Quando comecei a "tratar" de bonecas, uma das dicas mais valiosas, acabou por ser como recuperar cabelos que cá por casa são descritos como "ninho de ratos".
E não é nada difícil, só precisam de água a ferver, um pouco de amaciador de roupa e um pente que possa ser mergulhado na água quente.
Um dos truques é não mergulhar completamente a cabeça da boneca porque a água quente poderá danificar a cola que prende o cabelo.
Depois é pentear aos poucos, com o cabelo na água quente. Depois de experimentar vários métodos, achei que este era o que funcionava melhor.
Se acharem que o cabelo está muito sujo, uma pré-lavagem com um pouco de água e detergente da louça não lhe fará mal nenhum.
Para secar, o melhor é deixar a boneca ao alto, para que seque com a forma com que o cabelo deve ficar. Eu simplemente coloco a boneca num copo e deixo-a secar.
Depois da escovadela final, podem aparar alguns fios de cabelo que possam estar puxados.
Queria partilhar convosco, algo que me tem feito reflectir sobre as birras e pedinchices que as crianças fazem no supermercado, na zona de brinquedos.
A propósito do Natal, ouvi duas pessoas, completamente diferentes abordarem a questão da mesma forma: que a "birra" talvez só surja porque não lhes damos atenção ao que eles realmente querem, que é partilhar o seu entusiasmo por algo que viram e gostaram.
A sugestão é que, os adultos não achem que o "olha isto" é sempre um "eu quero" e que, em vez de responder com "tens muitos brinquedos em casa", respondam com "uau!, realmente é muito fixe".
E ainda que, se as crianças pedirem, respondam com um: "ok, vamos tirar uma foto (com telemóvel), para que, quando chegar o teu aniversário/Natal (o que vier primeiro), eu me lembre do que tu gostaste". E esperemos que nenhum segurança vos chateie.
É importante não prometer o brinquedo, até porque, nem sempre os itens estarão ao alcance da bolsa dos pais, mas também é verdade que provavelmente nunca mais se vão lembrar.
Realmente, fiquei a pensar que fazia muito sentido, colocar as coisas nessa perspectiva, até porque vejo muitas vezes as crianças pedirem essa atenção, que não é mais que o olhar da/o adulta/o na direcção daquilo que viram.
Se testarem a teoria, venham contar-me como correu.