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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

09
Jan18

Holly Butcher

Descontos

Aposto que leram o título e pensaram... quem? O que precisam de saber, por mim, é que Holly Butcher tinha 27 anos, quando morreu com cancro, há 5 dias atrás.  

 

O resto, deixo para as suas palavras, que tentei traduzir, espero que sem cometer graves erros. 

 

Um pouco de conselhos de vida da Hol:

É estranho perceber e aceitar a mortalidade aos 26 anos de idade. É apenas uma dessas coisas que ignoras. Os dias passam e tu esperas que eles continuem a chegar, até o inesperado acontecer. Eu sempre me imaginei envelhecer, com rugas e cabelos brancos - provavelmente causados pela linda família (muitas crianças), que planeei construir com o amor da minha vida. Eu quero tanto isso que dói.

É isso a vida: é frágil, preciosa e imprevisível e cada dia é um presente, não um direito.

Tenho 27 anos agora. Eu não quero ir. Eu amo minha vida. Estou feliz .. Eu devo isso aos meus entes queridos. Mas o controle está fora de minhas mãos.

(...)

Eu só quero que as pessoas parem de se preocupar tanto com os pequenos stresses sem sentido e tentem lembrar-se que todos nós temos o mesmo destino, depois de tudo. Assim, faz o que puderes para sentir que o seu tempo vale a pena e é óptimo, menos a porcaria.

(...)

 

 

22
Jul16

Investimento para pobres, segundo Bill Gates

Descontos

Bill Gates não é só o homem mais rico do mundo (ou era), é também um filantropo que acaba de anunciar um investimento de 5 mil milhões (5.000.000.000) de dólares em projectos de desenvolvimento em África. 

 

Recentemente, escreveu no seu blog que, se vivesse com 2 dólares por dia (cerca de 1 bilião de pessoas vive com esse orçamento), investiria em galinhas.

 

Os seus argumentos são:

  • são fáceis e económicas de manter;
  • são um bom investimento (em carne, ovos e com bom potencial de multiplicação);
  • são uma fonte de saúde (porque os ovos são ricos em proteína e nutrientes, podendo ser uma forma de combater a má nutrição que é uma realidade para muitos);
  • são uma forma de empoderar mulheres (porque são uma animal pequeno, de fácil manutenção e que geralmente é criado junto à habitação).

Por falar em investimentos, é precisamente um dos projectos da sua fundação: conseguir aumentar o mercado/sistema de galinhas vacinadas e adequadas ao local onde estão instaladas, ao mesmo tempo que cria condições para que agricultores tenham um mercado para a sua produção de ração de galinhas. 

 

As galinhas como ferramenta de combate à pobreza não é uma ideia nova, mas é boa.

12
Jun14

Um outro diário...

Descontos

Enquanto não faço o post "não cometam os meus erros no que respeita a obras em casa", o destaque dos sapinhos obriga-me a uma história mais positiva.

 

É a história da Ana e do António (nomes fictícios), que sempre se consideraram bem na vida: um bom apartamento (com hipoteca, claro), alguns carimbos no passaporte, 2 belos carros, um belo plasma, gadgets e alguns pagamentos em dia nos cartões de crédito. E como eram atinados, possuíam algumas poupanças. Eram "consumidores bem comportados" (palavras da Ana) que compravam bastante e pagavam em tempo. 

 

Até que (há sempre um "até que") chegaram a pequena Carla e o pequeno Daniel (uma surpresa para os papás). Os impulsos de casal jovem e descomplicado foram sendo substituídos pelas naturais responsabilidades e despesas de casal com 2 filhos (e um cão). 

 

A Ana ficou desempregada e o casal não teve pelos ajustes, liquidando todos os créditos com o montante disponível nas poupanças. O bom salário do António permitia fazer face às despesas correntes; a vida ia sendo levada, sem desvarios e com muita cautela.

 

O surpreendente aconteceu a seguir. Junto à casa dos pais da Ana e do António (não vos contei que cresceram juntos, pois não?) ficou disponível uma habitação que era a resposta às novas prioridades do casal: um casa com terreno amplo, numa zona sossegada, com escola por perto e próximo dos pais de ambos. Era a casa dos (novos) sonhos.

 

Mas a situação era desencorajadora: casa hipotecada, mercado imobiliário saturado e desemprego de um dos membros do casal, determinaria o fim desta história. 

 

O fim foi diferente do que seria de prever, porque este casal decidiu concretizar o sonho de comprar a sua casa e não pouparam esforços:

- venderam gadgets e mobiliário excedente;

- venderam um dos carros (poupando adicionalmente as despesas habituais - de assistência a seguros);

- pouparam todos os tostões;

- aplicaram toda a poupança em amortizações antecipadas da hipoteca (que fizeram descer o valor das prestações mensais e do capital em dívida);

- acordaram com o vendedor arrendar a casa de sonho em troca da promessa de que esses valores fossem deduzidos no valor acordado para a compra (se essa não se concretizasse no prazo acordado, ficaria para o vendedor a título de rendas);

- colocaram o seu apartamento à venda (com mobiliário e decoração incluídos);

- mudaram-se para uma casa a necessitar de pinturas e outras obras, mobiliário oferecido por familiares e amigos (há sempre quem tenha uma coisa em casa que não necessite);

- continuaram a poupar, com a renovação em mente.

 

O final feliz: a Ana e o António demoraram pouco mais de 6 meses a vender o apartamento. Compraram a nova casa que ainda precisa de muitas obras ("quando deixo de poder olhar para o papel de parede, vou para o jardim").

 

 

O que tenho eu com esta história? Um dia sugeri à Ana que tentasse amortizar a hipoteca mais rapidamente para que pudesse comprar a próxima casa de sonho que surgisse. Juro que foram apenas palavras de incentivo - literalmente conversa de café - , aliadas a alguma acção para que sentisse que dependia dela... mal eu sabia... 

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