanças (conta à ordem + aplicações financeiras).

 

A razão para continuar a falar deste estudo é, precisamente, porque não duvido que a nossa realidade seja equivalente ou pior.

 

Mas o que me surpreendeu foi, que um dos contribuidores da revista Forbes tivesse concluído que, afinal existe classe média porque têm acesso a crédito. 

 

Para mim, é facto que o acesso ao crédito é uma ferramenta de combate à pobreza e exclusão social (é por isso que sou "banqueira" no KIVA há cerca de 10 anos).

 

Porém, é completamente falacioso normalizar o crédito como um indicador de riqueza.

 

Eu aprendi que classe média era a que vivia para além da sobrevivência, dispondo de meios para aceder a coisas como férias e cultura. Agora basta que consiga ter acesso a crédito? Mesmo que este seja utilizado para sobreviver?

 

Ter dívidas não é algo normal que se vai gerindo (como muitos nos querem fazer crer), mas um problema que temos de resolver, uma preocupação adicional em vidas já difíceis e até a serem vividas na linha da sobrevivência.

 

É essa mentalidade do "normal ter dívidas" que leva a uma sociedade em que, é preferível ter um telemóvel topo de gama a crédito, que um telemóvel básico sem dívidas. Que leva a que andemos a gastar o que não temos, até à ruptura. Que nos leva a pagar mais por um bem, a adiar para um dia incerto o pagamento e à angústia de não saber se podemos pagar.  

 

Não, definitivamente não me convencem que o cartão de crédito é o sinal de que vivemos numa classe média. Pelo contrário, necessitar dele é uma evidência que não vivemos. 

Programa Startup Portugal

Descontos, 09.03.16

Podem ler a notícia no Público: o governo tem um programa de apoio ao empreendedorismo. Não o conheço, mas sei o que gostaria que ele contivesse: remoção de barreiras ao empreendedorismo.

 

Se eu quisesse montar um pequeno negócio online ou outra actividade a trabalhar a partir de casa, as barreiras seriam imediatas:

- mínimos de pagamento da Segurança Social, independentemente de conseguir algum dinheiro nesse mês;

- regras tributárias tão complicadas e em constante mutação que tornam a actividade uma lotaria - basta desconhecer a obrigatoriedade de submeter um formulário qualquer, que se está sujeito a multas. 

 

Se estiver errada, por favor corrijam-me, até porque gostaria de estar errada. Juro. Bem gostaria de criar o meu próprio emprego, mas o Estado não quer.