Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Recursos gratuitos para registar o orçamento familiar - como escolher

Para quem deseja registar o seu orçamento familiar em suporte digital, não faltam opções diversas e todas gratuitas. Se pagam, sugiro que comecem a explorar as opções gratuitas e eliminem essa despesa do vosso orçamento. 

 

Uma das coisas que me têm feito resistir ao registo digital é que inevitavelmente as aplicações ou programas têm sempre aspectos negativos que me fazem optar por algo que eu controle completamente.

 

Neste momento, depois de ter EFECTIVAMENTE criado o hábito de registar pontualmente as despesas (menos os esquecimentos, estou motivada para passar para o digital.

 

Coisas a que estou atenta quando escolho a vossa aplicação ou programa:

 

1. A segurança é um aspecto importante

Há aplicações/programas que não são seguros ou fidedignos. Qualquer pessoa pode fazer um upload de uma app por isso convém verificar se já foi feito o download por um bom número de pessoas, que críticas foram feitas, etc. Em regra, em prefiro aplicações/programas mais desenvolvidos e que vão aparecendo em páginas de tecnologia (exemplo). Uma pesquisa no Google é sempre o meu primeiro passo.

Uma das coisas que NUNCA faço é dar informação pessoal (por exemplo números de contas bancárias) e há várias aplicações/programas que fazem/desejam fazer ligação directa às vossas contas e cartões de crédito.

 

2. Menos é mais

Há aplicações/programas com tantas luzes e assobios que se tornam muito pouco práticos. É importante perceber o foco: é mais para gerir contas bancárias ou investimentos ou despesas pessoais?

Uma das coisas que procuro é precisamente se o foco é a gestão de despesas pessoais e se funciona num sistema de balanço: saldo com receitas a entrar e despesas a sair. Mais, procuro programas que me permitam classificar diferentes despesas, de preferência podendo eu editar essas classificações, em vez de utilizar as pré-definidas.

Claro que, se a ferramenta tem a possibilidade de gerar múltiplas contas e sub-contas para criar os meus envelopes e poupanças, isso será um bom bónus. Outro extra que procuro é a possibilidade de estabelecer um orçamento para cada categoria de despesa, de forma a identificar de imediato o que estou a gastar a mais.

 

3. Comunicação entre ferramentas e controlo sobre os dados

Para mim, o ideal é uma ferramenta que tenha um programa ou página web, mas que possa ser actualizado com a aplicação no telemóvel. 

Mais, quero algo que possa exportar os dados, num formato que possa ser lido por outras aplicações/programas para além daquela.  De preferência, para uma folha de cálculo.

A minha perspectiva é que as opções de código aberto ou mais simples acabam por ser as melhores porque não tentam prender-nos a um formato proprietário.

 

4. Tempo de vida da aplicação/programa

Já vi aplicações/programas desaparecerem. É verdade que antes de isso acontecer, oferecem a exportação dos dados, mas se esses não conseguem ser lidos por outros programas, acabam por perder a informação.

Assim, procuro algo que tenha um bom prazo de validade. Claro que, como em tudo na vida, não há garantias. Daí que, novamente, as opções de código aberto ou mais simples (como por exemplo as folhas de cálculo) acabam por ser as melhores porque geralmente estão construídas em linguagem mais perpétua que facilmente permitirá uma continuidade e/ou actualização.

 

Próximo post, a lista das listas de programas, aplicações e folhas de cálculo para gestão das finanças pessoais. Tudo grátis.

Pagamento de despesas anuais - no orçamento

Tendo em conta que os meus rendimentos vão diminuir consideravelmente, ando a repensar o meu orçamento.

 

Uma das coisas que faço é lançar as minhas despesas anuais, dividindo-as por valores mensais (porque os rendimentos são mensais). Assim, começo a lançar as despesas do carro:

 

- €40.00/mensais para seguro (ver post anterior)

- €40.00 - €50.00/menais para gasolina

- €3.00/mensais para imposto de circulação

- €1.50/mensais para inspecção automóvel

- €5.00-€10.00/mensais para reforço do fundo de emergência [para custear reparações até €120.00 anuais]

 

Ou seja, quase €95.00/mensais só para o automóvel. 

 

Assustador. Mas numa nota positiva, sei que, em caso de extremo aperto, tenho onde cortar.

Os almoços

Outras contas. Esta semana concentrei-me no registo dos extras, que é o geralmente esquecido. E na verdade, não poderia ter escolhido semana melhor:

 

4 almoços - € 19.65

1 presente  €8.68

1 estacionamento - €3.00

1 carregamento telemóvel - €8.00

 

Em suma, gastei numa semana €39.33 em "extras", com €19.65 a corresponder a almoços sem qualquer valor nutricional e sequer particulamente saborosos. Poderia ter poupado esse dinheiro.

 

Com €19.65 eu poderia comprar muitas coisas. Por exemplo, um serviço de engomadoria para 40 peças. Muito melhor resultado que um estômago a queixar-se dos disparates.

 

Minhas queridas marmitas! Passar a uma alimentação caseira foi das formas mais rápidas de poupar dinheiro que encontrei. Com efeito, foi uma diminuição de despesa que passou as duas centenas de euros.

 

Por isso, se procurarem um ponto onde começar, é esse. Os reflexos no peso e na saúde vêm incluídos sem custo adicional.