Aqui está a minha disciplina e a falta dela, a cores, ainda por cima.
As soft news estão cheias de artigos sobre o dia mais triste do ano: está frio, as festas acabaram e a maioria das pessoas já se esqueceu das resoluções. Pior, não se esqueceu, nada fez e tem na boca o sabor amargo do falhanço.
É nesta altura que vejo desistirem das suas resoluções: como falharam 15 dias não vale a pena continuar.
Não desistam.
No ano passado tinha duas resoluções: não comprar vestuário e não comprar livros.
Logo em Janeiro esqueci-me que tinha feito a resolução e comprei meias. Depois, gastei €3 em duas camisolas de lã numas promoções do CNT. Também gastei €2 num livro.
Poderia ter decidido esquecer as resoluções - se não posso dizer que não comprei, que se lixe... então vou comprar porque, perdida por 1, perdida por 1000.
Mas uma coisa é gastar €1 e outra é gastar €1000.
Por isso, no dia seguinte a ter falhado, persisto na resolução: não comprar vestuário ou livros.
E é persistindo, mesmo depois de falhar, que cheguei ao final do ano gastando cerca de €10 em vestuário e menos de €2 em livros.
Se não o tivesse feito, seria uns euros aqui e ali e os pequenos gastos somariam uma grande despesa.
Por isso, não desistam. O melhor dia para começar é sempre aquele em que começam.
- terei cumprido o orçamento do sistema de envelopes;
- registei (sem falhas) os gastos;
- fiz os balanços semanais e publiquei-os no blog;
- terei pago a reparação da casa sem créditos ou empréstimos de familiares;
- vendi todos os meus livros técnicos.
Li/ouvi algures que um truque para cumprir as resoluções é formulá-las como objectivos atingidos. Toda a ajuda é pouca. Para o resto conto com o vosso apoio e motivação.
Tenham um excelente Ano Novo, que 2015 seja cheio de saúde, paz financeira, pessoal e/ou familiar!
Eu adoro listas, mas com muita frequência tendo a colocar tantos itens na lista que, inevitavelmente, acabam por não passar da lista para o concreto. Por isso, uma das coisa em que tenho tentado melhorar é no estabelecimento de objectivos realistas.
Algures li um conselho para quem já tivesse criado a sua lista de objectivos: reduzi-la para um terço. Não há porque nos condenarmos ao fracasso antes mesmo de começar.
Em qualidade
Criar objectivos irrealistas não é muito melhor. Há que distinguir entre sonhos e objectivos. Não quero com isso dizer que não possamos ou devemos sonhar e até tentar concretizar os nossos sonhos. Mas uma coisa é sonhar em viajar e outra completamente distinta é ter como objectivo uma viagem a um ou mais locais em concreto.
Em especificidade
Criar um objectivo vago, sem acções ou tarefas concretas é o correspondente a morrer na praia. Sempre foi assim que me senti. Criava um objectivo como: no ano X vou ler mais. E pronto... nada lhe seguia. Os objectivos, para serem bem sucedidos, têm de ter tarefas concretas, que dependam de nós e convêm que saibamos quais são.
E foi assim que, depois de anos a listar como objectivos o ler mais e ver menos televisão vazia (aquela que vemos por ver) e melhorar a minha higiene do sono (gostaram da expressão?), decidi que teria de seguir esses objectivos com uma acção em concreto e, no primeiro dia de 2014, retirei o televisor do quarto.