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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

O consumo como forma de entretenimento

06.04.21

Como certamente terão assistido, os noticiários de ontem passaram o dia a reportar a retoma de actividades e os seus clientes.

Não se preocupem, não vou repetir-me quanto ao que penso da irresponsabilidade que lavra por este país à beira mar plantado, que foi evidente nas imagens que passaram.

 

Do que vi, não posso deixar de destacar os sinais de um péssimo relacionamento com o consumo.

 

Dou como exemplo, uma fila de espera para uma loja de bairro de bijuteria.

Como é altamente improvável que se tratassem de necessidades que confluíram naquela loja antes das 10h00 da manhã (horas a que vi a reportagem, se a memória não me falha), estamos a falar de desejos.

 

Torna-se óbvio que, mal as lojas abriram, houve quem utilizasse o consumo como forma de entretenimento ou conforto ou consolo (como preferirem). Fosse qual fosse o motivo emocional, é um sinal de uma relação pouco saudável com o dinheiro.

 

Esse tipo de mentalidade é o oposto àquela que deveremos ter para poupar e acumular riqueza.

Sair de casa para ir ver o que pode ir comprar, é o comportamento que leva a que tantas pessoas vivam o seu salário de mês a mês, desejando que todos fossem Fevereiro.

 

Se saírem de casa para consumir como forma de entretenimento, pelo menos que seja para poupar, aproveitando rebaixas de preços para adiantar a compra de presentes de aniversário ou de natal, por exemplo.

 

Mas se sentirem uma tendência para comprar o que não necessitam, associada a sentimentos de culpa pela despesa depois de feita, então é o momento para fazerem um pausa e reavaliarem a vossa relação com o dinheiro.

Poupar em tempos de pandemia

27.01.21

Há um ano que sinto dificuldade em falar de algumas coisas.

Falar no que poupo, por causa da pandemia, quando tantas pessoas estão a passar tantas dificuldades económicas, parece-me insensível.

Mas também só posso falar da minha experiência e não presumo falar do que não sei. Assim tento levar a vida.

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1.

Eu bem sugeri a formação online financiada como uma estratégia para ganhar dinheiro e aproveitar o confinamento.

Infelizmente descobri que não reunia todos os requisitos para aceder. Que desconsolo!

 

2.

Reforçar o fundo de emergência

Com as poupanças que o confinamento me tem permitido (gasolina, restauração, etc.), vou poder fazer um reforço extra do meu fundo de emergência.

 

3.

Uma alternativa para o seguro automóvel

O valor atribuído, pela seguradora, ao meu carro chegou a valores ridículos (não dava para comprar uma Bimby ) e por isso tenho mesmo que repensar o valor que pago de seguro automóvel, nomeadamente o que pago de extras.

 

É uma sugestão que dou sempre: revejam todos os vossos contratos, com fidelização ou não e procurem alternativas mais económicas.

Mesmo que ainda não possam mudar, será um bom exercício informativo.

Outubro em revista

Cinema em casa

08.11.20

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Manter uma espécie de diário visual*, do cinema e televisão que vou vendo, permite-me uma sensação de satisfação, que dificilmente teria, sem esse lembrete.

Qual de nós consegue fazer balanços positivos do que viu na televisão, em determinado período? Já uma lista, dá-nos uma completude.

 

Todos estes filmes foram vistos a partir da minha estante, emprestados ou vistos na televisão de sinal aberto. Alguns vistos pela primeira vez, outros revisitados.

 

Como já disse várias vezes, eu costumo ir gravando os filmes que me interessam (o meu aparelho de TDT tem essa opção) e depois vejo, num melhor horário e melhor dia.  Também uso a RTP Play, para filmes e séries.

Alguns clássicos, que sei que irei ver e rever, compro em lojas solidárias a 0.50 € -1.00 €.

 

Mesmo com o entretenimento é possível poupar dinheiro.

E como poderão ver pela minha selecção, poupança não é sinónimo de pouca qualidade.

 

* Este registo foi criado em Notion.

O interesse na poupança

17.09.20

Quando se fala dos hábitos ou níveis de poupança, eu gosto de espreitar o Google Trends que reflecte a popularidade de um tópico em determinado tempo.

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Sem surpresas, é no final de cada ano e início do ano seguinte que as pessoas mais pesquisam sobre poupança: as clássicas resoluções de novo ano.

 

E é essa a tendência ao longo do ano com algumas excepções. Por exemplo, em Outubro também há picos de interesse, mas concluo que são artificiais, já que há mais quem publique sobre poupança, a propósito do Dia Mundial da Poupança.

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Fico com a sensação que somos todos muito pouco originais. :)

Objectivo 2020: Usar o que tenho

07.09.20

Ao contrário do que poderá pensar a generalidade das pessoas que lê este blog, eu sou tendencialmente consumista. Gosto de ter e de comprar.

 

Todos os dias, preciso contrariar essa tendência e tentar não gastar.

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Um excelente exemplo é o meu novo passatempo (bordado livre), para o qual tenho já uma lista mental de coisas a adquirir.

 

Usar o que tenho e resistir a comprar novo, para mim, implica disciplina.

 

Os extras que quero comprar, não são necessidades, são desejos que:

- aumentam as minhas despesas,

- aumentam a minha pegada ambiental,

 - aumentam o número de objectos que tenho de arrumar em casa.

 

Frequentemente, somos confrontados com escolhas: comprar ou gastar o que tenho.

 

Ontem acabou-se o meu hidratante corporal xpto (que deveria usar mais do que uso) e por isso, em vez de comprar um novo, vou gastar os diferentes cremes e loções que que ainda tenho.

 

Também não vou comprar queijo fatiado até terminar de comer o queijo fundido (a terminar o prazo de validade).

 

E não vou comprar uma garrafa térmica nova, quando tenho dois copos térmicos que foram ofertas de produtos. Sei que estou a adiar, mas quem sabe se não há uma oportunidade futura que torne a compra inútil.

 

Para poupar, eu sei que tenho de gastar o que tenho, seja em materiais de bordado, a comida no frigorifico, a roupa que visto ou os produtos de higiene e limpeza.

 

Este é um exemplo em que menos consumo = maior poupança.

(continua)

Pensamento positivo e as finanças pessoais

31.07.20

Inspiração - Novo estudo comprova que o pensamento negativo está relacionado com a demência

 

Eu confesso que fiquei com dúvidas se em vez de haver uma correlação: pensamento negativo > depressão > demência, não será mais: depressão > pensamento negativo / demência. Mas não é sobre isso que vou escrever.

 

A popularidade das teorias associadas ao pensamento positivo e, acima de tudo, a sua apropriação pela cultura pop acabaram por transformar o "pensamento positivo" num cliché a roçar o ridículo, especialmente quando associado às "leis da atracção": se pensares positivo, as coisas acontecem.

 

Mas não só.

Por exemplo, encontrei um artigo que recomendava como atitude prática de positivismo, seria encontrar o humor nas situações más. E dava como exemplo que se perdessemos o emprego, deveríamos imaginar o último dia a fazer as coisas mais ridículas possíveis. Ha, ha... Ou seja, uma pessoa teria de estar numa situações de considerável privilégio para ter o luxo de pensar assim.

 

Mas não deixa de haver uma sustentação científica para o pensamento positivo como instrumento de motivação. O nosso cérebro é um órgão fascinante. Lembram-se da estratégia do sorriso?

 

Por isso, não é descabido utilizar algumas estratégias das correntes do pensamento positivo, como forma de motivar melhores finanças pessoais:

 

Focar no presente, sem esquecer o futuro

Para uma paz financeira, é fundamental haver um equilíbrio entre o que gastamos hoje e o que poupamos para amanhã.

Eu não consigo conceber as minhas finanças pessoais sem a percepção de que eu poupo hoje para gastar amanhã, seja na minha reforma ou em despesas previsíveis ou imprevisíveis.

É por isso que faço poupanças para ter um fundo de emergência ou tiro mensalmente 50 € para um conta a prazo, para despesas de saúde (inclui óculos) e reparações do carro.

Em vez de focar num que me privo hoje, eu foco-me no que vou ter amanhã disponível para as diversas despesas.

 

Rodear-se de pessoas e coisas positivas

  • Pessoas que encoragem comportamentos e hábitos positivos;
  • ter uma atitude positiva em procurar pequenos prazeres que não custem dinheiro (livros, filmes, passeios) e sim, até os vídeos engraçadinhos com animais.

 

Aprender com os erros e focar-se nas soluções, não apenas nos problemas

 

Don’t let yesterday use up too much of today. ―Will Rogers

 

Eu confesso que tenho que me esforçar muito para não remoer todos os meus erros passados, numa espécie de auto-flagelação mental.

Racionalmente, sei que preciso deixar o passado para trás, "não chorar sobre leite derramado" e concentrar-me nas lições do passado que posso levar para um melhor futuro.

 

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Parar com as queixas

Eu já havia falado sobre isto antes. (Um mundo sem queixas)

Em vezes de nos queixarmos a uma dúzia de pessoas (ao amigo, à mãe, ao piriquito), numa espécie de socialização, devemos limitarmo-nos a falar com a pessoa que tiver a capacidade para resolver o problema ou a quem é necessário transmitir a informação.

 

Armadilha: Pensamento positivo pode levar a inacção

Uma das armadilhas do pensamento positivo é que uma postura demasiado optimista do futuro poderá levar a uma falta de preparação e antecipação de problemas futuros que, se abordados atempadamente, poderiam nem chegar a tornar-se um problema.

O maior exemplo é acumular dívida hoje, achando que o futuro será sempre a melhor hora de pagar tudo.

Mas o futuro também tem as suas contas e não há garantias que os rendimentos se mantenham ou que não haja um imprevisto que exija um maior esforço financeiro.

Ao planear o pior, iremos muito provavelmente evitá-lo. Eu poupo hoje porque sei que algures no tempo, algo acontecerá que irá fazer com que precise de mais dinheiro do que os meus rendimentos mensais permitem.

Onde estaria hoje, com um telhado a meter água, se não tivesse poupado durante anos para o substituir?

 

Conclusão: como em tudo, moderação.

 

Think positive, but not too much, and think negative when you need to. - Tchiki Davis

Eventos culturais online

22.07.20

Apesar das salas de espectáculos já terem retomado os eventos presenciais, ainda se vão encontrando algumas coisas online.

 

E elas são tantas quantos os interesses, formatos, público-alvo, preços e localizações. E não esquecer a importância das localizações, já que com a localização, vem o fuso horário.

 

Eu gostaria imenso de divulgar tudo, mas é-me impossível. O máximo que posso fazer, é partilhar a minha página de notas, que vou actualizando e/ou revendo e reflecte os meus interesses pessoais.

 

As minhas fontes primordiais de informação são:

 

Calendall

Uma coisa que me chateia no calendall é não ter a informação completa, nomeadamente o preço e a link. Mas se eu souber que o evento existe, também sei como encontrar o resto da informação.

Exemplo, sei que há um espectáculo do Filipe Pinto, mas só quando pesquisei na página de FB dele é que descobri onde aceder e quanto custava.

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BOL

Bilheteira onde é possível comprar bilhetes para concertos online a 2.00€.

 

Everbrite

Os eventos são variadíssimos e em várias línguas, com uma secção de eventos gratuitos.

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FNAC Cultura / Fnac Portugal

Espectáculos no Facebook e Instagram,  em directo de palcos FNAC.

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Facebook

O FB tem uma página de eventos, que é geral mas que é possível escolher mostrar apenas "eventos online".

Além disso, há instituições que acompanho e que vão tendo eventos online, como por exemplo a Biblioteca Municipal de Matosinhos ou o Município de Oeiras.

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Viral Agenda 

Possui uma secção de eventos online.

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Sapo Vida

Tem publicações diárias e algumas são eventos online. 

 

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Talvez devesse dizer Time In, já que passaram a oferecer uma secção de coisas para fazer em casa.

 

Conferências Fundação Francisco Manuel dos Santos

 

Fundação Calouste Gulbenkien

No separador do tipo de eventos, se optarem por "transmissão" podem ver o que irá ser exibido em streaming.

Mais, não faltam conteúdos na página de Youtube.

 

Jardim Zoológico de Lisboa

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Este é um exemplo de quão diversos e personalizáveis podem ser os eventos online.

 

Comic-Con International

Outro exemplo de eventos de nicho.

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O Bookriot também compilou uma lista de eventos virtuais relacionados com livros.

 

Também poderão encontrar imensas páginas em redes sociais com leituras de contos, se procuram algo para a pequenada.

A poupança não é uma linha recta

09.06.20

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Num artigo do Bored Panda, descobri que a Inglaterra é conhecida pelos seus muros ondulantes. Pesquisem por "crinkle crankle garden walls" e deliciem-se com imagens de caprichosos muros a serpentear pelos jardins.

 

Por estranho que pareça, a forma dos muros deve-se à sua eficiência de recursos: um muro ondulante gasta menos tijolo que um muro em linha recta. Em linha recta, com tijolos tão estreitos, tombaria.

 

Achei que estes muros eram uma excelente metáfora para a poupança:

1.

A poupança nem sempre é uma linha reta, que seguimos do princípio ao seu objectivo final. Com frequência, precisamos de andar devagar, por vezes aos círculos, com tentativas e erros e até recuando para retomar outra vez.

2.

Por vezes, a poupança é apenas aparente. Quando gastamos dinheiro em coisas baratas, muitas vezes isso leva-nos a gastar em coisas inúteis ou que se vão deteriorar rapidamente. Assim, a linha recta do comprar barato, torna-se mais caro.

3.

A poupança obriga-nos a utilizar da forma mais eficiente os recursos que temos.

Uma pessoa sem a intencionalidade de procurar poupar, simplesmente faria um muro maior e provavelmente muito mais dispendioso.

Atirar dinheiro a um problema, raramente conduz à poupança.

Breve história de 7 poupanças

17.05.20

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Despesas bancárias

Uma das coisas que estupidamente adiei demasiado tempo, foi fechar a minha conta bancário no Millenium BCP, onde pagava cerca de €80/ano em despesas bancárias.

Actualmente, tenho conta no Activo Bank, também do grupo BCP onde não tenho custos.

 

Poupanças automáticas

Programei várias transferências automáticas, para retirar saldo da minha conta, logo no início do mês, para outras contas a prazo.

Assim, automatizo as poupanças e não há a tentação de gastar o dinheiro disponível na conta a débito.

Não só tenho uma poupança para a reforma, como poupanças para despesas maiores de saúde e para o carro.

 

Vestuário

Praticamente não compro roupa. Se compro, 99% é usada e quase sempre de lojas solidárias. Não vale a pena gastar dinheiro porque anda meio muito a descartar roupa como nova.

O meu orçamento anual para vestuário é de €60 e isso inclui cabeleireira.

 

Serviços pagos

Eliminei todo o tipo de subscrições de serviços, de TV a revistas.

Actualmente, subscrevo o Jornal o Público. Subscrições de serviços como HBO ou Netflix é algo que costumo fazer 1 mês por ano.

Quando tive outros serviços, sempre tentei renegociar valores, tendo conseguido diversos descontos.

 

Tralhas

Deixei de comprar tralhas, em regra para "organizar" outras tralhas e material de papelaria. 

 

Supermercado

Passei a ter muito cuidado com as compras de supermercado. Deixei de comprar artigos processados, extras disto e daquilo que, muitas vezes, acabava por não utilizar na integralidade e resultavam em desperdício alimentar.

Passei a cozinhar para congelar, o que evita que compre take away, salte refeições ou coma comida processada.

 

Telemóvel

Tenho muito cuidado para não gastar dados no telemóvel. Só ligo os dados no telemóvel quando estou fora de casa, em horário de trabalho, para receber emails.

Mesmo assim, tendo encontrado um tarifário mais vantajoso, vou mudar de operadora.

Melhores finanças pessoais em 2020: Aumentar a poupança em 1%

15.01.20

Todos os anos tendo seguir a regra de aumentar as minhas poupanças em pelo menos 1% do meu salário.

 

Em 2019 o foco foi poupar para o fundo de emergência e este ano será aumentar essa poupança, de €20 para €40 por mês.

 

Se tudo correr bem, irei recuperar ainda em 2020 o primeiro nível do meu fundo de emergência e ficarei bem lançada para o segundo nível, que é o meu valor ideal.