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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Despesas inesperadas no orçamento anual

13.04.21

É regra de ouro criar um fundo de emergência para despesas inesperadas, mas a verdade é que muitas não são tão inesperadas como isso. É simplesmente a vida a acontecer.

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Esta semana fiquei com as lentes partidas porque uma rabanada de vento me atirou os óculos ao chão. Falar em inesperado.

 

Mas mudar de lentes de forma mais ou menos regular não é inesperado. E por isso, eu tenho um envelope virtual para onde transfiro 50 €/mês para despesas com saúde.

 

O mesmo acontece com o envelope virtual para manutenção do carro. Há despesas anuais com que contamos, mas também há avarias com que temos de contar.

Neste momento, excluindo gasolina e estacionamento, eu sei que preciso de cerca de 500 €/ano para cobrir as diversas despesas com o carro, desde inspecção, seguro e reparações.

E por isso, tenho que prever, essa despesa anual, no meu orçamento mensal. 

 

Ao instalar um sistema que me prepare para os imprevistos (tão certos com a morte e impostos), permite-me que esses momentos se tornem, no máximo, um inconveniente, em vez de um momento de desespero.

 

Photo by Khamkéo Vilaysing on Unsplash

Melhores finanças pessoais em 2020: Aumentar a poupança em 1%

15.01.20

Todos os anos tendo seguir a regra de aumentar as minhas poupanças em pelo menos 1% do meu salário.

 

Em 2019 o foco foi poupar para o fundo de emergência e este ano será aumentar essa poupança, de €20 para €40 por mês.

 

Se tudo correr bem, irei recuperar ainda em 2020 o primeiro nível do meu fundo de emergência e ficarei bem lançada para o segundo nível, que é o meu valor ideal.

Bom dia!

27.12.19

1.

Eu adoro blogs de finanças pessoais portugueses. E este é novinho em folha.

Bem-vinda à blogosfera, Maria e o seu Equilibrio da Precisão.

 

2.

Estou mortinha por começar a ronda de fim-de-ano/princípio-de-ano nas lojas solidárias.

Entre coisas "velhas" que são descartadas para dar espaço aos "novos" presentes de natal e as resoluções de novo ano, para destralhar a casa, eu apanho sempre algumas pechinhas. :)

 

a abundância das coisas, ainda que sejam boas, faz com que se não estimem

Miguel Cervantes - Dom Quixote de La Mancha

 

 

3.

Pensei em fazer um post todo xpto sobre quanto poupei na biblioteca, durante 2019. Ia colocar os valor dos livros e apresentar o valor total da poupança.

Infelizmente, alguns não estavam disponíveis para venda e acabei por perceber que iria perder muito tempo. Para simplificar, deixo as minhas requisições:

  • 23 livros lidos,
  • 5 livros não lidos (os últimos que trouxe),
  • e alguns que devolvi sem ler, porque tenho mais olhos que... ok... tenho de arranjar um dizer mais adequado a livros.

No mínino, poupei €300-€400, sem falar no sentimento de abundância, que a biblioteca pública nos permite.

Milhares e milhares de livro à nossa disposição, sem termos de nos preocupar com preços e quantidades.

 

frases-nao-e-da-abundancia-de-bens-que-brotam-riqu

 

 

4.

Acho importante fazer uma lista de coisas que gostaria de comprar em 2020. A minha tem duas colunas: quero e preciso.

Por exemplo, a minha lista de 2020 tem:

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Como os recursos são finitos, eu sei que se comprar um item da lista de "quero", terei de abdicar do item da lista de "preciso".

 

O ano de 2020, para mim, não tem alternativa. O reforço do fundo de emergência é a minha primeira e última prioridade, no que respeita a finanças pessoais.

A recuperar dinheiro perdido: Fundo de Emergência

20.02.19

Sinto-me como se tivesse voltado atrás no tempo. Há cerca de 1 ano, falava em recuperar o meu fundo de emergência, que tinha €1000. E aqui estou eu novamente.

 

Neste momento, o meu fundo de emergência tem apenas €510. Isto porque vendi um serviço de louça e poupei TODO o valor da venda. Também passei a considerar o fundo de emergência como uma dívida, com uma prestação mínima de €20.

 

Criei uma transferência automática de €20 para a conta-poupança do fundo de emergência e qualquer quantia que sobre no final do mês, é para lá encaminhada (uma espécie de orçamento zero).

 

Por isso, neste momento devo €490 ao fundo de emergência e, a não ser que haja alguma despesa surpresa, conto reforçá-lo no final do mês. Adoro meses curtinhos :)

Melhores finanças pessoais em 2019: Começar/aumentar a poupança com 1%

21.01.19

Uma das minhas decisões de final do ano foi retirar dos meus rendimentos disponíveis a quantia de €20 euros mensais para reforçar o meu fundo de emergência. Eu escolhi reforçar o fundo de emergência porque, não ter um, estava a causar-me muita ansiedade. 

 

Fi-lo inspirada em duas estratégias de poupança: o pouco é melhor que nada e que a poupança automática ao início do mês é a forma mais eficiente de poupar.

 

Por isso, se não têm uma poupança, porque não começar uma hoje, com 1% do vosso rendimento?

 

Seja para um fundo de emergência, para os presentes de natal ou para alocar ao pagamento antecipado de uma dívida, esses 1% devem ser retirados do vosso rendimento disponível no início do mês. Essa a principal estratégia para o sucesso.

 

Por exemplo, podem:

- pagamento pontual do vosso cartão de crédito que não interfira nas datas dos pagamentos regulares;

- fazer um depósito a prazo, com reforços automáticos para, no final do ano ou de X meses, utilizarem para fazer um pagamento extra de uma qualquer dívida; 

- fazer uma mini poupança para pagar uma despesa anual (desde o IMI, um seguro ou os manuais escolares);

- fazer uma mini poupança para umas férias;

- começar/reforçar o fundo de emergência;

... 

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Acção do dia: começar.

Financiar o fundo de emergência vendendo velhas aspirações

14.01.19

Eu sonhei ter um  lindo e colorido serviço de louça da Vista Alegre. E porque tinha familiares que gostavam de mim, fui recebendo, peça a peça, o sonhado serviço. 

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Mas a realidade é que raramente o usei, assim como um serviço de dezenas de copos (em que uma boa parte nunca saiu das caixas). Na verdade, ao desarrumar as caixas e caixinhas ainda encontrei peças que nem sabia que tinha.

 

Também encontrei no sotão dos meus pais um serviço de chá que recebi "para o enxoval", ainda em adolescente. Está na caixa em que me chegou - nunca foi usado. Já o ofereci a uma familiar.

 

Por vezes, temos de pura e simplesmente aceitar que mudamos. Os nossos gostos mudam, as nossas prioridades mudam.

 

O único obstáculo para me desfazer de tudo, era o sentimento de dever para quem mos ofereceu. Porém, a realidade é que as minhas prioridades também são outras e não estamos a falar de bens transmitidos entre gerações. Tudo foi comprado de novo para mim e não posso continuar a sentir-me refém de COISAS.

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O produto da venda foi convertida em fundo de emergência e o móvel onde tinha a louça foi doado.

Curiosamente, o móvel era a última peça de mobiliário de um conjunto de sala que, peça a peça, fui doando a um familiar.  

Foto de Dawid Zawiła - Unsplash

Fundo de emergência

10.06.16

Um estudo nos EUA concluiu que 63% dos norte americanos não possuem poupanças para cobrir uma despesa inesperada de 500 dólares (equivalente a cerca de €438).

 

Para pagar essa despesa, teriam de cortar despesas noutras áreas (23%), pagar com recurso a cartão de credito (15%) ou pedir emprestado a amigos ou familiares (15%).

 

Para mim, ter um fundo de emergência de 500-1000 euros tem sido a diferença entre a angústia e a paz de espírito. Se o carro ou o frigorífico avariarem, eu sei que tenho um balão de ar para poder fazer face a uma despesa inesperada. Já utilizei o fundo de emergência para poupar dinheiro, fazendo um pagamento anual e que resultou numa poupança anual de €80.

 

Para mim, o ideal para um fundo de emergência é mesmo os €1000 porque imagino que, uma emergência a sério. Por exemplo uma avaria grave do carro, poderia chegar a esse valor. E é dessas que eu tenho maior medo. 

 

Porém, o fundo de emergência poderá ser bem menor, por exemplo a pensar em contas da electricidade que inesperadamente são maiores do que antecipávamos. Ou, poderá ser de apenas o suficiente para uma ida à farmácia. 

 

Naturalmente não estou a pensar num fundo de emergência para situação de desemprego, que será um objectivo a longo prazo. 

 

Numa nota positiva, o estudo refere que 23% conseguiriam pagar esse valor apenas cortando em despesas supérfluas como restauração.

 

Não deixa de ser irónico, tendo em conta a minha experiência. Se arranjar coragem, somo os valores gastos em restauração, apenas no primeiro trimestre de 2016. 

A importância de um fundo de emergência

22.05.14

De acordo com a Eurostat (Pordata) 35,9% da população portuguesa não tem capacidade para assegurar o pagamento de despesas inesperadas. A percentagem refere-se a dados de 2012, sendo que em 2004 era apenas 19,5%.

 

Fazer um fundo de emergência foi das mais importantes estratégias de poupança que utilizei. Impedia que voltasse a recorrer ao cartão de crédito (com custos acrescidos) para pagar as despesas inesperadas, que na realidade, são tão certas como a morte.

 

Um fundo de emergência pagará aquela avaria do carro, o electrodoméstico que avariou, o período de baixa médica, um período de desemprego. Tudo dependerá da necessidade e do tamanho do fundo de emergência.

 

 

Um especialista financeiro dizia que 90% das emergências podem ser cobertas com um fundo de emergência de 1000 dólares (cerca de 740 euros). Eu diria que um fundo de emergência começa-se com um pouco de cada vez:

 

- se puder, tire imediatamente uma parcela do salário para o fundo de emergência (pode ser 5%, 10%, uma quantia certa... o que puderem); não ter o dinheiro acessível no saldo da conta, ajuda-me a controlar gastos;

 

- pense numa despesa que ainda consegue cortar (para mim foram os almoços no trabalho em que substituí a restauração pela marmita e os lanches por uma termos; foi a forma mais rápida que encontrei de poupar rapidamente uma elevada quantia de dinheiro);

 

- crie um envelope para um gasto que quer cortar, o dinheiro que sobrar no envelope reforçará o fundo de emergência.

 

-  venda artigos usados e sem utilidade;

 

- tente cortar uma despesa fixa (plano de telemóvel, televisão paga, ...; eu cortei em ambos e tenho um plano de chamadas sem carregamentos obrigatórios e em que pago €0.35 mal faça a 1ª chamada do dia [é um desincentivo] e cortei a TV cabo ).

 

 

No blog encontrarão diversos textos sobre o fundo de emergência (o meu e outros), bastará utilizar a caixa de pesquisa.

Como construir um orçamento anual - parte 4

09.04.14

Recapitulando, criamos as categorias, decidimos qual o orçamento de cada categoria (semanal a anual, conforme a despesa) e separamos de imediato o valor correspondente ao mês em curso: Abril.

 

Mas onde está a poupança?

 

A minha esperança é que, cumprindo o orçamento e tendo em conta que algumas despesas arredondei por cima (por exemplo o supermercado), comece a sobrar dinheiro. Mas em vez de o transferir para um valor global de poupança, ele começa a ser utilizado para antecipar o reforço mensal dos envelopes. 

 

No meu caso, decidi passar a ter dois fundos de emergência:

 

I) Imprevistos - €1 500 (o que já tinha) para uma emergência não antecipada ou demasiado cara; vai ter apenas um reforço mensal de €10.00.

 

II) Fundo de emergência/despesas - para onde irei direccionar as despesas anuais (por ex. automóvel) e as poupanças do orçamento.

 

 

O meu primeiro objectivo é conseguir poupar o equivalente a 3 meses de despesas

 

E como sou optimista, já decidi quais os primeiros envelopes a reforçar: saúde e veterinário. São duas despesas que não podem ser adiadas (quando necessárias) e nas quais não posso estar à espera de atingir o orçamento "anual".

 

Confesso que este novo método está a ser bastante motivante. Estou entusiasmada com a possibilidade de conseguir ter um fundo de emergência com correspondente a 3 meses de despesas, depois a 6... 

 

Quando estava a poupar para pagar as minhas dívidas, era tudo mais activo - aquele valor reflectia-se no decréscimo dos créditos, numa contagem decrescente. Havia um fim. 

 

Ultimamente o objectivo era não gastar com o propósito de reforçar o fundo de emergência a poupança para a reparação da casa, enquanto global. 

 

Agora volto a ter um objectivo de poupança mais concreto e mensurável.