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Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Diário das minhas finanças pessoais

Isto é mesmo um diário, mas também um bloco de notas e talvez um caderno de ideias (umas melhores que outras)

Certificados do Tesouro Poupança Crescimento

Descontos, 22.04.19

Eu sou uma investidora muito conservadora e com poucos recursos, pelo que os meus investimentos consistem em poupanças com garantia de capital, que possa fazer com pouco dinheiro mas que, infelizmente, têm pouco retorno.

 

Neste momento, os juros em aplicações a prazo nem a taxa de inflacção (cerca de 1%) estão a cobrir, o que significa que estou a perder dinheiro.

Assim e como tenho o meu fundo de emergência mais composto e as poupanças reforma já ultrapassaram €1500, vou aplicar mais €1000 em certificados do tesouro poupança crescimento que têm uma taxa de juro anual mínima de 0.75%. + um prémio correspondente a 40% do crescimento médio real do PIB, a partir do 2º ano.

 

Para mim, as principais vantagens são:

- Garantia da totalidade do capital investido e do rendimento obtido;

- Totalmente isento de custos;

- Os juros são pagos anualmente, líquidos de IRS, através de depósito na nossa conta bancária.

 

A desvantagem:

- Só é permitido o resgate total ou parcial um ano após a data da subscrição.

Porque poupo para a reforma

Descontos, 07.06.18

Utilizei a ferramenta de simulações da Segurança Social Directa e uma coisa é certa, se tiver de adivinhar, quase aposto que daqui a + 20 anos, o valor será inferior:

Capturar (125).JPG

Se aos meus 20 anos, eu soubesse o que sei hoje, as minhas escolhas teriam sido diferentes. Teria investido muito mais na minha "velhice". 

É por isso que, neste momento poupo para a reforma, pois isso contribui para a minha paz de espírito. Eu sei que, sendo uma mulher solteira, tenho dois factores de risco para pobreza (dados Pordata). 

 

limiar da pobreza " é o termo utilizado para descrever o nível de renda anual com o qual uma pessoa ou uma família não possui condições de obter todos os recursos necessários para viver" (Wikipédia). Ora, em Portugal o limiar de risco de pobreza é de €5.443 (valores de 2016), ou seja, €453/mensais. 

 

Assim e enquanto puder, continuarei a fazer outras poupanças para a minha reforma:

- contribuição para um segundo subsistema contribuivo;

- poupança de €100/mensais (transferência automática, no início do mês, para um depósito a prazo).

 

Objectivo: chegar à velhice a ter com que viver, em vez de sobreviver.

A minha reforma futura e os actuais €500/mês

Descontos, 09.09.16

 

" De acordo com os cálculos dos especialistas, um indivíduo que tenha hoje 55 anos de idade, pretenda reformar-se aos 65 anos com quarenta anos de contribuições, trabalhe desde 1975 e receba um salário mensal de dois mil euros e todos os anos registe aumentos médios de 1,5 por cento, terá uma perda de rendimento de 31 por cento quando se reformar." (pg. 12) 

 

" Só os últimos dados mostram que os trabalhadores portugueses vão receber uma reforma igual a metade do último salário, por causa das mudanças da Segurança Social, segundo previsões da Organização para a Cooperação Económica e o Desenvolvimento (OCDE)." (pg. 49)

 

Antes de mais, vou assumir que estes dados estão correctos. Parto deste princípio porque, para mim que ainda estou nos 40, é irrelevante. A verdade é que a instabilidade legislativa fazem com que nenhum de nós possa prever quanto vai receber de reforma, à distância temporal de 25 anos. 

 

Assim, parto do princípio que vou ganhar uma reforma igual a metade do meu salário, para prever uma reforma futura. 

 

Foi com base nesse princípio, e na constante lembrança de que vivo e viverei sozinha, que decidi investir consideravelmente na minha reforma. 

 

Neste momento, os meus investimentos na reforma estão divididos em 3 tipos*:

- trabalho dependente, na Segurança Social;

- trabalho independente, num fundo de pensões independente do Estado;

- poupança reforma, €65 numa conta a prazo.

 

A minha esperança é que estes três descontos, juntos, me tragam uma reforma digna e paz de segurança financeira. Eu não preciso muito. 

 

Claro que, ao estabelecer como prioridade do meu orçamento, a poupança para a reforma, isso significa que o meu rendimento disponível desce. No meu caso, desce aos €500/mês. Em 2017 passará a €480/mês. 

 

Naturalmente que é um pseudo-problema. É uma escolha pessoal e em qualquer momento posso suspender os descontos para o fundo de pensões e a poupança reforma. 

 

Obriga-me a fazer algumas escolhas, mas eu sinto que desta forma estou a escolher-me a mim. Estou farta de olhar para trás, com sentimentos de arrependimento pelos erros (financeiros) que cometi. Ao poupar agora, sinto-me mais segura e necessito dessa segurança. 

 

* Espero que compreendam que não irei fornecer pormenores sobre a minha profissão. Para o bem e para o mal, há detalhes da minha vida privada que prefiro não partilhar.

Eu tenho um Certificado de Tesouro

Descontos, 31.10.14

Ena!

Apesar do meu registo mensal ter passado um período negro - mais concretamente um buraco negro -  a verdade é que consegui os meus dois objectivos pessoais para Outubro: subscrever um Certificado de Tesouro e pagar as lentes dos meus óculos sem utilizar o fundo de emergência.

 

A subscrição do Certificado de Tesouro (Poupança Mais) resulta dos primeiros €1.000 da minha poupança para a reforma mas também é o ultrapassar de uma barreira psicológica: dinheiro que não poderei aceder, durante pelo menos um ano. É um compromisso comigo mesma que esse dinheiro é um investimento no meu futuro.

 

O mínimo para subscrever um Certificado de Tesouro (Poupança Mais) é de mil euros, por cinco anos, sendo que o certificado não pode ser levantado no primeiro ano. Depois desse período pode ser levantado, mas com perda de juros. Os juros anuais são creditados na conta bancária (temos de dar o NIB), ou seja, não capitalizam. Assim, no final do primeiro ano vão depositar-me €27.50 na minha conta bancária (menos a retenção na fonte de IRS). 

 

Para quem está menos familiarizado com estas coisas (como eu), capitalizar os juros quer dizer, por exemplo que eu depositei €1.000 mas no final do ano não receberia os €27.50 e em vez disso passaria o certificado a ter um novo capital inicial, os €1.027,50 e iriam contar novos juros sobre esse capital + juros. 

 

Assim, com juros simples, os €1.000 no final dos 5 anos:

€1.000 + 27,50 (juros 1º ano) + 37,50 (juros 2º ano) + 47,50 (juros 3º ano) + €50.00 (juros 4º ano) + €50.00 (juros 5º ano) = €1.212,50

 

Como havia referido, bastou ir aos CTT abrir a conta e passada uma hora pude, com pagamento de multibanco, subscrever o certificado.

 

(continua com certificados de aforro)