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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Pensamento positivo e as finanças pessoais

Descontos, 31.07.20

Inspiração - Novo estudo comprova que o pensamento negativo está relacionado com a demência

 

Eu confesso que fiquei com dúvidas se em vez de haver uma correlação: pensamento negativo > depressão > demência, não será mais: depressão > pensamento negativo / demência. Mas não é sobre isso que vou escrever.

 

A popularidade das teorias associadas ao pensamento positivo e, acima de tudo, a sua apropriação pela cultura pop acabaram por transformar o "pensamento positivo" num cliché a roçar o ridículo, especialmente quando associado às "leis da atracção": se pensares positivo, as coisas acontecem.

 

Mas não só.

Por exemplo, encontrei um artigo que recomendava como atitude prática de positivismo, seria encontrar o humor nas situações más. E dava como exemplo que se perdessemos o emprego, deveríamos imaginar o último dia a fazer as coisas mais ridículas possíveis. Ha, ha... Ou seja, uma pessoa teria de estar numa situações de considerável privilégio para ter o luxo de pensar assim.

 

Mas não deixa de haver uma sustentação científica para o pensamento positivo como instrumento de motivação. O nosso cérebro é um órgão fascinante. Lembram-se da estratégia do sorriso?

 

Por isso, não é descabido utilizar algumas estratégias das correntes do pensamento positivo, como forma de motivar melhores finanças pessoais:

 

Focar no presente, sem esquecer o futuro

Para uma paz financeira, é fundamental haver um equilíbrio entre o que gastamos hoje e o que poupamos para amanhã.

Eu não consigo conceber as minhas finanças pessoais sem a percepção de que eu poupo hoje para gastar amanhã, seja na minha reforma ou em despesas previsíveis ou imprevisíveis.

É por isso que faço poupanças para ter um fundo de emergência ou tiro mensalmente 50 € para um conta a prazo, para despesas de saúde (inclui óculos) e reparações do carro.

Em vez de focar num que me privo hoje, eu foco-me no que vou ter amanhã disponível para as diversas despesas.

 

Rodear-se de pessoas e coisas positivas

  • Pessoas que encoragem comportamentos e hábitos positivos;
  • ter uma atitude positiva em procurar pequenos prazeres que não custem dinheiro (livros, filmes, passeios) e sim, até os vídeos engraçadinhos com animais.

 

Aprender com os erros e focar-se nas soluções, não apenas nos problemas

 

Don’t let yesterday use up too much of today. ―Will Rogers

 

Eu confesso que tenho que me esforçar muito para não remoer todos os meus erros passados, numa espécie de auto-flagelação mental.

Racionalmente, sei que preciso deixar o passado para trás, "não chorar sobre leite derramado" e concentrar-me nas lições do passado que posso levar para um melhor futuro.

 

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Parar com as queixas

Eu já havia falado sobre isto antes. (Um mundo sem queixas)

Em vezes de nos queixarmos a uma dúzia de pessoas (ao amigo, à mãe, ao piriquito), numa espécie de socialização, devemos limitarmo-nos a falar com a pessoa que tiver a capacidade para resolver o problema ou a quem é necessário transmitir a informação.

 

Armadilha: Pensamento positivo pode levar a inacção

Uma das armadilhas do pensamento positivo é que uma postura demasiado optimista do futuro poderá levar a uma falta de preparação e antecipação de problemas futuros que, se abordados atempadamente, poderiam nem chegar a tornar-se um problema.

O maior exemplo é acumular dívida hoje, achando que o futuro será sempre a melhor hora de pagar tudo.

Mas o futuro também tem as suas contas e não há garantias que os rendimentos se mantenham ou que não haja um imprevisto que exija um maior esforço financeiro.

Ao planear o pior, iremos muito provavelmente evitá-lo. Eu poupo hoje porque sei que algures no tempo, algo acontecerá que irá fazer com que precise de mais dinheiro do que os meus rendimentos mensais permitem.

Onde estaria hoje, com um telhado a meter água, se não tivesse poupado durante anos para o substituir?

 

Conclusão: como em tudo, moderação.

 

Think positive, but not too much, and think negative when you need to. - Tchiki Davis

Eventos culturais online

Descontos, 22.07.20

Apesar das salas de espectáculos já terem retomado os eventos presenciais, ainda se vão encontrando algumas coisas online.

 

E elas são tantas quantos os interesses, formatos, público-alvo, preços e localizações. E não esquecer a importância das localizações, já que com a localização, vem o fuso horário.

 

Eu gostaria imenso de divulgar tudo, mas é-me impossível. O máximo que posso fazer, é partilhar a minha página de notas, que vou actualizando e/ou revendo e reflecte os meus interesses pessoais.

 

As minhas fontes primordiais de informação são:

 

Calendall

Uma coisa que me chateia no calendall é não ter a informação completa, nomeadamente o preço e a link. Mas se eu souber que o evento existe, também sei como encontrar o resto da informação.

Exemplo, sei que há um espectáculo do Filipe Pinto, mas só quando pesquisei na página de FB dele é que descobri onde aceder e quanto custava.

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BOL

Bilheteira onde é possível comprar bilhetes para concertos online a 2.00€.

 

Everbrite

Os eventos são variadíssimos e em várias línguas, com uma secção de eventos gratuitos.

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FNAC Cultura / Fnac Portugal

Espectáculos no Facebook e Instagram,  em directo de palcos FNAC.

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Facebook

O FB tem uma página de eventos, que é geral mas que é possível escolher mostrar apenas "eventos online".

Além disso, há instituições que acompanho e que vão tendo eventos online, como por exemplo a Biblioteca Municipal de Matosinhos ou o Município de Oeiras.

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Viral Agenda 

Possui uma secção de eventos online.

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Sapo Vida

Tem publicações diárias e algumas são eventos online. 

 

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Talvez devesse dizer Time In, já que passaram a oferecer uma secção de coisas para fazer em casa.

 

Conferências Fundação Francisco Manuel dos Santos

 

Fundação Calouste Gulbenkien

No separador do tipo de eventos, se optarem por "transmissão" podem ver o que irá ser exibido em streaming.

Mais, não faltam conteúdos na página de Youtube.

 

Jardim Zoológico de Lisboa

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Este é um exemplo de quão diversos e personalizáveis podem ser os eventos online.

 

Comic-Con International

Outro exemplo de eventos de nicho.

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O Bookriot também compilou uma lista de eventos virtuais relacionados com livros.

 

Também poderão encontrar imensas páginas em redes sociais com leituras de contos, se procuram algo para a pequenada.

A poupança não é uma linha recta

Descontos, 09.06.20

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Num artigo do Bored Panda, descobri que a Inglaterra é conhecida pelos seus muros ondulantes. Pesquisem por "crinkle crankle garden walls" e deliciem-se com imagens de caprichosos muros a serpentear pelos jardins.

 

Por estranho que pareça, a forma dos muros deve-se à sua eficiência de recursos: um muro ondulante gasta menos tijolo que um muro em linha recta. Em linha recta, com tijolos tão estreitos, tombaria.

 

Achei que estes muros eram uma excelente metáfora para a poupança:

1.

A poupança nem sempre é uma linha reta, que seguimos do princípio ao seu objectivo final. Com frequência, precisamos de andar devagar, por vezes aos círculos, com tentativas e erros e até recuando para retomar outra vez.

2.

Por vezes, a poupança é apenas aparente. Quando gastamos dinheiro em coisas baratas, muitas vezes isso leva-nos a gastar em coisas inúteis ou que se vão deteriorar rapidamente. Assim, a linha recta do comprar barato, torna-se mais caro.

3.

A poupança obriga-nos a utilizar da forma mais eficiente os recursos que temos.

Uma pessoa sem a intencionalidade de procurar poupar, simplesmente faria um muro maior e provavelmente muito mais dispendioso.

Atirar dinheiro a um problema, raramente conduz à poupança.

Breve história de 7 poupanças

Descontos, 17.05.20

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Despesas bancárias

Uma das coisas que estupidamente adiei demasiado tempo, foi fechar a minha conta bancário no Millenium BCP, onde pagava cerca de €80/ano em despesas bancárias.

Actualmente, tenho conta no Activo Bank, também do grupo BCP onde não tenho custos.

 

Poupanças automáticas

Programei várias transferências automáticas, para retirar saldo da minha conta, logo no início do mês, para outras contas a prazo.

Assim, automatizo as poupanças e não há a tentação de gastar o dinheiro disponível na conta a débito.

Não só tenho uma poupança para a reforma, como poupanças para despesas maiores de saúde e para o carro.

 

Vestuário

Praticamente não compro roupa. Se compro, 99% é usada e quase sempre de lojas solidárias. Não vale a pena gastar dinheiro porque anda meio muito a descartar roupa como nova.

O meu orçamento anual para vestuário é de €60 e isso inclui cabeleireira.

 

Serviços pagos

Eliminei todo o tipo de subscrições de serviços, de TV a revistas.

Actualmente, subscrevo o Jornal o Público. Subscrições de serviços como HBO ou Netflix é algo que costumo fazer 1 mês por ano.

Quando tive outros serviços, sempre tentei renegociar valores, tendo conseguido diversos descontos.

 

Tralhas

Deixei de comprar tralhas, em regra para "organizar" outras tralhas e material de papelaria. 

 

Supermercado

Passei a ter muito cuidado com as compras de supermercado. Deixei de comprar artigos processados, extras disto e daquilo que, muitas vezes, acabava por não utilizar na integralidade e resultavam em desperdício alimentar.

Passei a cozinhar para congelar, o que evita que compre take away, salte refeições ou coma comida processada.

 

Telemóvel

Tenho muito cuidado para não gastar dados no telemóvel. Só ligo os dados no telemóvel quando estou fora de casa, em horário de trabalho, para receber emails.

Mesmo assim, tendo encontrado um tarifário mais vantajoso, vou mudar de operadora.

Melhores finanças pessoais em 2020: Aumentar a poupança em 1%

Descontos, 15.01.20

Todos os anos tendo seguir a regra de aumentar as minhas poupanças em pelo menos 1% do meu salário.

 

Em 2019 o foco foi poupar para o fundo de emergência e este ano será aumentar essa poupança, de €20 para €40 por mês.

 

Se tudo correr bem, irei recuperar ainda em 2020 o primeiro nível do meu fundo de emergência e ficarei bem lançada para o segundo nível, que é o meu valor ideal.

Automatizar: remover obstáculos à poupança

Descontos, 12.01.20

Para quem deseja implementar um hábito de poupança, seja em que formato seja, a melhor estratégia para o sucesso que posso partilhar é automatizar.

 

Para este e para outros hábitos, é mais fácil implementá-los através do não fazer, que de uma acção.

 

Por fazer, muitas vezes implica ter de agir, de manter a motivação, de se lembrar, de evitar tentações... em suma, muita disciplina.

 

Já o não fazer, é bastante simples.

 

Ao automatizar as poupanças no início do mês, seja através de reforços automáticos numa conta a prazo ou através de retirar o dinheiro da conta para envelopes dedicados, eu não tenho de fazer mais nada.

 

Não tenho que me preocupar em poupar para X ou Y daquele mês ou para esta e aquela despesa. O planeamento foi feito no início do ano e o resto é automático.

 

Assim, os meus esforços limitam-se em gastar bem (menos) o que resta.

 

E isto funciona com vários sistemas.

Há quem automatize com os desafios das 52 semanas (nas diversas versões), guardando moedas de €2 ou tantas outras estratégias.

Todas essas, das transferências automáticas ao mealheiro, têm uma coisa em comum: pretendem remover a necessidade de uma decisão activa de poupar. A decisão está tomada, só têm de a executar.

 

Pessoalmente, eu prefiro sistemas completamente automáticos.

Eu não faria um desafio das 52 semanas que implicasse estar a colocar o dinheiro de lado, ainda por cima em valores variáveis.

Eu dividiria o valor final por 12 meses e criava uma transferência automática que retirasse esse valor no início do mês, do meu salário, para uma conta a prazo.

 

Claro que, para quem deseje começar um processo de reflexão semanal sobre os seus gastos e poupanças, introduzir esse momento, pode ser muito vantajoso.

 

Mas eu sou preguiçosa e prefiro não ter muito que fazer. :)

Boas poupanças!

Sou uma influenciadora?

Descontos, 15.10.19
Influenciadora
adjectivo feminino
Que ou quem influencia ou tem alguma espécie de influência sobre algo ou alguém.

"influenciadora", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/influenciadora [consultado em 15-10-2019].
 
Sempre que leio/ouço a expressão "influenciadora digital", confesso que associo a alguém com um terço ou metade da minha idade a promover maquilhagem ou roupas no Instagram.
 
Porém, estive a ouvir um incrível podcast sobre como somos influenciados socialmente, inclusive na forma como gastamos dinheiro.
 
Olhamos para as referências que nos rodeiam, passando a ser o nosso registo, a nossa base de comparação para onde deveríamos estar na nossa vida, o que deveríamos ter, o que deveríamos fazer.
 
O problema é quando as nossas referências nos chegam de uma fonte enviesada, como são as redes sociais.
 
Como exemplo, falou-se de uma lotaria na Alemanha, em que vencem todas as pessoas que tenham comprado um bilhete, e que vivam em determinado código postal (é esse que é sorteado).
 
Imaginem viver numa rua premiada e serem uma das pessoas que não comprou um bilhete, a ouvirem os vizinhos a celebrar, a pensar no que perderam. Vão à padaria ou ao café e todos discutem animadamente onde vão gastar o seu dinheiro.
 
Ora, um estudo científico concluiu que, nessa zona premiada, o consumo de carros aumenta.
 
Claro que facilmente se compreende que os vencedores aproveitem para comprar um carro novo. Mas o extraordinário é, que o consumo de novos carros aumenta também entre os vizinhos dos vencedores, que não tinham comprado um bilhete e que, por isso, não foram premiados.
 
Se assim é, eu espero sinceramente ser uma influenciadora, quando escrevo sobre poupar os meus cêntimos, remendar os buracos nas minhas meias ou pintar a porta da minha casa de banho.
 
Mas nunca numa perspectiva negativa, de perfeição inatingível e paralisante, a que nunca chegarão.
 
Mas antes, como uma imperfeita, mas ascendente caminhada que podemos fazer juntos, com pequenos mas seguros passos para uma vida melhor.
 
Se não podemos evitar ser influenciados, que pelo menos saibamos ser críticos em relação às nossas influências.
 
Uma coisa é certa, se acham que sou influenciadora por ter um blog, ficam sabendo que as minhas maiores influências são os comentários que vou lendo por aqui, com dicas e estratégias diversas das minhas, que as acrescentam ou até melhoram.
 
 
Podcast:
 
Estudo:
 

Finanças pessoais saudáveis - dentada a dentada

Descontos, 25.09.19

Há dias ouvia um podcast sobre o real efeito do exercício na perda de peso. Parece que a ciência está de acordo que não é pelo exercício que se faz, mas pelo que não se come.

 

Nas finanças pessoais é um pouco assim. Podemos ganhar muito dinheiro, mas a poupança surge quando não se gasta (pelo menos para os comuns mortais).

 

Eu sei que me dirão que aumentar os rendimentos é o ideal. É, mas para para a generalidade das pessoas é igualmente irrealista.

 

Se nas dietas temos de fechar a boca, nas finanças pessoais temos de fechar as carteiras. E como nas dietas, acções extremas podem levar a recaídas, por isso comecemos por  uma dentadinha.

 

1.

Identificar uma despesa problemática

Seja pelo valor, pela inutilidade ou apenas a que causa maior irritação.

No meu caso, eu comecei pela marmita. Eu cheguei a gastar cerca de €200/mês em almoços no trabalho. Quando percebi que tinha de poupar, foi aí que concentrei os meus esforços.

Neste momento, a minha despesa problemática são os livros.

 

2.

Come-se um elefante, com uma dentada de cada vez

Se não sabem por onde começar, concentrem o vosso foco numa única despesa.

Poderá parecer pouco e ineficaz, mas a mentalidade que desenvolverão para atacar essa despesa, irá propagar-se para outras.

 

3.

Manter um registo de despesas

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Seja numa aplicação, num computador ou num pedaço de papel, o registo diário das despesas (mesmo que apenas um tipo de despesas) é incrivelmente útil para nos obrigar a fazer uma pausa, assumir essa despesa e reflectir sobre ela.

 

Eu tenho um registo diário de todas as despesas (mas demorei quase um ano a habituar-me a registar tudo) e todas as semanas faço um cálculo do que gastei, por rubricas.

 

Não é bonito, mas é eficiente e confronta-me com os gastos excessivos.

 

Já descobriram qual é a vossa despesa a atacar?

Pagar para fazer o meu trabalho II

Descontos, 11.06.19

Pagar para fazer o meu trabalho I

 

Depois de alguma reflexão, de ler os vossos comentários e até a opinião de alguns gurus da independência financeira, julgo ter chegado a algumas conclusões sobre a minha posição quanto a pagar para me limparem a casa ou passar a ferro.

 

1. Para libertar tempo livre

Muitas pessoas se referem ao tempo de lazer/descanso que "compram" quando pagam a outra pessoa para fazer as tarefas domésticas.

No meu caso, isso aconteceu recentemente - eu estive a limpar a casa da minha mãe enquanto outra pessoa limpava a minha, mas em regra eu não iria fazer nada de especial nesse tempo, excepto descansar.

 

A verdade é que só iria pagar para não ter de fazer algo que desgosto. Esse seria o único acréscimo à minha vida.

 

2. Para aumentar os meus rendimentos

Há vários anos, a minha vida profissional incluía 3 trabalhos: durante o dia, um extra à noite e outro extra aos sábados de manhã.

Nesse caso, estava a pagar para libertar tempo para incrementar os meus rendimentos. Ou seja, eu recebia mais dinheiro na actividade de sábado de manhã, que estava a pagar para me limparem a casa.

E como eu preferia passar o meu sábado a trabalhar que a limpar a casa ou a passar a ferro, fazia sentido.

A necessidade de descanso também pesou porque eu não limpava de forma tão rápida e eficiente, demorando mais que a profissional. 

 

3. Nunca, quando ainda se tem dívidas

A não ser que seja uma forma de aumentar rendimentos, nunca deveremos pagar outros o que podemos fazer nós próprios, antes de eliminar as dívidas pessoais.

Isto porque, é sabido que ter dívidas é uma fonte de stress e o tempo de lazer/descanso que se obtém, não a eliminará.

Na verdade, o sentimento de culpa por ter gasto esse dinheiro, em vez de o alocar para a eliminação da dívida, poderá agravá-lo.

 

No meu caso pessoal, a minha paz financeira não advém somente de não ter dívidas, mas de ter um fundo de emergência robusto.

 

Por isso, concluo que não posso justificar a mim mesma gastar esse dinheiro, quando posso poupá-lo.

Ou seja, até ganhar o euromilhões, vou ter de continuar a passar a ferro.

Dar sangue = isenção de taxas moderadoras no SNS

Descontos, 13.05.19

Esta semana tive de fazer três exames e paguei €10.50 de taxas moderadoras.

 

Bons tempos, em que dava sangue e não pagava taxas moderadoras, fosse em exames (mesmo que fosse nos privados com acordo com o SNS), em consultas no posto de saúde ou até nas urgências.

 

Se desejam poupar dinheiro, dar sangue é uma boa estratégia. No meu caso, a poupança rondaria €20-€40/ano.

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E bebia sempre dois sumos docinhos, completamente grátis e livre de culpas. Afinal de contas, era por razões de saúde.