Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

O que não mudares, é uma escolha

Descontos, 03.01.20

Esta frase li-a ou ouvi-a algures*. Não a consegui esquecer, entre uma censura e uma chamada à acção.

 

Que fique claro que só considero esta frase aplicável a quem realmente tem poder de escolha. Há quem não tenha outra escolha, senão sobreviver no dia-a-dia, seja em razão de pobreza ou de doença.

 

Mas muito provavelmente, quer lê este texto tem (como eu) margem nas suas vidas para fazer escolhas, nomeadamente quanto às suas finanças pessoais.

 

Gastar €30/mês em restauração, em vez de o poupar para um fundo de emergência, é uma escolha. Gastar uma média de €30/mês em "maluquices", em vez de apenas €10/mês, é uma escolha. Pode não ser uma escolha boa ou consciente, mas é uma escolha.

 

Quando faço o balanço de 2019, é inevitável pensar nas boas e más escolhas que fiz durante o ano. O saldo, acaba por reflecti-las. 

 

Por isso, coloco-me a questão: que escolhas vou fazer em 2020?

Como isso se reflecte no meu orçamento mensal?

 

* (Encontrei uma frase semelhante, atribuída a Laurie Buchanan: "whatever you are not changing, you are choosing")

Holly Butcher

Descontos, 09.01.18

Aposto que leram o título e pensaram... quem? O que precisam de saber, por mim, é que Holly Butcher tinha 27 anos, quando morreu com cancro, há 5 dias atrás.  

 

O resto, deixo para as suas palavras, que tentei traduzir, espero que sem cometer graves erros. 

 

Um pouco de conselhos de vida da Hol:

É estranho perceber e aceitar a mortalidade aos 26 anos de idade. É apenas uma dessas coisas que ignoras. Os dias passam e tu esperas que eles continuem a chegar, até o inesperado acontecer. Eu sempre me imaginei envelhecer, com rugas e cabelos brancos - provavelmente causados pela linda família (muitas crianças), que planeei construir com o amor da minha vida. Eu quero tanto isso que dói.

É isso a vida: é frágil, preciosa e imprevisível e cada dia é um presente, não um direito.

Tenho 27 anos agora. Eu não quero ir. Eu amo minha vida. Estou feliz .. Eu devo isso aos meus entes queridos. Mas o controle está fora de minhas mãos.

(...)

Eu só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com os pequenos stresses sem sentido e tentem lembrar-se que todos nós temos o mesmo destino, depois de tudo. Assim, faz o que puderes para sentir que o seu tempo vale a pena e é óptimo, menos a porcaria.

(...)

 

 

Investimento para pobres, segundo Bill Gates

Descontos, 22.07.16

Bill Gates não é só o homem mais rico do mundo (ou era), é também um filantropo que acaba de anunciar um investimento de 5 mil milhões (5.000.000.000) de dólares em projectos de desenvolvimento em África. 

 

Recentemente, escreveu no seu blog que, se vivesse com 2 dólares por dia (cerca de 1 bilião de pessoas vive com esse orçamento), investiria em galinhas.

 

Os seus argumentos são:

  • são fáceis e económicas de manter;
  • são um bom investimento (em carne, ovos e com bom potencial de multiplicação);
  • são uma fonte de saúde (porque os ovos são ricos em proteína e nutrientes, podendo ser uma forma de combater a má nutrição que é uma realidade para muitos);
  • são uma forma de empoderar mulheres (porque são uma animal pequeno, de fácil manutenção e que geralmente é criado junto à habitação).

Por falar em investimentos, é precisamente um dos projectos da sua fundação: conseguir aumentar o mercado/sistema de galinhas vacinadas e adequadas ao local onde estão instaladas, ao mesmo tempo que cria condições para que agricultores tenham um mercado para a sua produção de ração de galinhas. 

 

As galinhas como ferramenta de combate à pobreza não é uma ideia nova, mas é boa.

Um outro diário...

Descontos, 12.06.14

Enquanto não faço o post "não cometam os meus erros no que respeita a obras em casa", o destaque dos sapinhos obriga-me a uma história mais positiva.

 

É a história da Ana e do António (nomes fictícios), que sempre se consideraram bem na vida: um bom apartamento (com hipoteca, claro), alguns carimbos no passaporte, 2 belos carros, um belo plasma, gadgets e alguns pagamentos em dia nos cartões de crédito. E como eram atinados, possuíam algumas poupanças. Eram "consumidores bem comportados" (palavras da Ana) que compravam bastante e pagavam em tempo. 

 

Até que (há sempre um "até que") chegaram a pequena Carla e o pequeno Daniel (uma surpresa para os papás). Os impulsos de casal jovem e descomplicado foram sendo substituídos pelas naturais responsabilidades e despesas de casal com 2 filhos (e um cão). 

 

A Ana ficou desempregada e o casal não teve pelos ajustes, liquidando todos os créditos com o montante disponível nas poupanças. O bom salário do António permitia fazer face às despesas correntes; a vida ia sendo levada, sem desvarios e com muita cautela.

 

O surpreendente aconteceu a seguir. Junto à casa dos pais da Ana e do António (não vos contei que cresceram juntos, pois não?) ficou disponível uma habitação que era a resposta às novas prioridades do casal: um casa com terreno amplo, numa zona sossegada, com escola por perto e próximo dos pais de ambos. Era a casa dos (novos) sonhos.

 

Mas a situação era desencorajadora: casa hipotecada, mercado imobiliário saturado e desemprego de um dos membros do casal, determinaria o fim desta história. 

 

O fim foi diferente do que seria de prever, porque este casal decidiu concretizar o sonho de comprar a sua casa e não pouparam esforços:

- venderam gadgets e mobiliário excedente;

- venderam um dos carros (poupando adicionalmente as despesas habituais - de assistência a seguros);

- pouparam todos os tostões;

- aplicaram toda a poupança em amortizações antecipadas da hipoteca (que fizeram descer o valor das prestações mensais e do capital em dívida);

- acordaram com o vendedor arrendar a casa de sonho em troca da promessa de que esses valores fossem deduzidos no valor acordado para a compra (se essa não se concretizasse no prazo acordado, ficaria para o vendedor a título de rendas);

- colocaram o seu apartamento à venda (com mobiliário e decoração incluídos);

- mudaram-se para uma casa a necessitar de pinturas e outras obras, mobiliário oferecido por familiares e amigos (há sempre quem tenha uma coisa em casa que não necessite);

- continuaram a poupar, com a renovação em mente.

 

O final feliz: a Ana e o António demoraram pouco mais de 6 meses a vender o apartamento. Compraram a nova casa que ainda precisa de muitas obras ("quando deixo de poder olhar para o papel de parede, vou para o jardim").

 

 

O que tenho eu com esta história? Um dia sugeri à Ana que tentasse amortizar a hipoteca mais rapidamente para que pudesse comprar a próxima casa de sonho que surgisse. Juro que foram apenas palavras de incentivo - literalmente conversa de café - , aliadas a alguma acção para que sentisse que dependia dela... mal eu sabia... 

Movimento "casas pequeninas"

Descontos, 13.10.13

Não, não é piada. Há mesmo um movimento denominado de Tiny House que se traduzirá por casa pequenina. O vídeo retrata a experiência de im adolescente que decidiu construir a sua. 

 

No fundo, é a tentativa de fugir a uma vivência de dívida com hipoteca.

 

E a casa terminada está aqui: youtube
Aqui têm uma visita guiada a uma outra casa pequenina: youtube