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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Breve história de 7 poupanças

Descontos, 17.05.20

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Despesas bancárias

Uma das coisas que estupidamente adiei demasiado tempo, foi fechar a minha conta bancário no Millenium BCP, onde pagava cerca de €80/ano em despesas bancárias.

Actualmente, tenho conta no Activo Bank, também do grupo BCP onde não tenho custos.

 

Poupanças automáticas

Programei várias transferências automáticas, para retirar saldo da minha conta, logo no início do mês, para outras contas a prazo.

Assim, automatizo as poupanças e não há a tentação de gastar o dinheiro disponível na conta a débito.

Não só tenho uma poupança para a reforma, como poupanças para despesas maiores de saúde e para o carro.

 

Vestuário

Praticamente não compro roupa. Se compro, 99% é usada e quase sempre de lojas solidárias. Não vale a pena gastar dinheiro porque anda meio muito a descartar roupa como nova.

O meu orçamento anual para vestuário é de €60 e isso inclui cabeleireira.

 

Serviços pagos

Eliminei todo o tipo de subscrições de serviços, de TV a revistas.

Actualmente, subscrevo o Jornal o Público. Subscrições de serviços como HBO ou Netflix é algo que costumo fazer 1 mês por ano.

Quando tive outros serviços, sempre tentei renegociar valores, tendo conseguido diversos descontos.

 

Tralhas

Deixei de comprar tralhas, em regra para "organizar" outras tralhas e material de papelaria. 

 

Supermercado

Passei a ter muito cuidado com as compras de supermercado. Deixei de comprar artigos processados, extras disto e daquilo que, muitas vezes, acabava por não utilizar na integralidade e resultavam em desperdício alimentar.

Passei a cozinhar para congelar, o que evita que compre take away, salte refeições ou coma comida processada.

 

Telemóvel

Tenho muito cuidado para não gastar dados no telemóvel. Só ligo os dados no telemóvel quando estou fora de casa, em horário de trabalho, para receber emails.

Mesmo assim, tendo encontrado um tarifário mais vantajoso, vou mudar de operadora.

Melhores finanças pessoais em 2020: Aumentar a poupança em 1%

Descontos, 15.01.20

Todos os anos tendo seguir a regra de aumentar as minhas poupanças em pelo menos 1% do meu salário.

 

Em 2019 o foco foi poupar para o fundo de emergência e este ano será aumentar essa poupança, de €20 para €40 por mês.

 

Se tudo correr bem, irei recuperar ainda em 2020 o primeiro nível do meu fundo de emergência e ficarei bem lançada para o segundo nível, que é o meu valor ideal.

Automatizar: remover obstáculos à poupança

Descontos, 12.01.20

Para quem deseja implementar um hábito de poupança, seja em que formato seja, a melhor estratégia para o sucesso que posso partilhar é automatizar.

 

Para este e para outros hábitos, é mais fácil implementá-los através do não fazer, que de uma acção.

 

Por fazer, muitas vezes implica ter de agir, de manter a motivação, de se lembrar, de evitar tentações... em suma, muita disciplina.

 

Já o não fazer, é bastante simples.

 

Ao automatizar as poupanças no início do mês, seja através de reforços automáticos numa conta a prazo ou através de retirar o dinheiro da conta para envelopes dedicados, eu não tenho de fazer mais nada.

 

Não tenho que me preocupar em poupar para X ou Y daquele mês ou para esta e aquela despesa. O planeamento foi feito no início do ano e o resto é automático.

 

Assim, os meus esforços limitam-se em gastar bem (menos) o que resta.

 

E isto funciona com vários sistemas.

Há quem automatize com os desafios das 52 semanas (nas diversas versões), guardando moedas de €2 ou tantas outras estratégias.

Todas essas, das transferências automáticas ao mealheiro, têm uma coisa em comum: pretendem remover a necessidade de uma decisão activa de poupar. A decisão está tomada, só têm de a executar.

 

Pessoalmente, eu prefiro sistemas completamente automáticos.

Eu não faria um desafio das 52 semanas que implicasse estar a colocar o dinheiro de lado, ainda por cima em valores variáveis.

Eu dividiria o valor final por 12 meses e criava uma transferência automática que retirasse esse valor no início do mês, do meu salário, para uma conta a prazo.

 

Claro que, para quem deseje começar um processo de reflexão semanal sobre os seus gastos e poupanças, introduzir esse momento, pode ser muito vantajoso.

 

Mas eu sou preguiçosa e prefiro não ter muito que fazer. :)

Boas poupanças!

Sou uma influenciadora?

Descontos, 15.10.19
Influenciadora
adjectivo feminino
Que ou quem influencia ou tem alguma espécie de influência sobre algo ou alguém.

"influenciadora", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/influenciadora [consultado em 15-10-2019].
 
Sempre que leio/ouço a expressão "influenciadora digital", confesso que associo a alguém com um terço ou metade da minha idade a promover maquilhagem ou roupas no Instagram.
 
Porém, estive a ouvir um incrível podcast sobre como somos influenciados socialmente, inclusive na forma como gastamos dinheiro.
 
Olhamos para as referências que nos rodeiam, passando a ser o nosso registo, a nossa base de comparação para onde deveríamos estar na nossa vida, o que deveríamos ter, o que deveríamos fazer.
 
O problema é quando as nossas referências nos chegam de uma fonte enviesada, como são as redes sociais.
 
Como exemplo, falou-se de uma lotaria na Alemanha, em que vencem todas as pessoas que tenham comprado um bilhete, e que vivam em determinado código postal (é esse que é sorteado).
 
Imaginem viver numa rua premiada e serem uma das pessoas que não comprou um bilhete, a ouvirem os vizinhos a celebrar, a pensar no que perderam. Vão à padaria ou ao café e todos discutem animadamente onde vão gastar o seu dinheiro.
 
Ora, um estudo científico concluiu que, nessa zona premiada, o consumo de carros aumenta.
 
Claro que facilmente se compreende que os vencedores aproveitem para comprar um carro novo. Mas o extraordinário é, que o consumo de novos carros aumenta também entre os vizinhos dos vencedores, que não tinham comprado um bilhete e que, por isso, não foram premiados.
 
Se assim é, eu espero sinceramente ser uma influenciadora, quando escrevo sobre poupar os meus cêntimos, remendar os buracos nas minhas meias ou pintar a porta da minha casa de banho.
 
Mas nunca numa perspectiva negativa, de perfeição inatingível e paralisante, a que nunca chegarão.
 
Mas antes, como uma imperfeita, mas ascendente caminhada que podemos fazer juntos, com pequenos mas seguros passos para uma vida melhor.
 
Se não podemos evitar ser influenciados, que pelo menos saibamos ser críticos em relação às nossas influências.
 
Uma coisa é certa, se acham que sou influenciadora por ter um blog, ficam sabendo que as minhas maiores influências são os comentários que vou lendo por aqui, com dicas e estratégias diversas das minhas, que as acrescentam ou até melhoram.
 
 
Podcast:
 
Estudo:
 

Finanças pessoais saudáveis - dentada a dentada

Descontos, 25.09.19

Há dias ouvia um podcast sobre o real efeito do exercício na perda de peso. Parece que a ciência está de acordo que não é pelo exercício que se faz, mas pelo que não se come.

 

Nas finanças pessoais é um pouco assim. Podemos ganhar muito dinheiro, mas a poupança surge quando não se gasta (pelo menos para os comuns mortais).

 

Eu sei que me dirão que aumentar os rendimentos é o ideal. É, mas para para a generalidade das pessoas é igualmente irrealista.

 

Se nas dietas temos de fechar a boca, nas finanças pessoais temos de fechar as carteiras. E como nas dietas, acções extremas podem levar a recaídas, por isso comecemos por  uma dentadinha.

 

1.

Identificar uma despesa problemática

Seja pelo valor, pela inutilidade ou apenas a que causa maior irritação.

No meu caso, eu comecei pela marmita. Eu cheguei a gastar cerca de €200/mês em almoços no trabalho. Quando percebi que tinha de poupar, foi aí que concentrei os meus esforços.

Neste momento, a minha despesa problemática são os livros.

 

2.

Come-se um elefante, com uma dentada de cada vez

Se não sabem por onde começar, concentrem o vosso foco numa única despesa.

Poderá parecer pouco e ineficaz, mas a mentalidade que desenvolverão para atacar essa despesa, irá propagar-se para outras.

 

3.

Manter um registo de despesas

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Seja numa aplicação, num computador ou num pedaço de papel, o registo diário das despesas (mesmo que apenas um tipo de despesas) é incrivelmente útil para nos obrigar a fazer uma pausa, assumir essa despesa e reflectir sobre ela.

 

Eu tenho um registo diário de todas as despesas (mas demorei quase um ano a habituar-me a registar tudo) e todas as semanas faço um cálculo do que gastei, por rubricas.

 

Não é bonito, mas é eficiente e confronta-me com os gastos excessivos.

 

Já descobriram qual é a vossa despesa a atacar?

Pagar para fazer o meu trabalho II

Descontos, 11.06.19

Pagar para fazer o meu trabalho I

 

Depois de alguma reflexão, de ler os vossos comentários e até a opinião de alguns gurus da independência financeira, julgo ter chegado a algumas conclusões sobre a minha posição quanto a pagar para me limparem a casa ou passar a ferro.

 

1. Para libertar tempo livre

Muitas pessoas se referem ao tempo de lazer/descanso que "compram" quando pagam a outra pessoa para fazer as tarefas domésticas.

No meu caso, isso aconteceu recentemente - eu estive a limpar a casa da minha mãe enquanto outra pessoa limpava a minha, mas em regra eu não iria fazer nada de especial nesse tempo, excepto descansar.

 

A verdade é que só iria pagar para não ter de fazer algo que desgosto. Esse seria o único acréscimo à minha vida.

 

2. Para aumentar os meus rendimentos

Há vários anos, a minha vida profissional incluía 3 trabalhos: durante o dia, um extra à noite e outro extra aos sábados de manhã.

Nesse caso, estava a pagar para libertar tempo para incrementar os meus rendimentos. Ou seja, eu recebia mais dinheiro na actividade de sábado de manhã, que estava a pagar para me limparem a casa.

E como eu preferia passar o meu sábado a trabalhar que a limpar a casa ou a passar a ferro, fazia sentido.

A necessidade de descanso também pesou porque eu não limpava de forma tão rápida e eficiente, demorando mais que a profissional. 

 

3. Nunca, quando ainda se tem dívidas

A não ser que seja uma forma de aumentar rendimentos, nunca deveremos pagar outros o que podemos fazer nós próprios, antes de eliminar as dívidas pessoais.

Isto porque, é sabido que ter dívidas é uma fonte de stress e o tempo de lazer/descanso que se obtém, não a eliminará.

Na verdade, o sentimento de culpa por ter gasto esse dinheiro, em vez de o alocar para a eliminação da dívida, poderá agravá-lo.

 

No meu caso pessoal, a minha paz financeira não advém somente de não ter dívidas, mas de ter um fundo de emergência robusto.

 

Por isso, concluo que não posso justificar a mim mesma gastar esse dinheiro, quando posso poupá-lo.

Ou seja, até ganhar o euromilhões, vou ter de continuar a passar a ferro.

Dar sangue = isenção de taxas moderadoras no SNS

Descontos, 13.05.19

Esta semana tive de fazer três exames e paguei €10.50 de taxas moderadoras.

 

Bons tempos, em que dava sangue e não pagava taxas moderadoras, fosse em exames (mesmo que fosse nos privados com acordo com o SNS), em consultas no posto de saúde ou até nas urgências.

 

Se desejam poupar dinheiro, dar sangue é uma boa estratégia. No meu caso, a poupança rondaria €20-€40/ano.

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E bebia sempre dois sumos docinhos, completamente grátis e livre de culpas. Afinal de contas, era por razões de saúde.

Certificados do Tesouro Poupança Crescimento

Descontos, 22.04.19

Eu sou uma investidora muito conservadora e com poucos recursos, pelo que os meus investimentos consistem em poupanças com garantia de capital, que possa fazer com pouco dinheiro mas que, infelizmente, têm pouco retorno.

 

Neste momento, os juros em aplicações a prazo nem a taxa de inflacção (cerca de 1%) estão a cobrir, o que significa que estou a perder dinheiro.

Assim e como tenho o meu fundo de emergência mais composto e as poupanças reforma já ultrapassaram €1500, vou aplicar mais €1000 em certificados do tesouro poupança crescimento que têm uma taxa de juro anual mínima de 0.75%. + um prémio correspondente a 40% do crescimento médio real do PIB, a partir do 2º ano.

 

Para mim, as principais vantagens são:

- Garantia da totalidade do capital investido e do rendimento obtido;

- Totalmente isento de custos;

- Os juros são pagos anualmente, líquidos de IRS, através de depósito na nossa conta bancária.

 

A desvantagem:

- Só é permitido o resgate total ou parcial um ano após a data da subscrição.

Investimento através do pagamento de despesas

Descontos, 15.03.19

No nosso dia-a-dia, é possível ter uma atitude de investimento, quando consideramos a redução das nossas despesas.

 

Por exemplo, há despesas anuais cujo pagamento pode ser fraccionado (geralmente em semestre ou trimestre), mas que ficam mais caras, quanto maior for o fraccionamento.

 

E eu, que até me considero uma pessoa inteligente, durante muito tempo fiz algo de muito estúpido, quando optei por pagamentos mensais de uma quota, que poderia pagar uma vez por ano, com consideravel desconto.

 

Porque não queria disponibilizar uma quantia maior, não considerei que ao investir nesse pagamento anual, isso resultaria em rendimentos adicionais (o desconto da despesa). 

 

Hoje, não teria dúvida que qualquer dinheiro disponível seria encaminhado para investir nessa despesa.

 

Por isso, se tiverem despesas anuais com pagamento fraccionados, em que tenham desconto por pagar imediatamente, aproveitem para investir.