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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Cortar nas despesas

07.06.21

Cortar as despesas não essenciais é uma acção-chave para eliminar dívidas e aumentar os rendimentos disponíveis.

 

Ainda na sequência do efeito "latte", decidi que era uma boa altura para cortar duas despesas não essenciais que, no fim do ano, não eram um valor desprezível.

 

A primeira, um capricho na forma da subscrição do domínio de um blog literário que me estava a custar mais de 20 €/ano. Acresce a isto o facto de eu "guardar" um outro domínio com o mesmo custo anual. 

Ou seja, estava a pagar 40€/ano.

 

Outra despesa, era a minha subscrição de um jornal (80 €/ano). Por muito que deseje apoiar jornalismo sério, neste momento, tenho de reduzir ao máximo as minhas despesas.

 

Por isso, decidi eliminar a subscrição do jornal e um dos domínios, poupando 100€/ano.

 

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Não posso dizer que foram duas despesas difíceis de cortar, já que, na verdade são despesas supérfluas, no grande esquema das coisas.

Poupei e paguei: lentes

11.05.21

Se me seguem no Instagram, provavelmente já saberão que há algumas semanas, uma rabanada de vento tirou-me os óculos da cara e lascou ambas as lentes, de forma significativa.

Como já há 3 anos que não trocava de lentes e como os números Covid abrandaram, senti-me com alguma segurança para ir a uma consulta num local sem ventilação.

E tinha mesmo de ir à consulta, porque já sentia que tinha de mudar de lentes.

 

Consulta feita, não só tive de mudar de lentes (olá progressivas!), como vim com um tratamento de gotas oculares para três meses (e um raspanete por não usar os óculos de sol).

 

Como em inúmeras coisas na vida, o que gastam, determina o quanto vão receber.

E parece que é assim com as lentes progressivas/multifocais: lentes com um campo de visão útil maior, são mais caras.

E ainda são mais caras por terem redução de espessura. Para ficarem com uma ideia: as lentes escuras não têm redução de espessura.

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Quando o funcionário abriu o catálogo e apontou para a lente que eu precisava, o preço era 485 €. Eu fiz rapidamente as contas a 4 lentes e senti as minhas poupanças a mingarem rapidamente.

As boas notícias viriam depois: desconto e oferta das lentes escuras (eu tenho fotofobia). O total não chegou a 800 €.

 

Eu não quis ver o preço das lentes mais económicas, com um menor campo de visão. Eu considero as minhas lentes um investimento na minha saúde.

Por isso tenho um envelope virtual de 50 €/mês para saúde, em especial para lentes, ginecologista e dentista.

 

Porque poupei, tinha para pagar quase o equivalente ao salário de um mês de trabalho.

Paz financeira.

Diário das minhas finanças pessoais - Fevereiro

01.03.21

Em Fevereiro, poupei bastante.

Os "disparates" poderiam ter sido poupados, mas senti a necessidade de transferir algum dinheiro para a economia, porque o posso fazer. 

 

As despesas:

Casa: 1 €

Na verdade é trabalho, porque tive de fazer umas impressões e por isso ultrapassei o meu limite de impressões grátis da HP.

Ultrapassei com UMA impressão!!! Que galo!

Agora vou estar atenta e no dia 22 vejo se tenho impressões grátis para gastar. Queria aproveitar para imprimir um molde de costura com 8 pgs. : )

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Telemóvel: 7,5 €

Eu tenho o hábito de desligar os dados, só ligando quando verdadeiramente necessito deles. Dessa forma, evito ultrapassar o crédito.

 

Luz/gás: 207,13 €

A conta da EDP, respeitante a dois meses (confesso que entre o confinamento e o frio, esperava um pouco pior).

O envelope da luz/gás é o meu preferido por ser uma despesa elevada. Tenho sempre esse dinheiro reservado, sem preocupações.

Apesar de ter tirado tanto dinheiro, tenho já 200€ no envelope (contando com o reforço de Março).

 

Supermercado: 90,94 €

Ainda um pouco acima do habitual, mas aceitável, tendo presente que a prioridade são as compras de proximidade e não posso/quero recorrer a promoções, como habitualmente.

 

Carro: 140,71 €

Apenas 32 € de gasolina, que praticamente não gastei.

Mas tive de voltar ao mecânico. Espero ser a última reparação dos próximos tempos.

 

Maluquices: 47.38 €

Inclui as revistas que passei a comprar para a minha mãe, um molde de costura (7.38 €) e alguns registo do euromilhõe ( 10€ eu me confesso... não consigo resistir aos mega jackpots).

 

Donativos: 37.99 €

Infelizmente, estamos num período em que este valor é pequeno para as necessidades.

 

Restauração: 12 €

Take Away.

 

Horta: 19,85€

Já gastei quase 20 € em substratos, sementes e plantas. Uma despesa que tenho de controlar, pois corro o risco de me entusiasmar com compras de impulso. Todas as compras foram feitas no comércio local... e quando digo local, refiro-me à minha freguesia. :)

 

Não houve grandes disparates.

A despesa extra com o carro saiu do rendimento mensal, sem necessidade de recorrer ao fundo de emergência.

Aliás, nestes dois meses, aproveitei para encher os valores anuais de alguns envelopes (vestuário e quotas), além de reforços do meu fundo de emergência e poupança-reforma.

Diário das minhas finanças pessoais - Janeiro

15.02.21

2021 chegou e continuamos em 2020.

Pelo menos é assim que me sinto.

 

Como estou em casa, simplifiquei as minhas finanças pessoais. Por exemplo, não anoto os gastos diários na padaria, simplesmente anoto 5 € semanais, seja ou não um valor real. É aproximado e isso basta-me.

 

Os meus gastos em Janeiro:

 

Quotas: 24 €

Contribuir para uma associação local que apoia idosos é, para mim, um acto de cidadania. Valor saído do envelope físico. 

 

Casa: 13,60 €

Tive de comprar uns auriculares novos e um rato para o escritório. Mas parte desse valor foi devolução de um rato avariado.

 

Telemóvel: 8,94 €

Confesso que não me recordo porque gastei mais do que a mensalidade (7.50 €). Penso que fiz uma chamada de donativo.

 

Saúde: €29,41

Máscaras, medicamento e afins.

 

Luz/gás: 25.50 €

Uma botija de gás. Valor saído do envelope físico. 

 

Supermercado: 160,05 €

Em Janeiro gastei o dobro do habitual.

Parte explica-se pelo facto de não estar a privilegiar as compras mais económicas, mas as de proximidade ou nos locais onde os meus pais desejam comprar (sou eu que faço as compras). 

Se acrescer a isso, o facto de custear as taxas de entrega e de me ter tornado uma comedora de fruta...

Ainda assim, muito acima do que eu esperava, tendo em conta que pouco mudei no meu consumo diário.

 

Carro: 3.40 €

Nem gasolina tive de meter. Surreal.

 

Maluquices: 24.54 €

Inclui as revistas que passei a comprar para a minha mãe (16€/mês).

 

Donativos: 30.85€

Infelizmente, estamos num período em que este valor é pequeno para as necessidades.

 

Restauração: 30€

Take Away mais uma sessão de castanhas assadas (pré-confinamento). Bons investimentos.

Confesso que não prefiro o take away à comida de casa, mas considero estar a fazer a minha parte para apoiar os restaurantes locais.

Por isso, não utilizo grandes cadeias, seja para a comida ou para as entregas.

 

Vestuário: 20€

Tive de comprar 3 calças de fato de treino. Uniforme para os novos tempos.

 

Não houve grandes disparates.

Fevereiro promete ser diferente porque me espera uma valente despesa com o carro. Mais uma reparação, a somar aos 500 € que gastei no ano passado.

Curtas

21.01.21

Good things come to those who go out and fucking earn it!

Autor/a desconhecido

 

 

Como estão?

Espero que as notícias de hoje, da suspensão das aulas, tenham sido um alívio, não mais uma provação.

 

Inscrevi-me em dois cursos de formação, mas não arrancaram na data prevista por falta de formandos.

Em confinamento, pode ser uma forma adicional de rendimentos: para desempregados pode dar direito a bolsa de formação e os empregados podem receber subsídio de refeição.

 

Com o evoluir da situação, nem consegui ir aos CTT para fazer os certificados de aforro e não me parece que vá num futuro próximo.

 

O meu segundo objectivo para Janeiro, era fotografar a minha colecção de selos, para tentar vender.

Ainda não comecei, mas não vou deixar de cumprir o objectivo.

 

Domingo é dia de votar.

Planeio estar lá 10 minutos antes da abertura das urnas, para evitar filas.

Se há uma coisa que os últimos 4 anos nos demonstraram, é o que acontece quando chegam os monstros ao poder. Não posso ficar em casa e ver a extrema direita e o fascismo a ganhar votos, mesmo que só nas presidenciais.

 

Entre romances, contos e novelas, já somo 10 leituras em Janeiro. Escolhi ler mais e não renovar a mensalidade grátis que recebi do Netflix, apesar de muito tentada.

 

É surreal pensar que estou (novamente) em teletrabalho há 3 meses. Sinto o tempo a passar sem marcas.

 

Coloquei-me a seguinte questão: o que vai marcar o teu mês de Janeiro?

Estou determinada a criar essa marca até ao final deste mês.

 

No choice is a choice. If you're not doing something about it, you're doing something about it.

Autor/a desconhecido

Qual é o custo mensal de um automóvel?

05.10.20

Há uns anos, se me perguntassem isso, eu responderia com o valor mensal do custo com gasolina, mas há muito que as contas são outras.

 

Sem contar com o custo de aquisição, eu contabilizo como custos mensais do meu carro:

- seguro automóvel;

- inspecção obrigatória;

- imposto de circulação;

- reparações e manutenção.

 

Para isso, calculo ou faço uma estimativa dos custos anuais e divido pelos doze meses do ano.

 

Por isso, além do que gasto mensalmente com gasolina, portagens e estacionamento, eu poupo 50€ por mês, para responder aos restantes gastos. Ou seja, 600€/ ano. Na prática, tenho faço uma transferência automática do salário, no início do mês, para uma conta poupança a prazo. É um mealheiro virtual.

 

Este ano, pela primeira vez, esse valor não foi suficiente. Em Agosto, esgotei a poupança "automóvel". 


Este ano, como reparações "extraordinárias" tive: bateria (140€), amortecedores da mala traseira (50€) e diversos (250€) e ainda me falta trocar um farol da frente + desempanar (bateram-me no carro, sem eu ver), sob pena de não passar na próxima inspecção.

 

Ora, considerando que em Novembro já tenho de pagar seguro e ainda tenho uma reparação de mais de 100€ para fazer, toda a minha poupança mensal está a ser encaminhada para o fundo de emergência para cobrir isso e outras despesas que surjam. 

 

Para simplificar, nem retiro os habituais 50€ para despesas com automóvel, simplesmente entram no fundo de emergência, no final do mês, com a restante poupança.

 

Em Setembro, poupei mais de 300 € do meu salário, além do que poupei para os envelopes. Esse valor foi totalmente depositado na minha conta de fundo de emergência.

Reset

07.08.20

A difficult lesson to learn Your most persistent d

Ultimamente tenho repensado as minhas finanças pessoais, nomeadamente sobre os motivos que resultaram num constante adiar de objectivos e metas.

 

A pandemia demonstrou que posso poupar mais, evitanto a restauração e "maluquices" e isso poderá trazer-me uma rápida reconstrução do meu fundo de emergência.

 

Por falar em fundo de emergência, esse e cerca de 400 € da minha poupança "reforma" foram utilizados para obras em casa, de modo a adaptá-la a pessoas com mobilidade reduzida. Ainda me faltam uns corrimões exteriores.

 

A "urgência" dessa obra também surgiu com a pandemia, que reforçou algumas ansiedades, como por exemplo a minha decisão se me exigissem voltar ao trabalho, quando eu considerasse ser demasiado arriscado para a minha mãe.

 

Estou a aproveitar este momento de calma para repensar algumas estratégias e rubricas no meu orçamento.

Penso que é o momento para isso, especialmente por não sabemos o que os próximos tempos nos trarão.

Diário das minhas finanças pessoais - Junho 2020

03.07.20

Como andam essas despesas mensais?

As minhas bem e recomendam-se.

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E perguntam... mas ainda não mudaste de rede tlm? Pois...ando esquecida, é o que é!

O supermercado está a voltar a níveis normais.

Já as maluquices, foi o saco onde enfiei muita coisa que não deveria estar aqui. Tenho que revisitar as rubricas e adequá-las a algumas alterações.

 

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Já as poupanças deste mês, foram excelentes, atingindo 50% do meu salário, o que é o meu ideal.

Se bem que estou a fazer um pouco de batota porque a saúde e o carro não são, na verdade, poupanças, mas despesas anuais para as quais estou a guardar a verba necessária.

 

Julho à vista

- espero que a máquina de lavar louça volte reparada (com a conta);

- se tudo correr bem, vou fazer uma pequena, mas importante obra na casa de banho, orçada em €1230;

- vou comprar uns patins usados para uma sobrinha, 15 €;

- vou gastar alguns dinheiro na reparação da bicicleta para outra sobrinha;

- quero reforçar o stock de bens alimentares e vou aproveitar as melhores promoções de cada semana de modo a poupar.

 

Por isso, acabaram-se as maluquices.

Julho é mês de apertar o cinto em tudo que não seja essencial. Preciso de poupar o máximo possível para a obra que, já de si, vai "comer" o meu fundo de emergência... outra vez.

Diário das minhas finanças pessoais - resumo

01.06.20

Não é que não fosse registando as despesas, nos últimos meses, mas a verdade é que optei por não me preocupar com isso, quando estava em casa. Tenho os registos diários, mas sei que têm buracos.

 

De relevo, os quase 300 € que gastei com o carro em Março. Duro, mas necessário. É para isso que serve a poupança mensal de 50 €: para cobrir despesas que inevitavelmente terei, no decurso de um ano.

Em poupanças para despesas anuais (saúde + carro) tenho cerca de 900 €.

 

Poupei IMENSO em gasolina. Gastei cerca de 80 €, desde o início de Março e tenho o tanque cheio. Também tenho um voucher de 25 € para gasolina, que já comprei no ano passado.

 

Naturalmente que também poupei em restauração, mas gastei mais em donativos e comprei alguns livros para ajudar pequenas livrarias independentes. Aqui, ficou mais ou menos equilibrado.

 

Tenho comprado cerca de 2 revistas por semana, para a minha mãe, que tem estado em confinamento estrito. Ou seja, o orçamento para prendas já bateu no tecto. Mas eu tenho margem e ela merece e precisa da distração.

 

Em poupança extra, para o meu fundo de emergência, foram mais de 400 €. Mas 70 € já foram para o picheleiro e estou a contar com uns 200 € para a reparação da máquina de lavar louça.

 

Gastei muito mais em supermercado. Notei que paguei mais pelo mesmo, até porque quase sempre me circunscrevi à mercearia local. Mas foram gastos feitos em tranquilidade. Muito grata por isso.

 

E já estamos em Junho...

Finanças pessoais em tempo de pandemia

07.05.20

Se estes dias forem passados com comida na mesa e os números continuarem a ser apenas números, então estamos com sorte.

 

Sorte por ter um emprego que continua a pagar o nosso salário, sorte porque não fomos (ou os nossos) atingidos pela doença e morte. Ou sorte por ter nascido numa família que me pode ceder uma casa livre de rendas, por exemplo.

 

Sinto-me igualmente grata pela sorte de ter nascido num estado social e democrático que tem conferido alguma protecção aos seus cidadãos, no âmbito desta pandemia.

 

A seguir à arbitrariedade da vida, entram as nossas escolhas pessoais e aí, sinto-me grata ter aprendido em tempo útil que era importante não ter créditos para pagar, ou mensalidades disto e daquilo. Também de que precisaria, para tempos mais duros, de ter um fundo de emergência.

 

A minha atitude catastrofista também me tem ajudado. Porque espero o pior, preparo-me para o pior e isso tem sido útil.

 

Mas o que dizer a outros, que não soe a moralismo ou vanglória?

 

Apenas me resta continuar a ser honesta nas partilhas, a tentar promover a ideia dos méritos de uma vida sem dívidas (algo em que acredito com paixão) e da frugalidade como caminho para uma vida mais livre.