Como havia referido, hoje teria de preparar os brócolos que comprei para congelação. Eu adoro brócolos e cozinho-os de duas formas: salteados num pouco de azeite e cozidos.
Os meus brócolos para congelação são separados em três partes:
- talos para sopa
- ramalhetes pequenos para estufar (se não forem suficientemente pequenos, corto-os ao meio a dou um golpe no talo)
- ramalhetes grandes para cozer
Os talos para sopa são cortados em pedaços (serão cozidos com a batata), meramente lavados.
Os ramalhetes são passados por água a ferver, antes de congelar.
A minha marmita foi feita para aproveitar o facto de estar com os brócolos à mão. Afinal de contas, amanhã é dia sem carne. É uma solução bastante rápida até para uma preparação de emergência. É perfeitamente exequível enquanto tomamos o pequeno almoço e nos vestimos.
Ligo a chaleira eléctrica.
Deito a água a ferver sobre os brócolos e deixo-os durante cerca de 10 minutos (ao meu gosto).
Coloco os brócolos numa frigideira antiaderente com um fio de azeite.
Bato dois ovos.
Quando os brócolos estiverem estufados - para o meu palato, são 5 minutos - retire-os para um recipiente. Verta na frigideira os ovos batidos e faça uma omolete ou ovos mexidos.
Pronto!
Tempere a gosto (eu gosto de estufar os brócolos com uma cabeça de alho picado) ou adite outros ingredientes.
Tenho de confessar: estou a namorar esta lancheira. É tão linda! E que dizer das dimensões (ao contrário das que uso que foram feitas para congelados grandes), estreita e prática para levar até o lanche das miúdas.
Sim, estou mesmo a namorar esta lancheira. Definitivamente um "quero" que é um "não preciso". Bolas!
Mas para quem precisa de materiais, definitivamente uma boa compra, embora quisesse sempre verificar se os plásticos das caixas interiores são livres de BPA (para serem seguros na utilização de microondas).
Este fim de semana preparo-me para cozinhar para a marmita ou congelador, tentando compensar algumas falhas minhas:
- vou fazer iogurtes caseiros na minha iogurteira;
- vou fazer compota de maçã (na máquina de fazer pão);
- vou cozer feijão preto para fazer um estufado com peru e legumes, para poder utilizar na confecção de burritos, para depois congelar (as tortilhas estão a passar o prazo de validade);
- vou fazer copos de aveia (basicamente consiste em colocar leite e aveia num copo e deixar no frigorífico);
- vou congelar brócolos (já cortados em pés menores, prontos a usar), depois de aproveitar a promoção no Pingo Doce (comprei cerca de 700 gr).
Na verdade, uma boa parte das tarefas são de mera preparação, mas terão um grande impacto em futuras refeições. Com efeito, o facto de não jantar em casa tem resultado em gastos em almoços ou até em substituir almoços por pseudo-almoços (quanto pior o tempo, menor a probabilidade de eu sair para almoçar).
E é aqui que eu queria chegar:
Mesmo sem as sobras (intencionais) da noite anterior é possível fazer uma marmita:
- iogurtes caseiros e copos de aveia (com leite) são sempre uma boa fonte de proteína e os últimos têm fibra e são muito saciantes;
- com uma máquina de pão, é sempre possível fazer uma sande (muito mais saudável que os lanches ou croissants do café da esquina, certo menina Cristina?);
- levar fruta;
- levar bebidas (quentes ou frias).
E para não falar de refeições ultra rápidas que se podem fazer pela manhã em poucos minutos:
- massa cozida com brócolos e queijo mozarela (aquecer a água na chaleira, colocar num tacho a massa e os brócolos até a massa cozer, escorro e coloco mozarela por cima)
- massa cozida com salsichas e natas (aquecer água na chaleira, colocar num tacho a massa e numa taça as salsichas em água quente; escorrer tudo e colocar um pouco de natas e tempero, cozinhar as natas 1 ou 2 minutos)
- esparguete cozido com cogumelos (aquecer a água na chaleira, colocar num tacho a massa até cozer, entretanto, numa frigideira antiaderente colocar cogumelos laminados com um fio de azeite e deixar dourar, aditar um pouco de vinho do porto e salsa (facultativo e a gosto); escorrer a massa e despejá-la na frigideira para absorver os sabores do cozinhar dos cogumelos);
- abrir uma lata de atum e uma lata de feijão frade ou grão de bico e temperar;
...
Em suma, soluções de recurso, mas suspeito que mais saudáveis que a alternativa de rua.
Hoje, o meu almoço é massa espiral cozida com nacos de queijo mozarela.
Esta semana é sobre revisitar os pequenos passos para poupar. Substituir os almoços nos serviços de restauração por uma marmita é uma das formas mais rápidas de poupar dinheiro.
Aproveitem o fim de semana para preparar as refeições da semana seguinte. Comecem pelo lanche, se o almoço ainda não for algo que desejam fazer.
No meu caso, poupei não só uma despesa diária de cerca de €8.00-€10.00 (lanche incluído) - mais de €200 mensais - como tive alguns efeitos secundários surpreendentes:
- em 2 anos - sem fazer dieta - perdi 12 kg;
- os meus episódios de doença relacionados com o estômago diminuiram consideravelmente;
- passei de uma utilização frequente de medicação para a ver passar de validade no armário.
E apenas porque passei a comer comida confeccionada por mim:
AO PEQUENO ALMOÇO E LACHE
Investir numa garrafa térmica para acondicionar café com leite foi o meu primeiro passo. Em especial no inverno, chuva e frio no exterior, sabe tãooooo bem não ter de sair.
Tenho um pacote de bolachas (salgadas e doces) para ir comendo durante o dia, se me apetecer. No final da semana faço marmitas/lanche, com o que me apetece nessa semana - fruta, aveia, pão, etc.
Assim, na manhã de cada dia, basta-me pegar num saco.
AO ALMOÇO
Raramente cozinho de propósito para o almoço. Regra geral, cozinho maior quantidade para sobrar para o dia seguinte - não ter de cozinhar compensa o sacrifício de comer a mesma coisa, dois dias seguidos.
Comprei umas caixas de alimento em vidro (que podem ser levadas ao microondas), mas até frascos de vidro são reutilizados.