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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Até nos depósitos estamos a perder dinheiro

Os portugueses preferem cada vez mais ter o dinheiro na conta à ordem do que aplicado em depósitos a prazo.

 

Esta notícia não surpreende de todo. E a preferência é muito relativa, já que os depósitos a prazo pouco ou nada rendem, pelo que entre estar à ordem e estar numa conta a prazo, pode dever-se a pura inércia. 

 

Na verdade, e como bem conclui o artigo, como a inflação é superior ao que poderíamos obter nos depósitos a prazo, o que poupamos, está a desvalorizar-se

 

 Eu tenho dinheiro a prazo, mas apenas porque utilizo esses depósitos como "envelopes" virtuais das minhas rubricas de despesas. Uso-os como forma de controlar despesas e não como investimento.

 

Comigo , funciona a vários níveis: dá-me paz financeira quando vejo o dinheiro das despesas anuais já amealhado e é um lembrete constante para viver apenas com o salário desse mês.

Mais, como retiro à cabeça o que poupo para a reforma, acaba por tornar essa poupança a prioridade, em vez de uma poupança em segundo plano... com o que sobrar. 

Quando não ir é o melhor remédio

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Eu encontro motivação e inspiração para continuar, ao ler blogs e a ouvir podcasts sobre finanças pessoais. E não é incomum ouvir mensagens contraditórias.

 

Por exemplo, sobre o papel do sentimento de culpa na motivação para a mudança de hábitos. Os gurus da psicologia positiva advertem-nos que devemos avançar, "não chorar sobre o leite derramado". Tenho tentado fazer isso, mas isso é depois, mas e antes?

 

O sentimento de culpa que nos acomete, quando vamos comprar aquilo que sabemos que não deveríamos, em vez de afastado deve ser alimentado.

 

Este enquadra-se no grupo de instintos que têm uma função e não são ilógicos ou irracionais, mas transformam-se em experiências e aprendizagens. 

 

Por exemplo, alguém que tem uma alergia a um ingrediente, instintivamente recusará alguns alimentos. Isso não é irracional ou ilógico. Porque sabe que, se comer, pode ficar doente.

 

É o mesmo com as compras, se temos um grilinho a dizer para não ir a determinado local, a dizer para não comprar determinado objecto, porque depois haverá consequências, devemos alimentar esse sentimento, em vez de o afastar.

 

É por isso que na hora de almoço, vou passear para a biblioteca, em vez do centro comercial ou a rua comercial. Na biblioteca, é tudo grátis. Também tenho evitado, ao máximo, ir a uma loja comercial onde acabo sempre por comprar livros.

 

Se sabemos que, indo a determinado local, vamos gastar mais dinheiro, o melhor é começar a evitá-lo. 

 

Mentalidade gastadora

No final desta semana fiz contas aos gastos semanais. Como só gastei €0.80 na rubrica restauração, a primeira coisa que me veio à mente é que sobravam €9.20 para gastar. 

 

E aí está o problema.

 

Sinto que não sou a única. Quando recebemos dinheiro extra, pensamos na poupança acrescida ou no consumo extra que pudemos fazer?

 

A primeira reacção, face a dinheiro extra, é "onde posso gastar?". Sinto que necessito constante auto-vigilância

 

No domingo fui à restauração, mas utilizei um cupão de 100% de desconto e o dinheiro que sobrou desta semana tem um destino: mealheiro para um

 

Por isso é que tento sempre ter um destino para a poupança, para me recordar o meu objectivo de poupança. O que poupo na restauração, vai para o meu mealheiro de entretenimento.