A tentar não dar com a cabeça na parede
2 meses depois e €1000 (+IVA) depois, isto é o resultado

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2 meses depois e €1000 (+IVA) depois, isto é o resultado

Situação actual das minhas finanças pessoais:
1 - Utilizei o dinheiro de todos os envelopes que tinha: físicos ou digitais (das férias à electricidade, da reforma ao carro).
2 - Tenho €1000 em certificados de Tesouro, que considero o meu fundo de emergência, embora fosse um valor poupado para a reforma.
3 - Tenho €92 de um cartão presente, que foi convertido em dinheiro por um familiar, que o utilizou por mim.
4 - De Outubro, sobrou a verba de €7.10.
5 - Tenho €5.00 num cartão de crédito recarregável.
6 - Tenho €32 em vales de desconto para gastar no centro comercial (promoção/reembolso).
7 - Em Novembro, vou pagar €232.46 de seguro automóvel.
8 - Em Novembro TENHO de marcar uma consulta médica, que custará cerca de €80 e que ando a adiar à demasiado tempo.
9 - Em Novembro deve vir nova conta da electricidade (?).
10 - Tenho acesso a crédito familiar imediato. Aliás, um post destes costuma gerar um email a oferecer-me dinheiro (poupo-te o trabalho: a resposta é não, obrigada).
Mais transparente que isto, não me parece que pudesse ser. Poderia despejar em vós as minhas ansiedades, mas isso não serviria a nenhum dos lados.
Poderia dizer que começo Novembro do zero. Mas não é verdade.
O que tenho aprendido nos últimos anos é uma ferramenta valiosíssima e confere-me uma paz que não tinha quando comecei.
O apoio familiar é uma bóia de segurança, a que poucos se podem agarrar.
Estou a encarar esta nova fase como um jogo. Calhei na casa errada, perdi o dinheiro todo e agora vou novamente para a casa da partida. Aqui vou eu!
Hoje faço reset.
Antes de mais uma explicação. As minhas expectativas para o custo das obras de recuperação da minha casa, que fiz este verão, excederam em muito o orçamento que tinha feito.
Depois de alguma deliberação, e não sem medos e ansiedades, decidi avançar e fazer uso das minhas poupanças. Afinal de contas, estava a resolver problemas estruturais (como o telhado) e não apenas estéticos.
Depois, comecei a fazer algumas pinturas e estorei por completo os envelopes. Claramente não calculei bem os custos reais, na verdade, só em tintas foi uma pequena fortuna (para o meu bolso).
Debati-me se comprava um escadote grande e fazia eu algumas das coisas, ou pagava a alguém. Confesso que aí o cansaço levou a melhor de mim e optei por pagar a mão-de-obra. Em retrospectiva, foram os melhores €360 que gastei.
Ainda tenho algumas coisas para pintar e rematar, mas o material está comprado. Agora, vai ser aos poucos e com alguma dose de experimentação, que implica tempo para testar algumas técnicas.
Isto para concluir que, se não vim partilhar o que estava a acontecer, foi porque me senti mais a reagir que a decidir.
Tudo foi mal feito:
- fiz a obra sem ter alocado verba suficiente para ela (ou melhor, tinha feito isso, mas para um orçamento com valores que depois não consegui concretizar no ano seguinte)*;
- comecei outras obras interiores, que poderiam ter sido adiadas um ano, quando já tinha excedido o orçamento;
- substimei o custo de materiais para pintar algumas divisões e o exterior da casa.
Fecho esta fase com a seguinte experiência. Basta uma má decisão para destruir anos de poupança.
* A história não é assim tão simples, há uma série de factores que levaram a que tivesse de avançar com as obras no telhado, mas no final da história, os resultados são os mesmos.