Quando um tema começa a dominar a vida das pessoas, não falta que aproveite esse momento para vender produtos. E não têm faltado produtos relacionados com a poupança e com a crise. Pessoalmente, não me faz sentido pagar para poupar. Porém, cada caso é um caso e eu não sou imune a comprar livros sobre poupança.
Uma das coisas que fiz há algum tempo foi um "mini registo das minhas finanças pessoais" que não é nada mais que um ficheiro Microsoft Word com algumas páginas chave que vou imprimindo à medida das minhas necessidades (até pode ser escrito em papel de rascunho). Para quem souber um pouco como trabalhar o ficheiro, pode rapidamente transformar-se num pequeno livro, é tudo uma questão de organizar as páginas e a forma de impressão.
Não sei se se recordarão do post em que vos falei do registo de despesas. Pois bem, andei a namorar um novo registo que me parecia excelente e até referi que iria passar a utilizá-lo.
Ora, grande idiotice, porque o registo é excelente para despesas mas não possui informação sobre o saldo entre os rendimentos e despesas. Ou seja, entreti-me tanto com a forma que me esqueci do conteúdo.
E foi assim que passei a utilizar o registo financeiro pessoal que tem como única desvantagem o facto de não comportar um registo a longo prazo - ou seja, anual. Porém, atrevo-me a dizer que irá ter, depois de lhe fazer algumas alterações.
Já lhe fiz algumas alterações, nomeadamente a criação de 3 tipos de contas: conta-corrente (bancária), cartão continente e dinheiro. Apesar de tentadora a inclusão das poupanças, isso altera altera os gráficos, nomeadamente no que nos interessa: a progressão das despesas mensais.
Quando levanto dinheiro, assinalo apenas retiro esse valor à conta corrente e adito-o à categoria dinheiro. (nota mental, tenho de incluir uma forma automática de geral essa transferência).
E na parte do registo que corresponde às despesas, assinalo a vermelho as despesas ainda não concretizadas, mas que inevitavelmente chegarão até ao final do mês. Dessa forma, vejo de imediato o impacto de todas as despesas futuras.
O dinheiro que sai da conta corrente para a poupança, é contabilizada como uma despesa.
Os levantamentos de dinheiro são anotados, mas não são associados a uma conta (não preencho a 4ª coluna). Eu prefiro anotar as despesas que efectivamente realizei com esse dinheiro.
A secção do resumo mensal permite ver o impacto de cada tipo de despesa:
Francamente, estou bastante satisfeita com a simplicidade de utilização deste ficheiro.
Fim do mês e muitas/os se perguntarão: para onde foi o dinheiro?
Confesso que é um dos exercícios mais assustadores para quem vive com poucos rendimentos: contabilizar as despesas e ver onde vai/foi o dinheiro. Pelo menos, para mim, é bastante assustador.
Quando me perguntam onde começar, eu sempre sugiro que façam um apanhar das despesas fixas ou mais ou menos fixas: a renda, a TV paga, a média mensal de luz, o condomínio, a média mensal do seguro do carro e da gasolina...
Sim, é assustador ver os valores amontoarem-se. Mas eles não irão desaparecer porque não foram contabilizados. Coloca-los numa folha ou ficheiro também é passível de vos dar uma visão imediata de onde poderiam cortar: TV paga? internet no telemóvel?
Eu havia criado um registo para inserir as minhas despesas pessoais de forma a calcular valores como vales de desconto e descontos em cartão. Mas quando desejava calcular todas as despesas, tinha tudo misturado e por isso passei a utilizar a Calculadora de despesas pessoais.
Um outro formato de registo, menos exaustivo, poderá ser o Orçamento familiar:
Finalmente, tentem resistir a pagar por programas ou aplicações de finanças pessoais. As ofertas gratuitas são inúmeras e em constante melhoria e no final do mês, será mais um valor que pouparam.