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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Pagamento de dívidas

Descontos, 20.02.19

"Se a nossa rede de circuitos emocional (...) percebe uma ameaça imediata, inunda-nos com hormonas, como o cortisol e a adrenalina, que nos preparam para atacar ou correr. Mas isso não acontece quando ouvimos falar de potenciais perigos que surgirão nos anos ou séculos vindouros"... "Passa-se o mesmo com a nossa saúde, ou com as poupanças para a reforma."

 

Foco - Daniel Goleman

 

Os últimos dados do Gabinete de Protecção Financeira (GPF) da Deco [notícia no Público] são verdadeiramente assustadores.

Não só a percentagem da dívida, em relação aos rendimentos subiu, como há "casos de famílias que já não conseguem pagar empréstimos recentes, contraídos em 2018".

 

Considerando que todos os dados apontam para uma nova crise económica, a palavra de ordem é terminar com todas e quaisquer dívidas que possamos ter nas nossas costas.

 

Quando comecei o blog foi precisamente por sentir que era um peso absolutamente impossível (como iria pagar se tivesse de ir para casa para cuidar da minha mãe?). Quando paguei a última tranche da minha dívida, nunca mais voltei atrás.

 

Posso andar a contar tostões no final de cada mês, mas não tenho de me preocupar com dívidas. Apenas isso já é uma paz de espírito considerável.

 

Por isso, se têm dívidas de crédito ao consumo, o plano é eliminá-las completamente e rapidamente. 

 

Porque ter dívidas não é normal!

 

1º Passo -  Responder às seguintes questões:

Quanto devo no total?

Somar todas as dívidas de credito pessoal (manter de fora o crédito à habitação)

Como está distribuída a dívida?

Fazer uma lista de todas as dívidas: a quem deve, o que pagou, o valor da dívida, o valor da prestação mensal, o valor dos juros, os custos extra (especialmente quando se trata de cash advance), ...

Livre de dívidas - a contar os dias

Descontos, 18.03.13

 

Em tempos idos, no meu banco, foi possível criar uma conta meramente virtual e acessória à principal, sem custos e que permitia transferir valores de uma para outra.

 

Eu utilizava essa segunda conta como a conta profissional, para onde redireccionava os valores que teria de suportar a título de despesas profissionais, cumprimento de obrigações legais, etc.

 

É nessa conta que tenho associado o crédito, pelo que no início do mês transfiro o valor da prestação e no final do mês o que restou do salário desse mês.

 

Esse tipo de gestão permite-me sempre uma visão imediata do que gasto ou não, em relação ao salário:

- se precisar de retirar da conta do crédito para a conta ordenado é porque já gastei mais que o ordenado desse mês e

- se, no final do mês, transferir dinheiro da conta ordenado para a conta do crédito é porque poupei.

 

Depois, se a poupança ficar consolidada e aumentar, passa a depósito a prazo. 

 

Que tipo de estratégias utilizam na gestão das vossas contas bancárias?

O caminho para a estabilidade financeira (parte 1)

Descontos, 09.02.13

De acordo com Dave Ramsey, o caminho para a liberdade financeira é feito de sete passos de bebé:

1. Crie um fundo de emergência com € 800 (o valor indicado pelo autor é de 1000 dólares)
O fundo de emergência servirá para o inesperado: uma avaria no carro, desemprego, gravidez inesperada, ou seja, todas as eventualidades da vida que, por vezes, nos apanham de surpresa.

2. Pague as dívidas de acordo com a estratégia da bola de neve
Organize as dívidas, os recursos, as despesas e tudo que inclui as suas finanças pessoais. Comece o pagamento das dívidas de acordo com a estratégia da bola de neve.

3. Reforce o fundo de emergência 
Depois de pagas as dívidas (excepto a casa), é tempo de reforçar o fundo de emergência de modo a que este corresponda a um valor entre 3 a 6 meses de despesas.

4. Investir na reforma
O primeiro investimento a fazer com o dinheiro livre de dívidas deve ser na reforma. É sugerida uma poupança de 15%.

5. Poupar para os estudos dos filhos [se for o caso]
Se tem filhos, deverá começar a poupar para o futuro destes.

6. Pagar a hipoteca da casa antecipadamente
Neste passo, todo o dinheiro extra deverá ser utilizado para pagar a hipoteca da casa, o mais rapidamente possível.

7. Construa riqueza
Nesta fase, é tempo de construir riqueza, dar e criar uma herança para as gerações futuras.

[Continua]

O que os especialistas dizem sobre o pagamento de dívidas

Descontos, 08.02.13

No que se refere a estratégias de pagamento de dívidas, há algumas que se destacam entre os maiores especialistas de finanças pessoais, entre elas a Estratégia da Bola de Neve,  popularizada pelo autor Dave Ramsey.

Esta estratégia consiste em pagar as dívidas de acordo com o seu menor valor, mesmo que a isso não corresponda o menor impacto dos juros.

Imaginem o seguinte exemplo, em que um casal possui as seguinte dívidas:
3 dívidas em cartão de crédito, no valor de €2000 (19%), 500 (23%), 1500 (13%), respectivamente
1 dívida de aquisição do carro, no valor de € 8000 a 12% de juros
1 dívida com aquisição da casa, no valor de 70000, a 2%, no prazo de 30 anos
1 dívida a familiares, no valor de € 2000, sem juros ou prazo

De acordo com este método, todas as dívidas deverão ser ajustadas para o seu montante mínimo de pagamento mensal e todo dinheiro disponível deverá ser utilizado no pagamento da dívida menor: cartão de crédito com € 500 em dívida.
Quando a primeira dívida estiver paga, proceder-se-á da mesma forma com a dívida seguinte: a do valor menos elevado, que no caso seria a de €1.500.
O objectivo é incentivar o pagamento da dívida criando oportunidade para um atingir do objectivo a curto prazo, de forma a motivar progressos. Todavia, poder-se-á criticar que esta forma de pagamento poderá ser muito ineficiente, na medida em que o mesmo montante poderia ter maior impacto no pagamento de uma dívida que gera mais custos (juros).
A estratégia do pagamento de dívidas em bola de neve poderá, num momento inicial, ser o impulso de que necessita. O sentimento de concretizar o pagamento da primeira dívida poderá gerar a motivação necessária. Todavia, também poderá não ser a forma mais rápida de pagar a dívida.
Claro está, que esta estratégia apenas poderá ser utilizada por quem consegue fazer os pagamentos mínimos aos credores das suas dívidas.