Apercebi-me, há uns meses, que o tarifário da minha mãe lhe estava a retirar dinheiro mensal ou trimestralmente. Fiquei com aquilo na cabeça: tenho de tratar disso (até porque o telemóvel e cartão estão no meu nome).
E o tempo foi passando...
E hoje decidi tratar disso. Não só estavam a cobrar €1.50 trimestralmente (porque não fazia carregamentos de €10/mês e ela não gasta tanto) como as chamadas ficavam a €0.50/rede e €0.80/outras redes. Quê?!
A última alteração de tarifário pela minha mãe havia sido em 2011. Naturalmente, pelo meio foram as alterações de tarifários da própria operadora (não interessa qual).
Em suma, por não seguir o meu próprio conselho sobre rever tarifários de serviços que contratamos, eu custei à minha mãe algum dinheiro.
Então faço um lembrete a mim própria: salvo em situações de fidelização (em que eles raramente mudam o que for), rever anualmente as tarifas dos serviços que contratamos, procurando uma alternativa ou confrontando o prestador com essa alternativa, na esperança que ele ajuste o preço.
Eu já sabia disto, até já escrevi sobre isto em 2013, mas aparentemente preciso de ser lembrada.
Já agora, recomendo este artigo do Observador. É de Agosto de 2015, mas poderá ser um bom ponto de partida.
Embora tivesse estipulado um período de três meses para reavaliar a minha despesa de telemóvel, confesso que já me sinto suficientemente privada para fazer a mudança.
Nos últimos tempos tenho tentado cortar, ao máximo, as chamadas desnecessárias e mais ainda, as chamadas longas. E eu sei exactamente com quem as faço: com a minha querida sobrinha.
Pois bem, nos últimos 45 dias fiz 28 chamadas em 16 dias distintos (apenas hoje fiz 4 curtas, mas antes de ontem fiz uma com mais de 40 minutos com o tópico sistema circulatório) e francamente não senti que os custos baixassem muito abaixo dos €8.00/mensais, habituais. Acresce que o sentimento de privação - não falar com ela com mais frequência - está a começar a chatear-me.
Por isso, decidi passar para um tarifário da Vodafone em que passo uma taxa €0.35 por cada dia de utilização (sem carregamentos obrigatórios), não pagando o valor das chamadas dentro da rede (até 200 minutos por dia). Porém, fora da rede pago €0.25/minuto. Ainda pensei na 2ª opção: €0.25 por cada dia de utilização e depois €0.04/minutos para qualquer rede, inclusive a Vodafone, mas a verdade é que continuaria a pagar bastante nas conversas mais longas.
O meu plano é: nos dias em que tiver feito uma chamada necessária, aproveito para fazer as chamadas longas... para a sobrinha, uma amiga...
É que de acordo com o primeiro tarifário - e considerando que teriam sido apenas chamadas dentro da rede, eu teria pago €5.60 em vez dos €16 que carreguei desde o início do ano (dos quais só tenho €4.00).
Ponto negativo: tenho de pagar €5.00 SÓ para mudar de tarifário.
Estive a fazer as contas aos carregamentos do meu telemóvel e o total de 2013 é €151.50, uma média de €12.63 mensais. Para quem tem como meta um valor máximo de €8.00/mensais, isso significa que ultrapassei o meu orçamento em mais de €55.00 (!!!!).
Poderia, a este ponto, considerar uma mudança de tarifário, mas a verdade é que considero que devo cortar. As minhas comunicações de telemóvel estão quase reduzidas a meia dúzia de pessoas - irmãos (sem telefone fixo), pais e pouco mais, mas sei que tendo a ter conversas mais longas em alguns momentos.
Por isso, o primeiro trimestre de 2014 será para fazer uma utilização mais conscienciosa do telemóvel e rever o meu orçamento neste item.