Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Nem tudo que é grátis merece a nossa atenção

Descontos, 03.09.19

Eu comecei eu meu estilo de vida frugal associando a poupança ao grátis. Ou seja, eu poupava se conseguisse borlas e tudo que fizesse diminuir as minhas despesas, mantendo o meu "estilo de vida".

 

Por isso, comecei por pedir ofertas grátis na internet: umas impressões, um porta-chaves, umas amostras, ...

Depois, foram os "cempercente", os vales de desconto, os experimente grátis e os stocks com produtos ao preço ideal, os livros grátis da Amazon Kindle.

 

Agora, começo a sentir quem nem tudo o que é grátis merece a nossa atenção.

 

A minha frugalidade, actualmente, centrou-se no que realmente necessito e utilizo. Coisas como amostras e ofertas acabavam encostadas num canto do armário, sem utilidade, pelo que não se pode dizer que constituiam poupança.

 

Há também a questão da sustentabilidade ambiental.  Faz sentido pedir amostras, tendo em conta os seus custos ambientais (desde a produção, à embalagem e ao envio), para poupar uma quantidade mínima de creme? Eu preciso de um porta-chaves?

 

E que dizer da disponibilidade mental? Simplesmente já não tenho paciência para procurar e manter coisas que realmente não resultam numa melhoria para a minha vida.

 

Neste momento, a minha frugalidade é sinónimo de poupança de recursos, sejam esses os meus recursos financeiros, o meu tempo, ou os recursos do nosso planeta.

De outra forma, é puro desperdício.

Mobiliário Low Cost - a minha mesinha de cabeceira

Descontos, 24.01.19

Quando me apercebi que a minha mesinha de cabeceira e cómoda tinham bicho da madeira, tentei salvá-las. Porém, confesso que rapidamente desisti.

 

O que tinha na cómoda passou para dentro do guarda-vestidos (improvisei um organizador com caixas de cartão) e a mesinha de cabeceira foi substituída por duas caixas de cartão (que já tinha), que ainda por cima têm imensa arrumação.

IMG_20190124_133008_014.jpg

Neste momento, não equaciono comprar uma peça de mobiliário a que fique presa. Na verdade, estou seriamente a considerar eliminar as caixas.

 

O candeeiro, há muito que fixei na cama e fi-lo com peças do antigo. 

Mais recentemente, fiz um organizador para a cama, onde tenho espaço para o e-reader, um ou dois livros, um bloco de notas e lápis e até uns cremes. Um dia destes, mostro-vos como o fiz, utilizando amostras de tecidos, que uma loja de decoração descartou.

DSC_0182.JPG

Eu poderia ter comprado uma nova cómoda e mesinha de cabeceira. Não teria gasto mais de 100 euros nas duas peças. Mas neste momento, o objectivo é eliminar as caixas.

 

Cada despesa que faça é menos dinheiro que poupo e menos um objecto na casa, para arrumar, limpar ou arrastar para limpar o chão. 

 

Na ciência comportamental, frugalidade tem sido definida como a tendência a adquirir bens e serviços de forma contida, e utilização dos próprios bens económicos, recursos e serviços, para alcançar um objetivo de longo prazo. - Wikipédia

Até que ponto...

Descontos, 07.10.13

Neste momento estou a ver os extremos da frugalidade (ou da excentricidade), uns mais exigentes que outros:

 

- pedir restos de comida das mesas de outros clientes em restaurantes;

- procurar presentes em caixotes do lixo; 

- dividir rolos de papel higiénico de duas folhas em dois rolos;

- utilizar panos higiénicos em vez de papel (certamente implicará esforço, mas decididamente será muito mais confortável);

- comprar comida com prazos de validade ultrapassados;

- procurar moedas perdidas;

- apanhar ervas comestíveis para saladas, em parques;

- comer partes de animais menos "nobres";

- entrar num sistema de trocas (trocar a declamação de um poema por um donut é uma doçura).

 

 

Comecei com os habituais juízos de valor - como esse que fez quando leu a primeira estratégia. Sim cara/o leitor/a, estou a falar consigo.

 

Depois, atinge-me o verso da medalha: este homem e os seus extremos de frugalidade permitem-no proteger, alimentar e relocalizar milhares de cães. E começo a pensar se os meus pudores do que é socialmente aceitável serão assim tão válidos.

 

Muitas das atitudes que vi neste programa não são mais que actos que poderiam ser enquadrados numa atitude de consumo consciente e sustentabilidade: reutilizar, banir o descartável, consumir tudo o que é produzido, combater o desperdício.

 

Eu cá vou lavar os dentes com a pasta de dentes que está escondida no tubo ;)