Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

A fechar uma fase - 2

Situação actual das minhas finanças pessoais:

 

1 - Utilizei o dinheiro de todos os envelopes que tinha: físicos ou digitais (das férias à electricidade, da reforma ao carro).

2 -  Tenho €1000 em certificados de Tesouro, que considero o meu fundo de emergência, embora fosse um valor poupado para a reforma.

3 - Tenho €92 de um cartão presente, que foi convertido em dinheiro por um familiar, que o utilizou por mim.

4 - De Outubro, sobrou a verba de €7.10.

5 - Tenho €5.00 num cartão de crédito recarregável. 

6 - Tenho €32 em vales de desconto para gastar no centro comercial (promoção/reembolso).

7 - Em Novembro, vou pagar €232.46 de seguro automóvel.

8 - Em Novembro TENHO de marcar uma consulta médica, que custará cerca de €80 e que ando a adiar à demasiado tempo. 

9 - Em Novembro deve vir nova conta da electricidade (?).

10 - Tenho acesso a crédito familiar imediato. Aliás, um post destes costuma gerar um email a oferecer-me dinheiro (poupo-te o trabalho: a resposta é não, obrigada).

 

Mais transparente que isto, não me parece que pudesse ser. Poderia despejar em vós as minhas ansiedades, mas isso não serviria a nenhum dos lados.

 

Poderia dizer que começo Novembro do zero. Mas não é verdade.

O que tenho aprendido nos últimos anos é uma ferramenta valiosíssima e confere-me uma paz que não tinha quando comecei.

O apoio familiar é uma bóia de segurança, a que poucos se podem agarrar.

 

Estou a encarar esta nova fase como um jogo. Calhei na casa errada, perdi o dinheiro todo e agora vou novamente para a casa da partida. Aqui vou eu!

A fechar uma fase - 1

Hoje faço reset. 

 

Antes de mais uma explicação. As minhas expectativas para o custo das obras de recuperação da minha casa, que fiz este verão, excederam em muito o orçamento que tinha feito.

 

Depois de alguma deliberação, e não sem medos e ansiedades, decidi avançar e fazer uso das minhas poupanças. Afinal de contas, estava a resolver problemas estruturais (como o telhado) e não apenas estéticos. 

 

Depois, comecei a fazer algumas pinturas e estorei por completo os envelopes. Claramente não calculei bem os custos reais, na verdade, só em tintas foi uma pequena fortuna (para o meu bolso). 

 

Debati-me se comprava um escadote grande e fazia eu algumas das coisas, ou pagava a alguém. Confesso que aí o cansaço levou a melhor de mim e optei por pagar a mão-de-obra. Em retrospectiva, foram os melhores €360 que gastei.

 

Ainda tenho algumas coisas para pintar e rematar, mas o material está comprado. Agora, vai ser aos poucos e com alguma dose de experimentação, que implica tempo para testar algumas técnicas.

 

Isto para concluir que, se não vim partilhar o que estava a acontecer, foi porque me senti mais a reagir que a decidir. 

 

Tudo foi mal feito: 

- fiz a obra sem ter alocado verba suficiente para ela (ou melhor, tinha feito isso, mas para um orçamento com valores que depois não consegui concretizar no ano seguinte)*;

- comecei outras obras interiores, que poderiam ter sido adiadas um ano, quando já tinha excedido o orçamento;

- substimei o custo de materiais para pintar algumas divisões e o exterior da casa.

 

Fecho esta fase com a seguinte experiência. Basta uma má decisão para destruir anos de poupança. 

 

* A história não é assim tão simples, há uma série de factores que levaram a que tivesse de avançar com as obras no telhado, mas no final da história, os resultados são os mesmos.