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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

O desprezo pelo trabalho manual

Descontos, 02.09.19

Este ano tive de gastar as minhas férias para um período agudo de doença da minha mãe e por isso não tive férias, propriamente ditas.

 

No mês de Agosto, estive a trabalhar nas limpezas de um arquivo.

 

Quando que colocou a questão de quem iria fazer a tarefa, ouvi várias pessoas lamentarem que tivesse de ser eu a fazê-lo, que não achavam bem.

 

Infelizmente, o trabalho manual continua a ser percepcionado negativamente, mais que indesejável, é tido como degradante.

 

Antes de mais, fui eu que me ofereci para a tarefa. Primeiro porque não havia outra pessoa que eu confiasse, que fosse ter a sensibilidade para ter os cuidados que eu tive e depois porque iria ser eu a ter o trabalho de arranjar alguém e certificar-me que fariam o que precisava de ser feito.

 

Honestamente, era menos trabalho fazer, que encontrar quem o fizesse.

 

E enquanto todos sentiam pena de mim, eu considerei que era um excelente momento de pausa em que, estando a trabalhar, pude ouvir dois audiolivros.

 

Entre o menor trânsito, ter o edifício só para mim e estar a ouvir os meus livros, até acho que o meu querido mês de Agosto não foi nada mau.

Planear umas férias em casa (sem pôr o nariz fora da porta e de preferência na horizontal)

Descontos, 05.07.19

Para mim, planear umas férias em casa também implica desenhar dias de pachorrice, que poderão incluir uma ou várias das seguintes actividades.

 

1.

Ler livros físicos e digitais

É, sem dúvida, a minha actividade de lazer preferida. As férias costumam começar com o máximo de livros que possa requisitar na(s) biblioteca(s). E ainda os que tenho em casa, claro...

Além dos livros em suporte papel, tenho livros gratuitos do Kobo (gratuitos) e NetGalley (gratuitos) para ler.

Há outras fontes de livros gratuitos, mas estes são aqueles em que tenho leituras atrasadas.

 

2.

Ouvir livros e podcasts

Para aqueles dias em que até pegar no livro é cansativo, eu uso os ouvidos e ponho em dia os meus podcasts preferidos.

É também para os períodos de férias (verão e natal) que guardo as ofertas de períodos experimentais de vários serviços de audição de livros (o meu preferido é o Librivox, completamente gratuito e com imensa qualidade). 

Se tiver de escolher um serviço para ouvir durante 1 mês, a minha escolha é o Scribd.

 

3.

Filmes e séries

Durante o ano, vou gravado inúmeros filmes e séries que não tenho tempo de ver ou que dão muito tarde. Em férias, tenho sempre algo que merece umas horas em frente ao sofá.

Mais, a RTP Play tem já um enorme catálogo com séries completas e documentários que ainda não consegui ver.

É também em férias que aproveito para subscrever uma mensalidade do Netflix para ver algumas séries ou filmes mais desejados.

Embora, verdade seja dita, faço isso mais nas férias do natal, em que o tempo e o trânsito pedem o conforto do sofá.

Até porque, é geralmente no final do ano que a Netflix manda um email a oferecer uma mensalidade, porque há muito que não sabem de mim. :)

 

4.

Doces instantâneos

Eu sou uma gulosa e se o objectivo é não sair de casa, tenho de estar preparada com os ingredientes para os meus doces "instantâneos":

Bolo de chocolate na caneca (2 minutos)

Pipocas caramelizadas

Banana (caramelizada na frigideira, em papa de laranja com bolacha tipo maria, em gelado, etc.)

 

E claro, muitas sestas, mas também muito cuidado para manter o meu horário habitual de sono, senão as consequências são consideráveis (enxaquecas, enxaquecas, enxaquecas...).

Planear umas férias em casa

Descontos, 02.07.19

Segundo um estudo do IPDT, "entre junho e setembro 77% dos portugueses vão fazer férias fora de casa". Uau... é bastante... ou não!

É que parece que um terço dos portugueses mente sobre o seu destino de férias e cerca de 10% até publicaram nas redes sociais uma imagem falsa.

 

É muito fácil deixarmo-nos cair no descontentamento, na ideia que só as férias fora de casa são verdadeiras férias e constituem descanso.

 

E sim, não é fácil sentir que tivemos férias, quando a rotina é a mesma ou tudo parece idêntico.

 

Mas é igualmente verdade é que não precisamos de pagar por férias. Muitas vezes, é a inércia que nos faz não ter as merecidas férias.

Apesar de tudo, vivemos num local seguro, com bom tempo, muito bonito e em que o acesso a espaços públicos é facilitado.

 

Se estivermos num destino de férias, em regra não ficamos fechadas/os no hotel e vamos explorar a cidade e os locais públicos e/ou de entretenimento. Não há razão para não fazer o mesmo quando estamos em casa.

 

Sabiam que o nosso cérebro vive mais intensamente a antecipação que as memórias das férias (fonte)?

Ou seja, uma boa parte da felicidade associada às férias está na fase do seu planeamento (fonte).

 

Por isso e porque este ano não vou ter férias, mas uns dias "roubados" aqui e ali, comecei a procurar inspiração para ter uma sensação de férias.

 

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1.

Algo mental (inspiração)

Como não tenho com quem fazer umas noitadas de jogos de tabuleiros, vou fazer algo que adoro e faço muito pouco: puzzles. Há anos que comprei um puzzle de 2000 peças numa loja solidária e ainda não o montei.

Sem custo. Já tenho o puzzle.

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Algo mental memorável

Vou ler o Anna Karenina, de Liev Tolstói numa leitura partilhada. O meu primeiro calhamaço russo.

Sem custo. Já tenho o livro.

 

2.

Algo físico (inspiração)

Com a chegada do verão posso fazer umas caminhadas depois do jantar. Afinal de contas, vivo numa zona fantástica para isso.

Também pensei em utilizar um período de experimentação gratuita num qualquer ginásio, mas a perspectiva de uma caminhada pela praia ao pôr do sol, parece-me muito mais apelativa.

Sem custo. A praia é pública (por enquanto).

 

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Photo by Pedro Costa on Unsplash

 

 

Algo físico memorável

Subir a Torre dos Clérigos. São seis andares e mais de 200 degraus.

Planeio levar comigo a minha sobrinha mais velha.

Custo: €5/pessoa

 

3.

Fazer de turista na minha cidade

Vou aproveitar o 1º domingo do mês para visitar museus, mas terei de evitar o centro da cidade do Porto. É que está apinhado de turistas.

 

Um dos museus que não conheço e é fora da cidade é o Museu da Imprensa Nacional. Mesmo pagando, o bilhete é muito barato.

Custo: €2 (semana), €1 (fim de semana)

 

Vou tentar começar já a aproveitar os 1ºs domingos do mês para revisitar alguns. Aqui entra a fase do planeamento: ver o que está em exposição.

 

Vou consultar a programação do Ciência Viva no Verão 2019 e participar.

Das vezes em que fui (perto ou longe), fiquei sempre com a memória de experiências fantásticas: visita guiada ao Jardim Botânico do Porto durante a noite para ver as flores nocturnas, caminhada pela Serra da Freita, subida ao Farol de S. Pedro de Moel (em que me perdi no pinhal de Leiria)... 

 

4.

Cinema

Levar as miúdas ao cinema será a actividade mais custosa. Há sessões grátis que posso aproveitar, mas elas estavam com vontade de ir ver o Aladino e há imenso tempo que não saio com elas.

 

Para mim, confesso que prefiro pagar uma mensalidade da Netflix e fazer uma maratona de cinema com muitas pipocas à mistura.

 

5.

Entretenimento gratuito

Durante o verão há muita oferta cultural gratuita, organizada pelo Estado, Municípios, centros comerciais e até lojas.

 

O Marshopping tem concertos, magia, espectáculos infantis e tudo gratuito.

Também tenho de espreitar o programa cultural da FNAC, que me costuma interessar.

 

Ainda estou na fase de planeamento. Mas prometo que, no final do verão, quando me perguntarem o que fiz nas férias, vou ter muito que contar.

Orçamento de férias

Descontos, 07.09.16

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Não sei se se recordam, mas durante os primeiros 6 meses de 2016 fiz uma mini poupança para as férias. O meu objectivo era poupar €150. Um orçamento pequenino, mas está ao nível do tipo de férias que faço. 

 

Não tenho um resumo pormenorizado do que gastei durante as férias, mas o objectivo não era esse. Tinha o envelope e decidi destralhar o registo de despesas - férias são férias.

 

Os maiores gastos são mesmo em gasolina e portagens. Na verdade, pelas minhas contas, gastei mais de 120 euros nessas despesas - viagem ao Pinhão + a viagem a Santarém.

 

Feitas as contas, depois de somar o que tinha gasto fora do envelope de férias em Agosto + o que ultrapassei em Setembro, concluo que um valor mais realista para as minhas férias é de €200.

 

O valor deverá cobrir as despesas com dois grandes passeios + 1 ida ao cinema + refeições e extras. 

 

Por isso, vou já começar um envelope para as férias de 2017 com €16/mês.

Um passeio com muito calor no distrito de Santarém

Descontos, 07.09.16

Quando planeei a viagem, a previsão de tempo era para céu nublado e temperaturas a rondar os 24ºC. Mas o avançar da semana revelou temperaturas altas... altíssimas para a menina do litoral que há em mim. 

 

O passeio consistiu em visitar o Convento de Cristo em Tomar, o Castelo de Almourol em Vila Nova da Barquinha e Constância.

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Saímos do Porto muito cedo e só parámos em Tomar, junto ao Convento de Cristo. Não foi intencional, mas ao entrar na A13 fui confrontada com a inexistência de estações de serviço e muitas, muitas portagens virtuais.

Assim que chegamos, um reforço do pequeno almoço (bendita cafeína). Por ser o 1º domingo do mês, as entradas foram gratuitas. Mas o parque de estacionamento é pago (€1.80 / 2 horas), embora numa rua mais abaixo, tenha visto carros estacionados na berma. 

 

O que mais me impressionou no local foi uma estrutura que nunca tinha visto num espaço religioso, chamado charola. 

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Imagem: wikipédia

 

Depois, achei curioso ser confrontada com uma enorme "janela manuelina". A mesma que está em todos os manuais escolares e que sempre imaginei como sendo pequenina. 

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E vi gárgulas, muitas gárgulas...

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O local é magnífico e a pequenada adorou explorar, as escadas e o fresco da pedra é muito agradável.

 

Seguimos para o almoço. Tinha a morada para três locais muito próximos (a 5 minutos do convento): 2 churrasqueiras e 1 cadeia de fast food. Adivinhem o que a pequenada escolheu. ;)

 

Depois do almoço e de nos besuntarmos com o reforço do protector solar, avançamos para o Castelo de Almourol. Optamos pela visita não guiada (só travessia de barco, por €2.50/pessoa) por insegurança quanto a se chegaríamos a tempo. 

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A pequenada adorou, subiram à torre e sobreviveram. Eu confesso que não consegui, já a acusar os 38º que "sofri" no local. 

A visita seguinte foi à cafetaria do castelo, para uma pausa para gelados.

 

Uma das coisas que verifiquei é que levei muito pouca água para esse dia. Acabei por comprar uma garrafa de 1.5L fresca e gastar outra que me foi dada por uma amiga mais previdente. 

Uma boa estratégia, foi congelar metade da água das garrafas. Foram descongelado durante a manhã e assim a água ficou fresca durante mais tempo.

 

Depois seguimos para Constância, uma adorável vila que me pareceu estranhamente deserta. A pequenada aproveitou para um banho no Rio Zêzere. 

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Tive pena de já não ter tempo para visitar o Jardim-Horto de Camões.

 

Curiosamente, e apesar de terem um orçamento de €5.00/cada, para comprar uma lembrança, nenhuma das miúdas quis o que havia para vender. Menos tralhas.

 

Gastei €40 euros em gasolina e €31 em portagens. Não contabilizei os restantes gastos, limitando-me a utilizar o dinheiro do envelope férias. No final, tive de repor €15.00.

As minhas férias - 2

Descontos, 24.06.15

Uma das vantagens das férias a não fazer nada é poder poupar muito dinheiro: em alojamento, em viagens, em refeições.

 

Ora, isso não significa que não faça nada e não gaste nada. É que as férias a não fazer nada têm de ser interrompidas por dias a passear a família, com despesas em viagens e refeições. 

 

Outra coisa é o MEU entretenimento que, este ano passará por:

- compras que fiz em livros (já gastei o que tinha a gastar, agora estou proibida de comprar mais)

- compra que fiz em saldo MEO VideoClube Card (aproveitei as promoções de €10.00 por saldo de €20.00)

- uma ou mais idas ao cinema (tenho pontos no FastGalp para pelo menos 1 bilhete)

Na verdade, não conto gastar muito.

 

Para passear a família não fiz um orçamento. Aliás, nunca tive este valor em envelope porque varia muito e acaba por ser um reflexo de não gastar noutro sítios:

- não gasto gasolina para ir trabalhar - gasto para viajar

- não gasto dinheiro em restauração no trabalho - gasto para as saídas

 

Mais, como estou a poupar entre €100/€250 euros por mês, acho que esse valor é mais que suficiente para umas saídas. Ou seja, nunca ultrapasso o valor do salário mensal.

 

E porque não dar férias ao orçamento? Felizmente tenho um salário que mo permite e alguns anos de esforços de poupança, que me dão a paz de espírito para os extras.