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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

A minha saga com o bicho da madeira

26.08.20

Hoje tive de encomendar o que é, basicamente, insecticida para o bicho da madeira e a minha carteira está a chorar.

 

60 € por 5 litros e isso com 45% de desconto que consegui utilizando um voucher da Nestlé

 

Não encontrei outras marcas mais económicas porque está tudo esgotado.

 

Tentei petróleo a 5€/litro, mas mesmo a dormir na sala, o cheiro é demasiado forte. Ainda assim, consegui despejar 2 litros na madeira. Estava tão seca e bichada, que absorveu tudo.

 

Porém, é inequivocamente eficaz. Andava a varrer dezenas de bicharocos todos os dias e hoje só me apareceram dois.

 

Claro que também é possível que tenham recuado para outras zonas e voltem com um sentimento de vingança.

 

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Subestimei os custos de pequenas compras:

- uma lata de betume 10€,

- um conjunto de parafusos e buchas 4€

- lixas diversas 15€

 

Enfim...

Lixas ou lixada

10.08.20

Ultimamente, sinto que ando a adiar o inevitável: o dia em que vou ter de deitar fogo à casa para me ver livre do bicho da madeira. Está por todo o lado, nas ombreiras das portas, no chão novo e velho e em mobília.

 

Brincadeiras à parte, o sentimento é de tristeza.

É desencorajador e faz-me pensar que estou simplesmente a gastar dinheiro de forma inglória. Ando constantemente a tentar resolver o problema, mas sinto que simplesmente o adio.

 

Procurando afastar-me da mentalidade fatalista (não faço nada porque não há solução), procuro não ceder e agir de forma mais positiva e pró-activa:

 

1. GRATIDÃO

A minha casa é maravilhosa, está situada numa zona em que gostaria de viver o resto da minha vida e é tão perto da minha mãe que me permite cuidar dela no dia-a-dia. Não pago renda.

 

2.  FOCAR-ME NO QUE TENHO

Apesar da casa não me pertencer, sou eu que nela vivo livre de renda. O mínimo que devo à minha família é mantê-la nas melhores condições possíveis, mesmo que isso signifique um chão ou um telhado novo.

Porém, há obras que não faço, por serem menos de manutenção e mais de conforto pessoal.

 

3. FOCAR-ME NA RESOLUÇÃO DO PROBLEMA

Neste momento não posso justificar pagar serviços, quando são tarefas que sei executar e não tenho um fundo de emergência suficientemente robusto para a minha paz financeira.

 

Porém, tenho habilidade para pequenas reparações como: lixar e repintar madeiras. Mais, eu tenho uma lixadora eléctrica que facilitará em muito o trabalho.

 

Assim, o meu FOCO nos próximos dias (bye, bye férias) será:

a) lixar, emassar e repintar as portadas das minhas janelas e ombreiras das portas;

b) lixar e repintar a minha cama.

 

Paralelamente, vou repensar alguns objectos e até mobiliário, numa lógica de destralhar.

 

Vai resolver o meu problema a longo prazo? Certamente que não.

Porém, ira resolver a médio prazo e, nestes momentos de incerteza, isso é suficiente para mim.

Até porque, quem sabe onde estarei a viver, daqui a alguns anos?

A fechar uma fase - 2

31.10.17

Situação actual das minhas finanças pessoais:

 

1 - Utilizei o dinheiro de todos os envelopes que tinha: físicos ou digitais (das férias à electricidade, da reforma ao carro).

2 -  Tenho €1000 em certificados de Tesouro, que considero o meu fundo de emergência, embora fosse um valor poupado para a reforma.

3 - Tenho €92 de um cartão presente, que foi convertido em dinheiro por um familiar, que o utilizou por mim.

4 - De Outubro, sobrou a verba de €7.10.

5 - Tenho €5.00 num cartão de crédito recarregável. 

6 - Tenho €32 em vales de desconto para gastar no centro comercial (promoção/reembolso).

7 - Em Novembro, vou pagar €232.46 de seguro automóvel.

8 - Em Novembro TENHO de marcar uma consulta médica, que custará cerca de €80 e que ando a adiar à demasiado tempo. 

9 - Em Novembro deve vir nova conta da electricidade (?).

10 - Tenho acesso a crédito familiar imediato. Aliás, um post destes costuma gerar um email a oferecer-me dinheiro (poupo-te o trabalho: a resposta é não, obrigada).

 

Mais transparente que isto, não me parece que pudesse ser. Poderia despejar em vós as minhas ansiedades, mas isso não serviria a nenhum dos lados.

 

Poderia dizer que começo Novembro do zero. Mas não é verdade.

O que tenho aprendido nos últimos anos é uma ferramenta valiosíssima e confere-me uma paz que não tinha quando comecei.

O apoio familiar é uma bóia de segurança, a que poucos se podem agarrar.

 

Estou a encarar esta nova fase como um jogo. Calhei na casa errada, perdi o dinheiro todo e agora vou novamente para a casa da partida. Aqui vou eu!

A fechar uma fase - 1

31.10.17

Hoje faço reset. 

 

Antes de mais uma explicação. As minhas expectativas para o custo das obras de recuperação da minha casa, que fiz este verão, excederam em muito o orçamento que tinha feito.

 

Depois de alguma deliberação, e não sem medos e ansiedades, decidi avançar e fazer uso das minhas poupanças. Afinal de contas, estava a resolver problemas estruturais (como o telhado) e não apenas estéticos. 

 

Depois, comecei a fazer algumas pinturas e estorei por completo os envelopes. Claramente não calculei bem os custos reais, na verdade, só em tintas foi uma pequena fortuna (para o meu bolso). 

 

Debati-me se comprava um escadote grande e fazia eu algumas das coisas, ou pagava a alguém. Confesso que aí o cansaço levou a melhor de mim e optei por pagar a mão-de-obra. Em retrospectiva, foram os melhores €360 que gastei.

 

Ainda tenho algumas coisas para pintar e rematar, mas o material está comprado. Agora, vai ser aos poucos e com alguma dose de experimentação, que implica tempo para testar algumas técnicas.

 

Isto para concluir que, se não vim partilhar o que estava a acontecer, foi porque me senti mais a reagir que a decidir. 

 

Tudo foi mal feito: 

- fiz a obra sem ter alocado verba suficiente para ela (ou melhor, tinha feito isso, mas para um orçamento com valores que depois não consegui concretizar no ano seguinte)*;

- comecei outras obras interiores, que poderiam ter sido adiadas um ano, quando já tinha excedido o orçamento;

- substimei o custo de materiais para pintar algumas divisões e o exterior da casa.

 

Fecho esta fase com a seguinte experiência. Basta uma má decisão para destruir anos de poupança. 

 

* A história não é assim tão simples, há uma série de factores que levaram a que tivesse de avançar com as obras no telhado, mas no final da história, os resultados são os mesmos.

Ainda em obras

18.10.17

Uns dias correm melhor que outros, está-se a ver. 

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O actual pintor é amador (um grande amigo que me faz um enorme favor).

E apesar dos diversos avisos que isto poderia acontecer, porque efectivamente aconteceu noutra divisão com profissionais, acho que ele ficou traumatizado.

 

Só me faltava agora ter de pagar psicólogo ao pintor. E se ele começa a ter pesadelos com tectos a pelar?

Diário de obras em casa: eu e os esmaltes brancos

31.08.17

Eu tenho uma casa em que as madeiras brancas dominam. É assim que gosto dela. Por isso, é de suprema importância a qualidade do esmalte. Num mau esmalte, o branco rapidamente amarelece.

 

Ensinaram-me, recentemente, que teria maiores hipóteses de manter um branco se escolhesse um esmalte sem resinas alquídicas.

 

Só na Robbialac descobri um branco fosco com essas características. Se conhecerem outra marca com as mesmas características (especialmente mais barata), agradeço, porque é uma marca muito cara. 

 

E só hoje, realmente percebi que tinha a prova da diferença. A minha mesinha de cabeceira, pintada há 15 anos retém o branco, enquanto a cabeceira da minha cama, pintada há apenas 3, está amarelada.

 

Não sei se conseguem perceber a diferença pela foto, mas asseguro-vos que ao vivo é mesmo muito evidente. Não usei flash.

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Eu fiz / DIY - Candeeiro aranha

30.08.17

Num post do Destralhar, em 2015 publicava que tinha estado a destralhar um armário que continha, entre outras coisas, material eléctrico...

 

Para "construir" um candeeiro para a dita sala de costura. Actualmente tem focos que não iluminam o suficiente. Já comprei o material há pelo menos um ano.

 

 

Ou seja, o material eléctrico é da colecção Outono/Inverno 2013/2014. Hoje, montei-o e não tenho vergonha nenhuma em dizer-vos que, ao finalmente ligar a luz, dei um gritinho de satisfação e pulinhos de alegria.

 

candeeiro1

 

Sei que não é para todos os gostos, mas eu adoro-o. As lâmpadas estão colocadas em áreas estratégicas para iluminar pontos-chave de utilização da divisão:

- por cima de duas mesas de trabalhos manuais (permite-me eliminar um candeeiro de mesa, que tinha junto à máquina de costura);

- por cima/frente do local onde trabalho com o computador ou escrevo + uma estante que utilizo quase diáriamente.

 

Claro que, o primeiro furo foi logo ao barrote do tecto. Tapei-o de imediato com massa e já dei um bocadinho de tinta.

 

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Um dia destes, pinto os casquilhos da cor das paredes. 

Eu fiz / DIY - Reparar fissuras e tapar buracos em placas de gesso (tecto)

28.08.17

A verdade é que deixei andar. Há muitas reparações que fui adiando. Agora, que tenho a casa convertida em estaleiro, decidi aproveitar tudo: aproveitar que que a casa já está suja, a escada do empreiteiro... 

 

Quando o andaime estava montado, para acederem ao telhado, aproveitei para:

- limpar caleiras;

- limpar o candeeiro do pátio

- retocar a pintura numa pequena parte do beiral que é em madeira.

 

Como estão a lixar paredes interiores, parece que toda a casa estão envolvida em pó de talco. Pois bem, aproveitei para lixar ombreiras e portas e portadas, para depois pintar. Assim, só tenho de limpar uma vez.

 

Mas primeiro, reparar fissuras e buracos no tecto. 

 

Não é de todo difícil. É tudo uma questão de apanhar um bom vídeo no YouTube e fazer a primeira vez. Há inúmeras coisas que tenho feito sozinha e garanto-vos que não sou nada de especial. Arrisco a fazer a primeira vez... é só isso.

 

 

 

Materiais:

Espátulas - comprei um conjunto muito barato numa loja de material de construção;DSC_0128

Massa para tapar fissuras - há imensas qualidades e marcas; neste momento decidi experimentar uma massa elástica, para ver se algumas áreas não racham tanto com a trepidação da rua.

Reitero que não conheço a qualidade do material ou marca - estou apenas a experimentar porque me foi recomendado (não conhecia este tipo de massas).

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Lixas - para remover o excesso de massa reparadora, depois de seca.

 

Pode parecer estranho, para quem nunca fez destas coisas, mas a primeira tarefa é abrir mais os buracos, para termos certeza que vamos tapar toda a fissura, removendo tudo o que possa estar solto.

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Num canto como estes, nem espátulas usei. É muito mais prático aplicar com um dedo. O truque é deixar o mínimo de restos de massa - menos para lixar depois.

 

Tapar buracos no tecto

 

Quando era jovem e tola queria instalar um sistema de som embutido, por toda a casa. Dez anos de pois, tenho buracos para tapar e existem colunas de som wi-fi.

 

Como a chatice das regras de física, impede que a massa fique agarrada ao buraco, tive de comprar um rolo de rede autocolante (€2.75), para o efeito.

 

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Colei uns pedaços no tecto, de modo a tapar o buraco. Depois apliquei massa por cima, com uma espátula. Em buracos grandes como o meu, é um processo de dois passos. Uma primeira dose de massa para segurar massa na rede. Depois de seca, aplico a massa nivelar e tapar a rede.

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Quando tiver tudo seco, posso lixar. O vídeo refere uma lixa nº 150, mas eu costumo utilizar nº120 (quando maior o número, menor é o grão abrasivo). Não convém usar uma lixa grossa, caso contrário notam riscos.

 

Depois, só falta pintar.

 

E assim anda a vidinha no meu estaleiro. Completei projectos adiados, tapei buracos em tecto de gesso, pela primeira vez na minha vida e ainda tenho tanto por fazer. 

 

E sim, a minha cozinha sempre foi cor de laranja. ;)