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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

A recuperar dinheiro perdido: Fundo de Emergência

Descontos, 20.02.19

Sinto-me como se tivesse voltado atrás no tempo. Há cerca de 1 ano, falava em recuperar o meu fundo de emergência, que tinha €1000. E aqui estou eu novamente.

 

Neste momento, o meu fundo de emergência tem apenas €510. Isto porque vendi um serviço de louça e poupei TODO o valor da venda. Também passei a considerar o fundo de emergência como uma dívida, com uma prestação mínima de €20.

 

Criei uma transferência automática de €20 para a conta-poupança do fundo de emergência e qualquer quantia que sobre no final do mês, é para lá encaminhada (uma espécie de orçamento zero).

 

Por isso, neste momento devo €490 ao fundo de emergência e, a não ser que haja alguma despesa surpresa, conto reforçá-lo no final do mês. Adoro meses curtinhos :)

Melhores finanças pessoais em 2019: Começar/aumentar a poupança com 1%

Descontos, 21.01.19

Uma das minhas decisões de final do ano foi retirar dos meus rendimentos disponíveis a quantia de €20 euros mensais para reforçar o meu fundo de emergência. Eu escolhi reforçar o fundo de emergência porque, não ter um, estava a causar-me muita ansiedade. 

 

Fi-lo inspirada em duas estratégias de poupança: o pouco é melhor que nada e que a poupança automática ao início do mês é a forma mais eficiente de poupar.

 

Por isso, se não têm uma poupança, porque não começar uma hoje, com 1% do vosso rendimento?

 

Seja para um fundo de emergência, para os presentes de natal ou para alocar ao pagamento antecipado de uma dívida, esses 1% devem ser retirados do vosso rendimento disponível no início do mês. Essa a principal estratégia para o sucesso.

 

Por exemplo, podem:

- pagamento pontual do vosso cartão de crédito que não interfira nas datas dos pagamentos regulares;

- fazer um depósito a prazo, com reforços automáticos para, no final do ano ou de X meses, utilizarem para fazer um pagamento extra de uma qualquer dívida; 

- fazer uma mini poupança para pagar uma despesa anual (desde o IMI, um seguro ou os manuais escolares);

- fazer uma mini poupança para umas férias;

- começar/reforçar o fundo de emergência;

... 

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Acção do dia: começar.

Financiar o fundo de emergência vendendo velhas aspirações

Descontos, 14.01.19

Eu sonhei ter um  lindo e colorido serviço de louça da Vista Alegre. E porque tinha familiares que gostavam de mim, fui recebendo, peça a peça, o sonhado serviço. 

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Mas a realidade é que raramente o usei, assim como um serviço de dezenas de copos (em que uma boa parte nunca saiu das caixas). Na verdade, ao desarrumar as caixas e caixinhas ainda encontrei peças que nem sabia que tinha.

 

Também encontrei no sotão dos meus pais um serviço de chá que recebi "para o enxoval", ainda em adolescente. Está na caixa em que me chegou - nunca foi usado. Já o ofereci a uma familiar.

 

Por vezes, temos de pura e simplesmente aceitar que mudamos. Os nossos gostos mudam, as nossas prioridades mudam.

 

O único obstáculo para me desfazer de tudo, era o sentimento de dever para quem mos ofereceu. Porém, a realidade é que as minhas prioridades também são outras e não estamos a falar de bens transmitidos entre gerações. Tudo foi comprado de novo para mim e não posso continuar a sentir-me refém de COISAS.

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O produto da venda foi convertida em fundo de emergência e o móvel onde tinha a louça foi doado.

Curiosamente, o móvel era a última peça de mobiliário de um conjunto de sala que, peça a peça, fui doando a um familiar.  

Foto de Dawid Zawiła - Unsplash

Fundo de emergência

Descontos, 10.06.16

Um estudo nos EUA concluiu que 63% dos norte americanos não possuem poupanças para cobrir uma despesa inesperada de 500 dólares (equivalente a cerca de €438).

 

Para pagar essa despesa, teriam de cortar despesas noutras áreas (23%), pagar com recurso a cartão de credito (15%) ou pedir emprestado a amigos ou familiares (15%).

 

Para mim, ter um fundo de emergência de 500-1000 euros tem sido a diferença entre a angústia e a paz de espírito. Se o carro ou o frigorífico avariarem, eu sei que tenho um balão de ar para poder fazer face a uma despesa inesperada. Já utilizei o fundo de emergência para poupar dinheiro, fazendo um pagamento anual e que resultou numa poupança anual de €80.

 

Para mim, o ideal para um fundo de emergência é mesmo os €1000 porque imagino que, uma emergência a sério. Por exemplo uma avaria grave do carro, poderia chegar a esse valor. E é dessas que eu tenho maior medo. 

 

Porém, o fundo de emergência poderá ser bem menor, por exemplo a pensar em contas da electricidade que inesperadamente são maiores do que antecipávamos. Ou, poderá ser de apenas o suficiente para uma ida à farmácia. 

 

Naturalmente não estou a pensar num fundo de emergência para situação de desemprego, que será um objectivo a longo prazo. 

 

Numa nota positiva, o estudo refere que 23% conseguiriam pagar esse valor apenas cortando em despesas supérfluas como restauração.

 

Não deixa de ser irónico, tendo em conta a minha experiência. Se arranjar coragem, somo os valores gastos em restauração, apenas no primeiro trimestre de 2016. 

A importância de um fundo de emergência

Descontos, 22.05.14

De acordo com a Eurostat (Pordata) 35,9% da população portuguesa não tem capacidade para assegurar o pagamento de despesas inesperadas. A percentagem refere-se a dados de 2012, sendo que em 2004 era apenas 19,5%.

 

Fazer um fundo de emergência foi das mais importantes estratégias de poupança que utilizei. Impedia que voltasse a recorrer ao cartão de crédito (com custos acrescidos) para pagar as despesas inesperadas, que na realidade, são tão certas como a morte.

 

Um fundo de emergência pagará aquela avaria do carro, o electrodoméstico que avariou, o período de baixa médica, um período de desemprego. Tudo dependerá da necessidade e do tamanho do fundo de emergência.

 

 

Um especialista financeiro dizia que 90% das emergências podem ser cobertas com um fundo de emergência de 1000 dólares (cerca de 740 euros). Eu diria que um fundo de emergência começa-se com um pouco de cada vez:

 

- se puder, tire imediatamente uma parcela do salário para o fundo de emergência (pode ser 5%, 10%, uma quantia certa... o que puderem); não ter o dinheiro acessível no saldo da conta, ajuda-me a controlar gastos;

 

- pense numa despesa que ainda consegue cortar (para mim foram os almoços no trabalho em que substituí a restauração pela marmita e os lanches por uma termos; foi a forma mais rápida que encontrei de poupar rapidamente uma elevada quantia de dinheiro);

 

- crie um envelope para um gasto que quer cortar, o dinheiro que sobrar no envelope reforçará o fundo de emergência.

 

-  venda artigos usados e sem utilidade;

 

- tente cortar uma despesa fixa (plano de telemóvel, televisão paga, ...; eu cortei em ambos e tenho um plano de chamadas sem carregamentos obrigatórios e em que pago €0.35 mal faça a 1ª chamada do dia [é um desincentivo] e cortei a TV cabo ).

 

 

No blog encontrarão diversos textos sobre o fundo de emergência (o meu e outros), bastará utilizar a caixa de pesquisa.

Como construir um orçamento anual - parte 4

Descontos, 09.04.14

Recapitulando, criamos as categorias, decidimos qual o orçamento de cada categoria (semanal a anual, conforme a despesa) e separamos de imediato o valor correspondente ao mês em curso: Abril.

 

Mas onde está a poupança?

 

A minha esperança é que, cumprindo o orçamento e tendo em conta que algumas despesas arredondei por cima (por exemplo o supermercado), comece a sobrar dinheiro. Mas em vez de o transferir para um valor global de poupança, ele começa a ser utilizado para antecipar o reforço mensal dos envelopes. 

 

No meu caso, decidi passar a ter dois fundos de emergência:

 

I) Imprevistos - €1 500 (o que já tinha) para uma emergência não antecipada ou demasiado cara; vai ter apenas um reforço mensal de €10.00.

 

II) Fundo de emergência/despesas - para onde irei direccionar as despesas anuais (por ex. automóvel) e as poupanças do orçamento.

 

 

O meu primeiro objectivo é conseguir poupar o equivalente a 3 meses de despesas

 

E como sou optimista, já decidi quais os primeiros envelopes a reforçar: saúde e veterinário. São duas despesas que não podem ser adiadas (quando necessárias) e nas quais não posso estar à espera de atingir o orçamento "anual".

 

Confesso que este novo método está a ser bastante motivante. Estou entusiasmada com a possibilidade de conseguir ter um fundo de emergência com correspondente a 3 meses de despesas, depois a 6... 

 

Quando estava a poupar para pagar as minhas dívidas, era tudo mais activo - aquele valor reflectia-se no decréscimo dos créditos, numa contagem decrescente. Havia um fim. 

 

Ultimamente o objectivo era não gastar com o propósito de reforçar o fundo de emergência a poupança para a reparação da casa, enquanto global. 

 

Agora volto a ter um objectivo de poupança mais concreto e mensurável.